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Hcor inicia transplantes de fígado e de medula óssea e amplia atuação em alta complexidade

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Hcor inicia transplantes de fígado e de medula óssea e amplia atuação em alta complexidade

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Radiografia da Notícia

Hospital passa a realizar dois dos procedimentos mais complexos da medicina com equipes altamente especializadas e habilitadas pelo Ministério da Saúde 

Redação/Hourpress

O Hcor continua investindo em sua estratégia de consolidação como hospital de alta complexidade e acaba de receber habilitação do Ministério da Saúde para iniciar seus Programas de Transplante Hepático e de Transplante de Medula Óssea (Células Progenitoras Hematopoéticas) A nova frente expande a atuação da instituição e reforça seu posicionamento em especialidades além da Cardiologia. A expectativa é realizar os primeiros procedimentos ainda em 2026 e, gradualmente, ampliar a capacidade de atendimento.

 

"Os transplantes hepático e de medula óssea reúnem alguns dos maiores desafios da medicina moderna, porque exigem excelência técnica, infraestrutura altamente especializada e integração entre diferentes equipes assistenciais. Com essas novas habilitações, ampliamos nossa capacidade de atender pacientes com doenças hepáticas avançadas e afecções hematológicas graves, reforçando a estratégia do Hcor de oferecer cuidado de alta complexidade em diferentes especialidades", afirmou o Dr. Alexandre Biasi, superintendente Médico, de Ensino e Pesquisa do Hcor.

 

Transplante Hepático

 

O início do serviço ocorre em um momento de aumento da mortalidade por doenças hepáticas no Brasil. Um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Américas (2024) mostra que essas condições foram responsáveis por cerca de 3% de todas as mortes registradas no país em 2020, o equivalente a um em cada 33 óbitos, e que a taxa de mortalidade vem crescendo nas últimas décadas. Entre as doenças mais fatais, estão câncer de fígado, doença hepática relacionada ao álcool, cirrose e fibrose hepática, insuficiência hepática e hepatites virais crônicas.

 

Para caminhar nesse cenário, a equipe médica responsável apresenta sólida experiência nas respectivas áreas. Juntos, já realizaram mais de 600 procedimentos desde 2012, alcançando índices de desfechos superiores às médias estadual e nacional. Uma trajetória que permitiu consolidar protocolos para todas as etapas do cuidado, da avaliação para inclusão em lista ao acompanhamento ambulatorial pós-procedimento.

 

"O sucesso do transplante não depende apenas da cirurgia. Ele começa na seleção adequada do paciente, passa pelo procedimento e continua durante toda a vida, com acompanhamento especializado. Nosso compromisso é oferecer uma assistência integrada, baseada em experiência, segurança e cuidado centrado no paciente", acrescentou o coordenador do Programa de Transplante Hepático do Hcor, Dr. Francisco Sergi.

 

Transplante de Medula Óssea

 

Concomitantemente, o programa de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hcor já se encontra plenamente estruturado e qualificado. Composto por cerca de 30 especialistas em uma equipe multiprofissional, a modalidade chega credenciada para cobrir integralmente o escopo de transplantes de medula óssea, abrangendo os tipos autólogo, alogênico aparentado (haploidêntico e HLA idêntico) e alogênico não aparentado.

 

A demanda por tratamentos hematológicos no país também é uma crescente. Segundo a Estimativa 2026 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 12.220 novos casos de leucemia neste ano, número 21% superior ao projetado uma década atrás – um crescimento que supera em ritmo o do aumento populacional no mesmo período. Em 2023, a doença foi responsável por 7.435 mortes no país, reforçando a urgência de ampliar o acesso a terapias de alta complexidade como o transplante de medula óssea. Entre as principais doenças que motivam esse tipo de procedimento estão leucemias, linfomas (como o não Hodgkin, que causou 4.860 óbitos em 2023, segundo o INCA) e o mieloma múltiplo.

 

"O transplante de medula óssea é uma das abordagens mais transformadoras da medicina, mas que exige um nível extremo de precisão, monitoramento contínuo e suporte multidisciplinar. Mais do que a viabilização do procedimento em si, nosso foco no Hcor está em oferecer uma jornada integral de segurança ao paciente e à sua família, do momento do diagnóstico e da busca pelo doador até a completa reabilitação do sistema imunológico. Iniciar este programa em um centro de excelência nos permite aliar o rigor científico ao cuidado verdadeiramente humanizado”, disse a Dra. Fernanda Lemos Moura Gallo, hematologista, hemoterapeuta e responsável técnica pelo Programa de Transplante de Medula Óssea do Hcor.

