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Tensão no Golfo Pérsico ameaça acordo entre EUA e Irã

Reuters/EBC   Radiografia da Notícia * Emissora estatal iraniana informa que Ormuz pode voltar a ser fechado Agência Brasil A República Islâ...

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Tensão no Golfo Pérsico ameaça acordo entre EUA e Irã

Reuters/EBC


 Radiografia da Notícia

* Emissora estatal iraniana informa que Ormuz pode voltar a ser fechado

Agência Brasil

A República Islâmica do Irã promete reagir a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo e com retaliações em dobro a alvos inimigos, informa a emissora estatal iraniana Press TV.

O aviso do Irã de voltar ao estado beligerante com os Estados Unidos ocorre a menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento, em 17 de junho, no qual os dois países concordavam com o "encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes” e em “não iniciar nenhuma guerra nem qualquer operação militar entre si".

Antes de participar nesta quarta-feira (8) da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia, o presidente estadunidense Donald Trump disse que o entendimento com os iranianos havia acabado. “Não quero lidar com eles”, declarou.

Bases

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o cessar-fogo

Segundo a Press TV, do Irã, as tensões no Golfo Pérsico ocorrem após as forças armadas norte-americanas terem realizado ataques contra as bases costeiras e instalações não militares na província de Hormozgan, no sul do Irã, e em Mahshahr, na província do Khuzistão, no sudoeste do país.

Os iranianos informaram que atacaram em retaliação 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait com mísseis e drones. 

Conforme a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou à Press TV, os ataques atingiram instalações no Porto Salman, na área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.


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Café virou experiência: o que explica o boom das cafeterias no Brasil

Divulgação


 Radiografia da Notícia

* Mudança no comportamento do consumidor e busca por ambientes completos transformam o consumo da bebida no País


Redação/Hourpress

 

O crescimento das cafeterias no Brasil está ligado a uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. O café passou a ser consumido como um momento do dia, associado a pausa, recompensa ou ritual. Esse novo significado amplia a demanda por espaços que ofereçam mais do que a bebida, combinando conveniência, identidade e conexão com o estilo de vida do público.

 

Além disso, há uma evolução no repertório do consumidor, que demonstra interesse crescente por aspectos como origem, torra e perfil de sabor, ainda que de forma acessível. Esse movimento acompanha a expansão do mercado de cafés especiais e o fortalecimento de redes que conseguem traduzir esse universo de forma simples. O modelo de franquias também contribui para a interiorização do setor, levando cafeterias com padrão definido a cidades fora dos grandes centros.

 

“A gente enxerga muito mais como uma mudança estrutural de comportamento do que como uma moda passageira. O brasileiro passou a consumir café como momento. Quando o consumo vira hábito afetivo, ele passa a pedir conveniência, consistência e um ambiente que faça sentido para aquele estilo de vida”, destacou André Henning, cofundador da rede brasileira Go Coffee, que está presente em todos os estados brasileiros.


Café

 

Nesse contexto, a diferenciação das cafeterias está na construção de uma experiência completa. Elementos como design, atendimento e curadoria de cardápio passam a influenciar diretamente a fidelização. “A qualidade do produto se torna pré-requisito, enquanto o ambiente e o serviço determinam a percepção final do cliente, que não separa mais o café do contexto em que ele é consumido”, ressaltou Henning.

 

O avanço do setor já não se limita às capitais e alcança todo o território nacional. A combinação entre cultura tradicional do café no Brasil e novos formatos de consumo amplia o alcance das marcas. “Ao mesmo tempo, o crescimento traz desafios, como o risco de saturação por propostas semelhantes. É importante se diferenciar com um posicionamento claro, consistência operacional e inovação alinhada à identidade das redes”, explica o empresário.

 

Por outro lado, o movimento fortalece toda a cadeia produtiva. A valorização dos cafés especiais incentiva melhorias na produção e aumenta a conscientização do consumidor sobre qualidade. “Com isso, o café se consolida não apenas como bebida, mas como parte de um estilo de vida urbano, presente tanto nas cafeterias quanto no consumo doméstico, acompanhando diferentes momentos do dia”, finalizou Henning.

 

Alimentar gatos em condomínio é permitido?

