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Inflação pressiona orçamento e faz brasileiro priorizar gastos essenciais

    Arquivo/Hourpress Radiografia da Notícia Mesmo com 71% de brasileiros otimistas sobre às finanças, apenas 38% dizem que sua renda está a...

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Inflação pressiona orçamento e faz brasileiro priorizar gastos essenciais

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Mesmo com 71% de brasileiros otimistas sobre às finanças, apenas 38% dizem que sua renda está acompanhando a inflação* 

Quase metade dos consumidores reduziu gastos não essenciais, enquanto jovens da Geração Z lideram a intenção de buscar novo crédito

74% dos entrevistados possuem seu principal produto financeiro em um banco digital

Redação/Hourpress

A inflação persistente continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras e já influencia decisões sobre consumo, dívidas e busca por crédito. É o que mostra o novo Estudo Consumer Pulse da TransUnion, empresa global de informações e insights que atua como datatech.

 

Segundo o levantamento realizado no segundo trismestre deste ano, 71% dos brasileiros estão otimistas em relação às suas finanças nos próximos 12 meses. Os dados, no entanto, coexistem com sinais de cautela. Apenas 38% dos entrevistados afirmam que a renda acompanhou a inflação no último trimestre, enquanto 62% dizem estar muito preocupados com a alta dos preços. A pressão é mais sentida em itens essenciais, como supermercado (74%), combustível (54%) e contas de consumo (52%).

 

“O brasileiro mantém o otimismo no longo prazo, mas o dia a dia exige um forte jogo de cintura. A inflação nos itens básicos força o consumidor a cortar o que é considerando como não essencial para equilibrar as contas”, aponta Helena Leite, especialista de mercado para o setor bancário da TransUnion Brasil.

 

Na prática, o aperto no orçamento tem levado os consumidores a rever prioridades. Quase metade dos entrevistados (49%) reduziu gastos não essenciais nos últimos três meses, como refeições fora de casa e viagens, enquanto 21% cancelaram ou diminuíram serviços digitais.

 

Diferenças entre gerações

O estudo também identifica diferenças relevantes entre gerações. Entre a Geração Z e Millennials, 78% disseram estar otimistas quanto às suas finanças para os próximos 12 meses, com 49% da Geração Z dizendo que solicitarão novos créditos nos próximos 12 meses, o maior número entre os grupos etários pesquisados. A Geração Z também afirmou que cancelou ou reduziu serviços digitais nos últimos três meses a mais do que todos os entrevistados (27% contra 21%) e que recorrreria a um empréstimo das FinTechs nos próximos 12 meses (24% contra 19% de todos os entrevistados).

 

Millennials, de 30 a 45 anos, disseram que usam fintechs, bancos digitais e modalidades como "compre agora, pague depois, BNPL" entre as gerações pesquisadas (59%), com o uso de crédito associado a um planejamento mais estruturado. Por outro lado, a Geração X e os Baby Boomers mantêm uma postura mais conservadora em relação às taxas de juros e endividamento: apenas 20% dos Boomers e 27% da Geração X planejam contratar novos créditos no próximo ano.

 

A pesquisa reforça ainda o avanço dos bancos digitais no relacionamento com os consumidores. Entre aqueles que já utilizam produtos de de um banco digital, FinTech ou provedor de BNPL, 74% afirmam que sua conta ou produto principal está em uma instituição digital, em comparação com 56% no segundo trimestre de 2025.

 

A preferência também aparece nas intenções futuras, com 62% dos entrevistados respondendo que priorizariam essas instituições ao buscar novas linhas de crédito. “A evolução da participação dos bancos digitais reflete uma transformação significativa na forma como os brasileiros se relacionam com o sistema financeiro. Conveniência, experiência e agilidade fizeram com que essas instituições deixassem de ser secundárias e passassem a ocupar o centro da vida financeira dos clientes”, destaca a especialista.

 

Metodologia

A pesquisa Consumer Pulse da TransUnion, que ouviu 959 adultos, foi realizada entre 29 de abril e 13 de maio de 2026 pela TransUnion em parceria com a empresa de pesquisa Dynata. A pesquisa abrangeu adultos com 18 anos ou mais residentes no Brasil, utilizando um painel de pesquisa online acessado por meio de computadores, dispositivos móveis e tablets. As perguntas foram aplicadas em inglês e português. Para aumentar a representatividade demográfica, foram estabelecidas cotas visando equilibrar as respostas em relação às estatísticas do censo quanto a idade, gênero, renda familiar e região. 