 

Estrutura consolidada

 

Além da infraestrutura já existente do Hcor para atendimento de pacientes de alta complexidade, o hospital inaugurou em janeiro de 2026 uma unidade dedicada ao transplante de medula óssea, com investimento de R$10,3 milhões. O espaço conta com 10 leitos com pressão positiva e negativa e filtros de ar condicionado especializados para a proteção de pacientes imunodeprimidos, em total conformidade com as diretrizes da Anvisa e do Ministério da Saúde.

 

Neste primeiro momento, os programas atenderão pacientes da saúde suplementar e particulares. A previsão é realizar os primeiros transplantes ainda em 2026. No programa hepático, a estimativa é realizar cerca de seis transplantes ainda em 2026 e, em 2027, alcançar uma média inicial de dois procedimentos por mês, com expansão gradual até aproximadamente 60 transplantes anuais. No programa de medula óssea, há a capacidade de realização de até 10 transplantes ao mês.

 

Embora o Brasil possua o maior sistema público de transplantes do mundo e seja referência internacional na área, a demanda por atendimento especializado permanece elevada. A ampliação da oferta de centros habilitados contribui para fortalecer a assistência aos pacientes com doenças graves e ampliar a capacidade de atendimento.

ANTT inicia procedimentos para suspensão de empresas que descumprem o piso mínimo do frete

    IA


Radiografia da Notícia

Medida alcança empresas com histórico reiterado de contratação ou subcontratação por valores inferiores aos estabelecidos em lei

Redação/Hourpress

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou os procedimentos para a suspensão cautelar de empresas que descumprem reiteradamente a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. As empresas identificadas serão formalmente notificadas após análise individual de cada caso.

Os atos de suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) serão publicados no Diário Oficial da União e produzirão efeitos 72 horas após a publicação. A suspensão cautelar poderá variar de cinco a 30 dias.

A medida poderá ser aplicada às empresas que acumularem mais de quatro autuações, em datas distintas, no período de seis meses, quando houver risco concreto de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da política do piso mínimo do frete.

Cargas

A atuação será conduzida pela Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (Sufis) e pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc).

A fiscalização foi reforçada a partir da Medida Provisória nº 1.343/2026 e das Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078. As normas tornaram obrigatório o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) nas operações de transporte rodoviário remunerado de cargas e determinaram sua vinculação ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), ampliando a rastreabilidade das operações.

Nas operações de carga lotação, o CIOT não é gerado quando o valor informado está abaixo do piso mínimo. Em caso de reincidência, após decisão administrativa definitiva, a suspensão poderá chegar a 45 dias. A repetição das irregularidades também poderá resultar no cancelamento do RNTRC por até dois anos e em multa majorada de até R$ 1 milhão.

As medidas de suspensão e cancelamento não se aplicam ao Transportador Autônomo de Cargas quando ele atua exclusivamente como contratado.


Quando quem julga deve responder à Lei

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Radiografia da Notícia

* Uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República

Pedro Simon

 

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado Federal, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

 

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo. Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional. Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

 

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República — mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar. As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal expuseram, em todo o país, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos três Poderes da República.


Guardião

 

A recente deliberação do Supremo Tribunal Federal aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do Caso Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

 

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado Federal, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da Mesa Diretora, sem parecer e sem votação.

 

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um Poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.


Lei

 

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o Supremo retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

 

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só Poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

 

Pedro Simon – Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura.

 

 







segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Inflação pressiona orçamento e faz brasileiro priorizar gastos essenciais

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Radiografia da Notícia

Mesmo com 71% de brasileiros otimistas sobre às finanças, apenas 38% dizem que sua renda está acompanhando a inflação* 

Quase metade dos consumidores reduziu gastos não essenciais, enquanto jovens da Geração Z lideram a intenção de buscar novo crédito

74% dos entrevistados possuem seu principal produto financeiro em um banco digital

Redação/Hourpress

A inflação persistente continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras e já influencia decisões sobre consumo, dívidas e busca por crédito. É o que mostra o novo Estudo Consumer Pulse da TransUnion, empresa global de informações e insights que atua como datatech.