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Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) pode esclarecer e orientar sobre a questão

Redação/Hourpress

Duas moradoras de um condomínio no Distrito Federal foram condenadas a indenizar os vizinhos após alimentarem gatos comunitários em áreas comuns, por um longo período. Moradores passaram a notar aumento na quantidade de animais, além de forte odor, urina e fezes perto das casas, miados durante o dia e à noite, danos a jardins e imóveis, e acúmulo de sujeira. Também relataram a permanência e a reprodução dos animais no condomínio. Mesmo após receberem advertências e multas e diante de uma deliberação de assembleia de moradores proibindo a prática, as moradoras continuaram alimentando os gatos, o que culminou em ação jurídica por parte de alguns condôminos.

Na decisão Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), foi destacado que alimentar animais não é uma conduta ilícita. No entanto, a condenação ocorreu porque a prática contrariava as normas internas do condomínio e, de acordo com as provas do processo, causou prejuízos aos demais moradores.
Em 2022, um outro entendimento do TJDFT concedeu liminar permitindo que uma moradora continuasse alimentando dois gatos comunitários em outro condomínio. Naquela ocasião, entendeu que não havia provas de prejuízos aos moradores e, como se tratava de apenas dois gatos, a iniciativa não causava sujeira nem comprometia a saúde ou a segurança dos demais condôminos.


A Predicado Comunicação assessora a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), que pode esclarecer questões como:

 

- Como síndicos e administradoras devem agir quando a prática começa a gerar reclamações de moradores?
- Qual a importância de o condomínio possuir regras claras sobre alimentação de animais em áreas comuns?
- Como equilibrar a proteção e o bem-estar animal com os direitos dos demais condôminos, como sossego, higiene e segurança?

- Em quais situações o diálogo é suficiente e quando é necessário recorrer às medidas previstas na convenção e no regulamento interno, como advertências e multas?

 

Câmara aprova projeto que amplia acesso de hospitais filantrópicos a grana do FGTS

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo ressalta importância da medida, que permite retomada de financiamentos com juros reduzidos até 2030

Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 2.465/2026, que autoriza novamente a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para operações de crédito destinadas a hospitais filantrópicos e entidades beneficentes de saúde, foi recebida com entusiasmo pelo setor. De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o projeto foi aprovado na última terça-feira (7), na forma do substitutivo do relator, deputado Antonio Brito (PSD-BA). A proposta segue agora para análise do Senado.

 

O texto restabelece, até 2030, a possibilidade de acesso a financiamentos com recursos do FGTS, permitindo que Santas Casas e hospitais filantrópicos invistam em infraestrutura, modernização, aquisição de equipamentos e reestruturação financeira. Pela proposta aprovada, poderão acessar os recursos hospitais beneficentes que comprovem destinar, anualmente, pelo menos 60% de seus atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A iniciativa retoma uma política que esteve em vigor entre 2019 e 2022, período em que cerca de R$ 3 bilhões foram destinados a aproximadamente 140 instituições em todo o país.

 

Projeto


Para o diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, a aprovação representa um importante avanço para fortalecer a rede filantrópica brasileira.

 

“A aprovação desse projeto pela Câmara dos Deputados representa um importante reconhecimento do papel estratégico das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos na assistência à população. Agora, a expectativa é de que o Senado também compreenda a relevância da medida e dê continuidade à sua tramitação. Essas instituições são responsáveis por grande parte dos atendimentos realizados pelo SUS e precisam de instrumentos financeiros que permitam ampliar investimentos, modernizar a estrutura e fortalecer sua capacidade de atendimento à população”, salienta.

 

Segundo Rogatti, o acesso a crédito com condições mais favoráveis permitirá que muitas instituições reorganizem suas finanças e realizem investimentos que estavam represados.

 

“Os juros praticados com recursos do FGTS são significativamente menores do que aqueles disponíveis no mercado. Isso significa mais capacidade de investimento, maior sustentabilidade financeira e melhores condições para oferecer assistência de qualidade aos milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS”.

