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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cada pessoa cria seu próprio destino





Na curta ou longa estrada da vida, as pessoas determinam seu destino

Luís Alberto Caju

 A palavra destino é carregada de pesado simbolismo: definir o futuro de alguém, bom ou ruim. Em cima disso vários espertalhões ganham dinheiro ao propor a mudança de algo trágico na vida, como se fosse possível barrar a trajetória errada que determinadas pessoas insistem em tomar, mesmo alertadas várias vezes.

 Citarei alguns exemplos de comportamentos que podem levar à destruição rápida ou demorada. O drogado, principalmente em tóxicos pesados como heroína, cocaína, crack ou morfina, vai se acabar lentamente, caso não sofra overdose nesta triste estrada. Aliás, é interessante notar as diferenças visuais e comportamentais no dependente químico.

 No início do martírio do vício o visual ainda é bonito, predominando o aspecto sadio. Porém o avanço da química do entorpecente, que mata várias células no organismo, principalmente no sistema nervoso, vai acelerando a degradação. É tão forte a agressão sofrida pelo corpo que o drogado deixa de se preocupar consigo mesmo, como ocorre com os viciados em crack, por exemplo.

 Ao escolher o mortal caminho dessas substâncias ilícitas, essa pessoa selou o próprio destino. De morrer degradada, virar refém da loucura, de abraçar o crime visando encontrar dinheiro para sustentar a dependência química instalada em seu corpo. As mulheres, antes recalcadas, mergulharão na prostituição sem qualquer preocupação de se contaminar com doenças sexualmente transmissíveis. Importa é o dinheiro para comprar a próxima dose.

 Há o alcoolismo, outra tortuosa estrada responsável pela destruição de famílias, principalmente casamentos, onde nem a força do amor foi suficiente para manter aquela união. Os dependentes das bebidas cavam, também, a própria sepultura de um destino trágico. No estágio mais avançado vão morar nas ruas, dormindo ao relento, comendo restos de alimentos encontrados no lixo, trajando farrapos e perdendo toda alta estima.

 O caminho do crime é mais explosivo, reservando o destino da privação da liberdade e paz para quem escolheu andar nesta trilha. Tem a sedução do ganho fácil do dinheiro e falso poder. Mas o tempo mostrará o peso do engano numa vida que pode terminar de três formas: morte violenta, privado da liberdade e condenando a viver vários anos longe da civilização nos imundos presídios brasileiros ou encontrar a paz nos braços de Deus.


 Nesses três exemplos é visível perceber que o destino está nas mãos da própria pessoa. Ela é que escreverá os próximos capítulos de sua vida. Tudo fica sob seu poder. Ninguém nasce criminoso, drogado, mendigo ou prostituta. As atitudes e o meio onde sobrevive é que exercerão influência de qual reta seguir. Portanto cai por terra o argumento de que as pessoas nascem para sofrer. Mentira! O homem é quem faz opção pela vida ou morte. Tudo depende da estrutura emocional e resistência aos apelos do mal. Que, aliás, anda de mãos dada com o bem. 

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