Nesta pesquisa, as gerações foram definidas da seguinte forma: Geração Z (18 a 29 anos), Millennials (30 a 45 anos), Geração X (46 a 61 anos) e Baby Boomers (62 anos ou mais). Os resultados não foram ponderados e são estatisticamente significativos, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de ±3,2 pontos percentuais. Ressalta-se que, em alguns gráficos, a soma das porcentagens pode não totalizar 100% devido a arredondamentos ou à possibilidade de múltiplas respostas. Acesse o estudo completo aqui.

Brasil tem quatro representantes na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia no Instituto Butantan



Radiografia da Notícia

 * Competição foi aberta nesta segunda-feira (31) e reúne jovens de 16 países para uma semana de provas, atividades científicas e intercâmbio cultural


Redação/Hourpress

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, deu início nesta segunda-feira (31) à 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia (OIAB), que reúne estudantes de 16 países das Américas Central e do Sul, além de Espanha e Portugal. Pela primeira vez, a competição é realizada no Instituto Butantan, em São Paulo, e segue até 4 de setembro com uma programação de provas teóricas e experimentais, atividades científicas e momentos de integração entre as delegações.

 
Entre os participantes estão quatro estudantes selecionados para representar o Brasil na competição: Caio Heronville Machado, do Colégio Santo Antônio (MG); Caio Nascimento Gonçalves Marques, do Colégio Etapa (SP); Luca Oliveira Santos do Carmo, do Farias Brito Pré-Vestibular Aldeota (CE); e Theo Daltro Santos Camilo, também do Colégio Etapa. Com idades entre 16 e 18 anos, os jovens foram selecionados após participarem de uma capacitação promovida pelo Instituto Butantan, em maio deste ano, com aulas teóricas e práticas que simularam o formato das olimpíadas internacionais.

 

“É uma honra representar o Brasil na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia, ainda mais tendo a oportunidade de participar da competição aqui no nosso país. Além de dar o nosso melhor nas provas, é uma oportunidade de conhecer novas pessoas, trocar experiências e ter contato com diferentes culturas. A capacitação do Butantan foi fundamental para nossa preparação, principalmente pelo contato com técnicas laboratoriais avançadas utilizadas por pesquisadores do Instituto. Acredito que essa experiência será muito importante para darmos o nosso melhor na competição”, afirmou Luca Oliveira Santos do Carmo, um dos estudantes da delegação brasileira.


Desafios
 

Ao longo da competição, os 57 estudantes serão avaliados em duas provas teóricas e três provas experimentais sobre diferentes áreas da biologia. A programação também inclui o Rally, uma gincana científica em que os participantes serão divididos aleatoriamente em grupos para resolver desafios, colocar conhecimentos em prática e concorrer a prêmios especiais.
 

Única representante da Costa Rica na competição, a estudante Kristen López está animada com a oportunidade de conhecer o Instituto Butantan e conviver com jovens de diferentes países.
 

“Estou muito animada e também um pouco nervosa com as provas, mas muito feliz e orgulhosa por estar aqui representando a Costa Rica. Sei que o Instituto Butantan desenvolve vacinas e soros e estou muito curiosa para conhecer melhor o trabalho realizado aqui, além dos museus e dos animais do Instituto. Também espero criar laços com estudantes de outros países. Já conversei com várias pessoas e estou muito feliz por ter a oportunidade de conhecer e trocar experiências com elas”, disse Kristen.


Troca
 

A programação também contará com atividades voltadas à integração entre os participantes, como a Noite de Talentos, momento dedicado à apresentação de elementos culturais dos países de origem das delegações.
 

“Preparamos uma programação que vai muito além das provas, com atividades científicas, culturais e de integração para que os estudantes se sintam acolhidos e tenham uma experiência completa no Instituto Butantan. Receber 16 delegações de jovens talentos de diferentes países também é uma oportunidade de fortalecer a troca internacional, que enriquece a ciência e a cultura brasileiras. Esses estudantes levam daqui uma experiência e uma visão positiva do Butantan e se tornam multiplicadores desse conhecimento em seus países”, afirmou Soninha.
 

Para o Instituto Butantan, a realização da OIAB no Brasil representa uma oportunidade de aproximar jovens de diferentes países da ciência e estimular o interesse pela biologia e pela pesquisa científica.


Rede
 

“Aproveitem a oportunidade para conhecer o Instituto Butantan, conhecer uns aos outros e começar a construir uma rede de disseminação do conhecimento. Esse intercâmbio de experiências e métodos para compreender cada vez melhor a biologia pode ser uma semente para encontrarmos soluções e termos uma vida melhor”, eplicou Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.