 

Suspensão de débitos

 

O substitutivo de Antonio Brito incluiu regra sobre interpretação de possíveis débitos tributários dessas entidades. A ação concede a casos pendentes de julgamento final sobre a certificação, anteriores a 16 de dezembro de 2021, a suspensão dos tributos envolvidos na imunidade tributária enquanto não for decidida administrativamente a prática de irregularidade que provoque a perda da certificação de entidade filantrópica e, consequentemente, dessa imunidade. A data é a de publicação da Lei Complementar 187/21, que reformulou as regras de certificação das entidades beneficentes atuantes nas áreas de saúde, educação e assistência social.

 

O parlamentar destacou que o projeto preserva a coerência do FGTS como instrumento de desenvolvimento e proteção social.

 

“Como profundo conhecedor da realidade das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos, o deputado Antonio Brito incorporou ao texto dispositivos que trazem mais segurança jurídica para instituições que prestam serviços essenciais ao SUS. Essa sensibilidade é fundamental para que as entidades possam concentrar esforços no atendimento à população, sem a insegurança provocada por questões tributárias ainda pendentes de definição”, disse Rogatti.

 

O diretor-presidente da Fehosp ainda destaca que o projeto aprovado na Câmara deve ser encarado como parte de uma política permanente de fortalecimento do setor filantrópico. “A Fehosp continuará defendendo medidas estruturantes que garantam a sustentabilidade econômica das instituições filantrópicas. O crédito é uma ferramenta importante, mas ele deve caminhar junto com uma política de financiamento adequada para assegurar que os hospitais possam continuar cumprindo sua missão social”.

Veja como encarar o aumento do aluguel de lojas em shopping após a Reforma Tributária

Arquivo/Hourpress


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* Novos impostos trazidos pela norma podem ser repassados e é preciso revisar contratos. Advogada Camila Nicolau Juliano explica como evitar abusos


Redação/Hourpress

 

  Lojistas de shopping centers precisam de atenção e planejamento fiscal porque seu custo de operação deve aumentar em 2026 com as mudanças trazidas pela Reforma Tributária. O motivo é que a nova norma, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, acarreta a elevação da carga tributária sobre as receitas de aluguel.

Quem faz o alerta é Camila Nicolau Juliano, advogada especialista em Direito Empresarial e Contratual do escritório Tardioli Lima Advogados. Segundo ela, a aplicação da alíquota plena do IVA Dual sobre os aluguéis representa uma alta exponencial em comparação ao regime anterior, causando efeitos sobre os gastos do setor.

Na prática, cláusulas de contratos que definiam “repasse automático de tributos” precisam ser revisadas, pois o novo sistema tem mecânica distinta, baseada em créditos, não-cumulatividade e alíquotas uniformes. O IVA Dual se divide em Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em substituição aos cinco tributos anteriores (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS)“Antes da reforma, o shopping pagava PIS, Cofins e ISS sobre receitas de locação e serviços, que são tributos cumulativos ou semi-cumulativos, com alíquotas e regimes variados. Com a reforma, IBS e CBS somados incidem sobre operações de bens e serviços com alíquota estimada entre 26,5% e 28% (alíquota de referência).

Contrato

Nas locações de imóveis, a incidência ocorrerá pelo sistema da não-cumulatividade, no qual o shopping pode se creditar do IBS/CBS pagos nas etapas anteriores e repassá-los ao longo da cadeia econômica”, explica ela.Porém, mesmo com implementação da Reforma, repasses e reajustes não podem acontecer de forma automática, pois dependem do que foi pactuado em contrato.

A advogada ressalta que, levando em conta o artigo 421 do Código Civil, referente ao princípio da autonomia privada, as partes podem pactuar o repasse de encargos tributários, desde que isso esteja expresso de maneira clara no documento e ocorra sem abusos.No entanto, se as cláusulas forem genéricas - como “qualquer aumento de carga tributária será repassado ao locatário” sem especificar quais tributos, alíquotas ou base de cálculo - ou nos casos em que o repasse for feito sem considerar créditos tributários (uma vez que os shoppings geram créditos de IBS/CBS em suas operações), transferindo a alíquota cheia ao lojista, a situação é considerada abusiva, configurando enriquecimento sem causa previsto no artigo 884 do Código Civil.