 

Segundo o levantamento realizado no segundo trismestre deste ano, 71% dos brasileiros estão otimistas em relação às suas finanças nos próximos 12 meses. Os dados, no entanto, coexistem com sinais de cautela. Apenas 38% dos entrevistados afirmam que a renda acompanhou a inflação no último trimestre, enquanto 62% dizem estar muito preocupados com a alta dos preços. A pressão é mais sentida em itens essenciais, como supermercado (74%), combustível (54%) e contas de consumo (52%).

 

“O brasileiro mantém o otimismo no longo prazo, mas o dia a dia exige um forte jogo de cintura. A inflação nos itens básicos força o consumidor a cortar o que é considerando como não essencial para equilibrar as contas”, aponta Helena Leite, especialista de mercado para o setor bancário da TransUnion Brasil.

 

Na prática, o aperto no orçamento tem levado os consumidores a rever prioridades. Quase metade dos entrevistados (49%) reduziu gastos não essenciais nos últimos três meses, como refeições fora de casa e viagens, enquanto 21% cancelaram ou diminuíram serviços digitais.

 

Diferenças entre gerações

O estudo também identifica diferenças relevantes entre gerações. Entre a Geração Z e Millennials, 78% disseram estar otimistas quanto às suas finanças para os próximos 12 meses, com 49% da Geração Z dizendo que solicitarão novos créditos nos próximos 12 meses, o maior número entre os grupos etários pesquisados. A Geração Z também afirmou que cancelou ou reduziu serviços digitais nos últimos três meses a mais do que todos os entrevistados (27% contra 21%) e que recorrreria a um empréstimo das FinTechs nos próximos 12 meses (24% contra 19% de todos os entrevistados).

 

Millennials, de 30 a 45 anos, disseram que usam fintechs, bancos digitais e modalidades como "compre agora, pague depois, BNPL" entre as gerações pesquisadas (59%), com o uso de crédito associado a um planejamento mais estruturado. Por outro lado, a Geração X e os Baby Boomers mantêm uma postura mais conservadora em relação às taxas de juros e endividamento: apenas 20% dos Boomers e 27% da Geração X planejam contratar novos créditos no próximo ano.

 

A pesquisa reforça ainda o avanço dos bancos digitais no relacionamento com os consumidores. Entre aqueles que já utilizam produtos de de um banco digital, FinTech ou provedor de BNPL, 74% afirmam que sua conta ou produto principal está em uma instituição digital, em comparação com 56% no segundo trimestre de 2025.

 

A preferência também aparece nas intenções futuras, com 62% dos entrevistados respondendo que priorizariam essas instituições ao buscar novas linhas de crédito. “A evolução da participação dos bancos digitais reflete uma transformação significativa na forma como os brasileiros se relacionam com o sistema financeiro. Conveniência, experiência e agilidade fizeram com que essas instituições deixassem de ser secundárias e passassem a ocupar o centro da vida financeira dos clientes”, destaca a especialista.

 

Metodologia

A pesquisa Consumer Pulse da TransUnion, que ouviu 959 adultos, foi realizada entre 29 de abril e 13 de maio de 2026 pela TransUnion em parceria com a empresa de pesquisa Dynata. A pesquisa abrangeu adultos com 18 anos ou mais residentes no Brasil, utilizando um painel de pesquisa online acessado por meio de computadores, dispositivos móveis e tablets. As perguntas foram aplicadas em inglês e português. Para aumentar a representatividade demográfica, foram estabelecidas cotas visando equilibrar as respostas em relação às estatísticas do censo quanto a idade, gênero, renda familiar e região. 


Nesta pesquisa, as gerações foram definidas da seguinte forma: Geração Z (18 a 29 anos), Millennials (30 a 45 anos), Geração X (46 a 61 anos) e Baby Boomers (62 anos ou mais). Os resultados não foram ponderados e são estatisticamente significativos, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de ±3,2 pontos percentuais. Ressalta-se que, em alguns gráficos, a soma das porcentagens pode não totalizar 100% devido a arredondamentos ou à possibilidade de múltiplas respostas. Acesse o estudo completo aqui.