A 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia reúne 57 estudantes de 16 países em uma semana de avaliações, atividades científicas e intercâmbio cultural. Durante a competição, os participantes também terão a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Instituto Butantan nas áreas de pesquisa, produção de vacinas e soros, educação

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Por que o sarampo voltou a preocupar?

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

* Mesmo com vacina segura e eficaz disponível, o aumento expressivo de casos reforça a importância da vacinação, principalmente em crianças

Redação/Hourpress

O sarampo voltou a acender um sinal de alerta nas Américas e também no Brasil. Em 2025, o país confirmou 38 casos da doença, mas sem transmissão interna sustentada. Em 2026, já são 24 casos confirmados, sendo 23 no estado de São Paulo. Nas Américas, até 18 de julho deste ano, foram registrados 47.459 casos de sarampo.
 

Diante desse cenário, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça a importância da vacinação contra o sarampo, especialmente entre as crianças. Afinal, essa é uma das doenças mais contagiosas do mundo.
 

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infectocontagiosa, uma das mais contagiosas dentro das exantemáticas, ou seja, que causam erupções cutâneas. A etiologia é viral, de altíssima transmissibilidade por via respiratória, seja ao falar, tossir ou espirrar. De acordo com o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
 

“O sarampo é realmente um indicador de qualidade vacinal e de adesão às vacinas, porque é muito transmissível. Então, quando começam a aparecer casos, mostra uma baixa cobertura vacinal”, ressaltou a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.
 

Não existe um medicamento específico para curar o sarampo — o manejo é voltado apenas para o alívio dos sintomas. Lembrando que o mais importante é a orientação pediátrica para avaliação de cada caso.
 

Sinais e sintomas do sarampo em crianças

A partir do momento em que se tem contato com alguém com sarampo, pode-se levar em torno de 7 a 14 dias para começar o surgimento dos sintomas, como:

  • febre alta (acima de 38,5°C);
  • manchas vermelhas;
  • conjuntivite não purulenta;
  • coriza, tosse e secreção.

Além disso, o infectologista pediátrico Victor Horácio, do Hospital Pequeno Príncipe, pontua que o diagnóstico clínico não é difícil de ser feito. “E o sarampo tem uma particularidade ainda, na qual 72 horas antes do aparecimento do rash cutâneo você vê um salpicado esbranquiçado, que são as manchas de Koplik, dentro da boca do paciente”, destacou.
 

Quais são as complicações do sarampo em crianças?

O sarampo tem uma série de complicações. Segundo o Ministério da Saúde, as mais comuns em crianças são:

  • pneumonia (infecção no pulmão): uma em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo nos pequenos;
  • otite média aguda (infecção no ouvido): ocorre em uma a cada dez crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
  • encefalite aguda (inflamação no cérebro): uma a quatro em cada mil crianças podem desenvolver essa complicação, e 10% delas podem morrer;
  • morte: uma a três a cada mil crianças doentes podem falecer em decorrência de complicações da doença.

Entretanto, o especialista alerta sobre a panencefalite esclerosante subaguda (PEES), uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, rara, causada por uma infecção persistente e mutante do vírus do sarampo. “O que observamos, por exemplo, no surto de sarampo ocorrido na região do Texas, nos Estados Unidos, com mais de 380 casos, é que os quatro óbitos registrados em crianças foram de pacientes não vacinados. Então, se você está vacinado contra o sarampo, você está protegido”, salientou.
 

Vacina contra o sarampo

Em 2025, 92,5% dos bebês tomaram a primeira dose da vacina, mas apenas 77,9% completaram o esquema no prazo correto. A recomendação é de que todas as pessoas até 59 anos, sem comprovação de duas doses, devem vacinar-se para garantir proteção.
 

O esquema de vacinação contra o sarampo no Brasil, via Programa Nacional de Imunizações (PNI), baseia-se na aplicação de duas doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), sendo a primeira aos 12 meses e a segunda (geralmente tetraviral) aos 15 meses de idade.
 

Quem já recebeu as duas doses na infância não precisa revacinar-se. E o imunizante é contraindicado para gestantes e pessoas imunocomprometidas. “A vacina é segura, tranquila e bem-tolerada, sem praticamente nenhuma reação adversa. O sarampo é uma doença de fácil controle com vacinação. Vacinados não pegam o sarampo”, finalizou Heloisa.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Tensão no Golfo Pérsico ameaça acordo entre EUA e Irã

Reuters/EBC


 Radiografia da Notícia

* Emissora estatal iraniana informa que Ormuz pode voltar a ser fechado

Agência Brasil

A República Islâmica do Irã promete reagir a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo e com retaliações em dobro a alvos inimigos, informa a emissora estatal iraniana Press TV.