“Por exemplo: aplicar uma alíquota de 27% quando o centro de compras tem um crédito de 10% e repassar os 27% integralmente ao lojista é, sem dúvida, uma violação grave”, salienta a especialista. “Bitributação disfarçada - considerando que os contratos preveem o reajuste de aluguel com base em índice que já reflete a nova carga tributária e, ainda assim, repassar esse valor além desse reajuste - bem como o repasse sem previsão contratual expressa (já que a majoração de tributo criado após a assinatura do Contrato exige um aditivo específico), são outros dois exemplos de transgressões preocupantes”, alertou a advogada.

Repasse

Nesse cenário de Reforma Tributária, o shopping não pode impor unilateralmente ao lojista o aumento do aluguel da loja, pois esse reajuste é regido pela Lei 8.245/91 (Lei do Inquilinato) e a Reforma não é motivo legal para revisão extraordinária do aluguel antes do prazo, a menos que o contrato tenha cláusula específica autorizando o repasse imediato de novos tributos. “O que o shopping pode fazer, licitamente, é negociar um aditivo contratual com o lojista para revisar cláusula de repasse tributário, desde que clara e específica sobre o IBS/CBS, mas isso raramente ocorre em contratos anteriores à Reforma”, ressalta Camila.

Aplicar reajuste sem amparo contratual e usar a nova norma como justificativa para revisão unilateral do valor locatício, aplicando reajuste com base em índice sem observância do prazo anual, é totalmente vedado ao shopping na vigência do contrato. “Obrigar o lojista a aderir ao aditivo sob ameaça de rescisão ou sanção contratual configura outra conduta abusiva”, enumera a especialista.

De acordo com Camila Nicolau, existe um amplo arcabouço jurídico para questionar cobranças abusivas, que vai desde notificações extrajudiciais até ações revisionais com repetição de indébito. “Se o lojista se sentir prejudicado por cláusula abusiva ou reajuste indevido, ele deve notificar administrativamente o shopping contra a cobrança indevida com fundamento legal, solicitando a prestação de contas e a comprovação do efetivo custo tributário, podendo inclusive requerer a suspensão imediata do repasse”, aconselhou Nicolau.

sábado, 27 de junho de 2026

O que as empresas esperam dos jovens no mercado de trabalho em 2026

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* Empresas valorizam cada vez mais competências comportamentais

Redação/Hourpress

Conseguir o primeiro emprego tem sido um dos principais desafios para jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Em meio à competitividade e às rápidas transformações no ambiente profissional, apenas ter um diploma ou conhecimento técnico já não é suficiente para garantir uma vaga. Hoje, empresas buscam profissionais capazes de se adaptar, trabalhar em equipe e resolver problemas do dia a dia com eficiência. Pensando nisso, Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino profissionalizante pertencente ao Grupo MoveEdu, elenca quais habilidades estão em alta para quem busca ingressar no mundo corporativo.

 

Um levantamento do Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum (WEF), reforça essa mudança no perfil buscado pelas empresas. Segundo o estudo, mesmo com o avanço da inteligência artificial e da digitalização, 69% das 2.800 habilidades analisadas continuam ligadas a competências cognitivas, sociais e comportamentais. O relatório também aponta que 63% das lideranças consideram as lacunas em habilidades comportamentais como a principal barreira organizacional entre 2025 e 2030.

 

Entre as competências mais valorizadas estão pensamento analítico e criativo, resiliência, flexibilidade, agilidade, liderança, influência social e autoconsciência. A Harvard Business Review (HBR) também destaca que habilidades humanas tendem a ter maior longevidade profissional do que conhecimentos puramente técnicos, que se tornam obsoletos mais rapidamente. Na prática, empresas de tecnologia e inovação já identificaram que profissionais de alta performance se destacam principalmente pelo repertório humano, e não apenas pelas competências técnicas.


Coletivas

 

“Entre as habilidades consideradas essenciais atualmente está a comunicação. Saber transmitir ideias de forma objetiva, ouvir colegas e participar de reuniões ou apresentações com clareza pode fazer diferença logo nos primeiros contatos profissionais. A competência também inclui a escrita de e-mails, mensagens e relatórios de forma adequada”, explicou Leonardo Andreoli.

 

Ainda de acordo com o executivo, o trabalho em equipe aparece como outro ponto importante. Em ambientes corporativos cada vez mais colaborativos, empresas valorizam candidatos que saibam dividir responsabilidades, respeitar opiniões diferentes e contribuir para soluções coletivas. Já o pensamento crítico é visto como um diferencial para profissionais capazes de analisar situações, identificar problemas e propor melhorias. A habilidade ajuda na tomada de decisões e na busca por soluções mais estratégicas dentro das empresas.

 

A adaptabilidade também ganhou espaço entre as competências mais procuradas. Com mudanças constantes em ferramentas, processos e formatos de trabalho, profissionais que conseguem aprender rapidamente e lidar bem com novas situações tendem a se destacar. Além disso, organização e gestão do tempo seguem entre os fatores mais observados pelos recrutadores. Cumprir prazos, planejar tarefas e evitar retrabalho são características valorizadas mesmo em vagas de entrada.


Busca


 Especialistas em recrutamento destacam ainda a importância do equilíbrio entre habilidades técnicas, chamadas de hard skills, e competências comportamentais, as soft skills. Conhecimentos em ferramentas digitais, Excel, programação ou marketing, por exemplo, continuam relevantes, mas precisam estar acompanhados de boa comunicação e capacidade de colaboração.

 

“Para quem busca o primeiro emprego, a recomendação é investir no desenvolvimento dessas competências desde cedo. Projetos voluntários, cursos livres, atividades em grupo e até experiências acadêmicas podem ajudar na construção dessas habilidades práticas. Na hora de elaborar o currículo, o candidato deve ir além e não listar apenas as características genéricas", disse.


"O ideal é apresentar exemplos concretos de situações em que desenvolveu ou aplicou determinada competência, demonstrando resultados e participação ativa. Em um mercado cada vez mais dinâmico, desenvolver habilidades profissionais deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser requisito básico para quem deseja conquistar espaço e crescer na carreira”, finalizou o diretor nacional da Prepara IA.

Sua dor nos ombros pode ser sinal de diabetes

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Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver capsulite adesiva, conhecida como “ombro congelado”; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo explica condição

 Redação/Hourpress


Conviver com diabetes exige atenção constante à saúde, e nem todos sabem que a doença também pode afetar diretamente os movimentos do corpo. Pessoas com essa condição têm de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver a capsulite adesiva, conhecida como síndrome do ombro congelado, que provoca dor, rigidez e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como levantar o braço ou vestir uma camiseta.

A questão ganha destaque neste mês, marcado pelo Dia Nacional do Diabetes (26 de junho), data voltada à conscientização sobre os impactos e complicações associados à doença. A relação entre a diabetes e a síndrome do ombro congelado está ligada às alterações provocadas pelo excesso de glicose no organismo, que pode comprometer estruturas como tendões, ligamentos e a cápsula da articulação do ombro. “Com o passar do tempo, esse processo favorece o enrijecimento da região, causando dor e limitação progressiva dos movimentos”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Eduardo Malavolta.


Os sintomas da capsulite adesiva costumam surgir de forma gradual e podem piorar com o passar do tempo. Além da dor intensa, principalmente durante a noite, muitos pacientes apresentam dificuldade para realizar movimentos simples, como alcançar objetos em prateleiras, prender o sutiã, pentear o cabelo ou até dirigir. Em alguns casos, a limitação do ombro pode comprometer a rotina e afetar a qualidade de vida.

Rigidez

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir as limitações nos movimentos do ombro. O tratamento pode incluir fisioterapia, uso de medicamentos para controle da dor e inflamação e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos cirúrgicos. “Quanto mais cedo o paciente procurar avaliação médica, maiores são as chances de controlar os sintomas e recuperar os movimentos do ombro sem grandes prejuízos para a rotina. Ignorar a dor pode fazer com que a rigidez evolua e o tratamento se torne mais demorado”, alertou o ortopedista.

A conscientização sobre a relação entre a diabetes e o ombro congelado é fundamental para ampliar o diagnóstico precoce e evitar impactos na qualidade de vida dos pacientes. “A recomendação é procurar avaliação médica ao perceber dores persistentes, rigidez ou dificuldade de movimentação no ombro, principalmente em pessoas com histórico de diabetes”, concluiu o presidente da SBCOC.