O aviso do Irã de voltar ao estado beligerante com os Estados Unidos ocorre a menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento, em 17 de junho, no qual os dois países concordavam com o "encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes” e em “não iniciar nenhuma guerra nem qualquer operação militar entre si".

Antes de participar nesta quarta-feira (8) da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia, o presidente estadunidense Donald Trump disse que o entendimento com os iranianos havia acabado. “Não quero lidar com eles”, declarou.

Bases

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o cessar-fogo

Segundo a Press TV, do Irã, as tensões no Golfo Pérsico ocorrem após as forças armadas norte-americanas terem realizado ataques contra as bases costeiras e instalações não militares na província de Hormozgan, no sul do Irã, e em Mahshahr, na província do Khuzistão, no sudoeste do país.

Os iranianos informaram que atacaram em retaliação 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait com mísseis e drones. 

Conforme a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou à Press TV, os ataques atingiram instalações no Porto Salman, na área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.


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Café virou experiência: o que explica o boom das cafeterias no Brasil

Divulgação


 Radiografia da Notícia

* Mudança no comportamento do consumidor e busca por ambientes completos transformam o consumo da bebida no País


Redação/Hourpress

 

O crescimento das cafeterias no Brasil está ligado a uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. O café passou a ser consumido como um momento do dia, associado a pausa, recompensa ou ritual. Esse novo significado amplia a demanda por espaços que ofereçam mais do que a bebida, combinando conveniência, identidade e conexão com o estilo de vida do público.

 

Além disso, há uma evolução no repertório do consumidor, que demonstra interesse crescente por aspectos como origem, torra e perfil de sabor, ainda que de forma acessível. Esse movimento acompanha a expansão do mercado de cafés especiais e o fortalecimento de redes que conseguem traduzir esse universo de forma simples. O modelo de franquias também contribui para a interiorização do setor, levando cafeterias com padrão definido a cidades fora dos grandes centros.

 

“A gente enxerga muito mais como uma mudança estrutural de comportamento do que como uma moda passageira. O brasileiro passou a consumir café como momento. Quando o consumo vira hábito afetivo, ele passa a pedir conveniência, consistência e um ambiente que faça sentido para aquele estilo de vida”, destacou André Henning, cofundador da rede brasileira Go Coffee, que está presente em todos os estados brasileiros.


Café

 

Nesse contexto, a diferenciação das cafeterias está na construção de uma experiência completa. Elementos como design, atendimento e curadoria de cardápio passam a influenciar diretamente a fidelização. “A qualidade do produto se torna pré-requisito, enquanto o ambiente e o serviço determinam a percepção final do cliente, que não separa mais o café do contexto em que ele é consumido”, ressaltou Henning.

 

O avanço do setor já não se limita às capitais e alcança todo o território nacional. A combinação entre cultura tradicional do café no Brasil e novos formatos de consumo amplia o alcance das marcas. “Ao mesmo tempo, o crescimento traz desafios, como o risco de saturação por propostas semelhantes. É importante se diferenciar com um posicionamento claro, consistência operacional e inovação alinhada à identidade das redes”, explica o empresário.

 

Por outro lado, o movimento fortalece toda a cadeia produtiva. A valorização dos cafés especiais incentiva melhorias na produção e aumenta a conscientização do consumidor sobre qualidade. “Com isso, o café se consolida não apenas como bebida, mas como parte de um estilo de vida urbano, presente tanto nas cafeterias quanto no consumo doméstico, acompanhando diferentes momentos do dia”, finalizou Henning.

 

Alimentar gatos em condomínio é permitido?

FreePik


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Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) pode esclarecer e orientar sobre a questão

Redação/Hourpress

Duas moradoras de um condomínio no Distrito Federal foram condenadas a indenizar os vizinhos após alimentarem gatos comunitários em áreas comuns, por um longo período. Moradores passaram a notar aumento na quantidade de animais, além de forte odor, urina e fezes perto das casas, miados durante o dia e à noite, danos a jardins e imóveis, e acúmulo de sujeira. Também relataram a permanência e a reprodução dos animais no condomínio. Mesmo após receberem advertências e multas e diante de uma deliberação de assembleia de moradores proibindo a prática, as moradoras continuaram alimentando os gatos, o que culminou em ação jurídica por parte de alguns condôminos.

Na decisão Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), foi destacado que alimentar animais não é uma conduta ilícita. No entanto, a condenação ocorreu porque a prática contrariava as normas internas do condomínio e, de acordo com as provas do processo, causou prejuízos aos demais moradores.
Em 2022, um outro entendimento do TJDFT concedeu liminar permitindo que uma moradora continuasse alimentando dois gatos comunitários em outro condomínio. Naquela ocasião, entendeu que não havia provas de prejuízos aos moradores e, como se tratava de apenas dois gatos, a iniciativa não causava sujeira nem comprometia a saúde ou a segurança dos demais condôminos.


A Predicado Comunicação assessora a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), que pode esclarecer questões como:

 

- Como síndicos e administradoras devem agir quando a prática começa a gerar reclamações de moradores?
- Qual a importância de o condomínio possuir regras claras sobre alimentação de animais em áreas comuns?
- Como equilibrar a proteção e o bem-estar animal com os direitos dos demais condôminos, como sossego, higiene e segurança?

- Em quais situações o diálogo é suficiente e quando é necessário recorrer às medidas previstas na convenção e no regulamento interno, como advertências e multas?

 

Câmara aprova projeto que amplia acesso de hospitais filantrópicos a grana do FGTS

    Arquivo/Hourpress


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Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo ressalta importância da medida, que permite retomada de financiamentos com juros reduzidos até 2030

Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 2.465/2026, que autoriza novamente a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para operações de crédito destinadas a hospitais filantrópicos e entidades beneficentes de saúde, foi recebida com entusiasmo pelo setor. De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o projeto foi aprovado na última terça-feira (7), na forma do substitutivo do relator, deputado Antonio Brito (PSD-BA). A proposta segue agora para análise do Senado.

 

O texto restabelece, até 2030, a possibilidade de acesso a financiamentos com recursos do FGTS, permitindo que Santas Casas e hospitais filantrópicos invistam em infraestrutura, modernização, aquisição de equipamentos e reestruturação financeira. Pela proposta aprovada, poderão acessar os recursos hospitais beneficentes que comprovem destinar, anualmente, pelo menos 60% de seus atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A iniciativa retoma uma política que esteve em vigor entre 2019 e 2022, período em que cerca de R$ 3 bilhões foram destinados a aproximadamente 140 instituições em todo o país.

 

Projeto


Para o diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, a aprovação representa um importante avanço para fortalecer a rede filantrópica brasileira.

 

“A aprovação desse projeto pela Câmara dos Deputados representa um importante reconhecimento do papel estratégico das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos na assistência à população. Agora, a expectativa é de que o Senado também compreenda a relevância da medida e dê continuidade à sua tramitação. Essas instituições são responsáveis por grande parte dos atendimentos realizados pelo SUS e precisam de instrumentos financeiros que permitam ampliar investimentos, modernizar a estrutura e fortalecer sua capacidade de atendimento à população”, salienta.

 

Segundo Rogatti, o acesso a crédito com condições mais favoráveis permitirá que muitas instituições reorganizem suas finanças e realizem investimentos que estavam represados.

 

“Os juros praticados com recursos do FGTS são significativamente menores do que aqueles disponíveis no mercado. Isso significa mais capacidade de investimento, maior sustentabilidade financeira e melhores condições para oferecer assistência de qualidade aos milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS”.

 

Suspensão de débitos

 

O substitutivo de Antonio Brito incluiu regra sobre interpretação de possíveis débitos tributários dessas entidades. A ação concede a casos pendentes de julgamento final sobre a certificação, anteriores a 16 de dezembro de 2021, a suspensão dos tributos envolvidos na imunidade tributária enquanto não for decidida administrativamente a prática de irregularidade que provoque a perda da certificação de entidade filantrópica e, consequentemente, dessa imunidade. A data é a de publicação da Lei Complementar 187/21, que reformulou as regras de certificação das entidades beneficentes atuantes nas áreas de saúde, educação e assistência social.

 

O parlamentar destacou que o projeto preserva a coerência do FGTS como instrumento de desenvolvimento e proteção social.

 

“Como profundo conhecedor da realidade das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos, o deputado Antonio Brito incorporou ao texto dispositivos que trazem mais segurança jurídica para instituições que prestam serviços essenciais ao SUS. Essa sensibilidade é fundamental para que as entidades possam concentrar esforços no atendimento à população, sem a insegurança provocada por questões tributárias ainda pendentes de definição”, disse Rogatti.

 

O diretor-presidente da Fehosp ainda destaca que o projeto aprovado na Câmara deve ser encarado como parte de uma política permanente de fortalecimento do setor filantrópico. “A Fehosp continuará defendendo medidas estruturantes que garantam a sustentabilidade econômica das instituições filantrópicas. O crédito é uma ferramenta importante, mas ele deve caminhar junto com uma política de financiamento adequada para assegurar que os hospitais possam continuar cumprindo sua missão social”.