Brasil tem quatro representantes na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia no Instituto Butantan



Radiografia da Notícia

 * Competição foi aberta nesta segunda-feira (31) e reúne jovens de 16 países para uma semana de provas, atividades científicas e intercâmbio cultural


Redação/Hourpress

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, deu início nesta segunda-feira (31) à 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia (OIAB), que reúne estudantes de 16 países das Américas Central e do Sul, além de Espanha e Portugal. Pela primeira vez, a competição é realizada no Instituto Butantan, em São Paulo, e segue até 4 de setembro com uma programação de provas teóricas e experimentais, atividades científicas e momentos de integração entre as delegações.

 
Entre os participantes estão quatro estudantes selecionados para representar o Brasil na competição: Caio Heronville Machado, do Colégio Santo Antônio (MG); Caio Nascimento Gonçalves Marques, do Colégio Etapa (SP); Luca Oliveira Santos do Carmo, do Farias Brito Pré-Vestibular Aldeota (CE); e Theo Daltro Santos Camilo, também do Colégio Etapa. Com idades entre 16 e 18 anos, os jovens foram selecionados após participarem de uma capacitação promovida pelo Instituto Butantan, em maio deste ano, com aulas teóricas e práticas que simularam o formato das olimpíadas internacionais.

 

“É uma honra representar o Brasil na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia, ainda mais tendo a oportunidade de participar da competição aqui no nosso país. Além de dar o nosso melhor nas provas, é uma oportunidade de conhecer novas pessoas, trocar experiências e ter contato com diferentes culturas. A capacitação do Butantan foi fundamental para nossa preparação, principalmente pelo contato com técnicas laboratoriais avançadas utilizadas por pesquisadores do Instituto. Acredito que essa experiência será muito importante para darmos o nosso melhor na competição”, afirmou Luca Oliveira Santos do Carmo, um dos estudantes da delegação brasileira.


Desafios
 

Ao longo da competição, os 57 estudantes serão avaliados em duas provas teóricas e três provas experimentais sobre diferentes áreas da biologia. A programação também inclui o Rally, uma gincana científica em que os participantes serão divididos aleatoriamente em grupos para resolver desafios, colocar conhecimentos em prática e concorrer a prêmios especiais.
 

Única representante da Costa Rica na competição, a estudante Kristen López está animada com a oportunidade de conhecer o Instituto Butantan e conviver com jovens de diferentes países.
 

“Estou muito animada e também um pouco nervosa com as provas, mas muito feliz e orgulhosa por estar aqui representando a Costa Rica. Sei que o Instituto Butantan desenvolve vacinas e soros e estou muito curiosa para conhecer melhor o trabalho realizado aqui, além dos museus e dos animais do Instituto. Também espero criar laços com estudantes de outros países. Já conversei com várias pessoas e estou muito feliz por ter a oportunidade de conhecer e trocar experiências com elas”, disse Kristen.


Troca
 

A programação também contará com atividades voltadas à integração entre os participantes, como a Noite de Talentos, momento dedicado à apresentação de elementos culturais dos países de origem das delegações.
 

“Preparamos uma programação que vai muito além das provas, com atividades científicas, culturais e de integração para que os estudantes se sintam acolhidos e tenham uma experiência completa no Instituto Butantan. Receber 16 delegações de jovens talentos de diferentes países também é uma oportunidade de fortalecer a troca internacional, que enriquece a ciência e a cultura brasileiras. Esses estudantes levam daqui uma experiência e uma visão positiva do Butantan e se tornam multiplicadores desse conhecimento em seus países”, afirmou Soninha.
 

Para o Instituto Butantan, a realização da OIAB no Brasil representa uma oportunidade de aproximar jovens de diferentes países da ciência e estimular o interesse pela biologia e pela pesquisa científica.


Rede
 

“Aproveitem a oportunidade para conhecer o Instituto Butantan, conhecer uns aos outros e começar a construir uma rede de disseminação do conhecimento. Esse intercâmbio de experiências e métodos para compreender cada vez melhor a biologia pode ser uma semente para encontrarmos soluções e termos uma vida melhor”, eplicou Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.


A 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia reúne 57 estudantes de 16 países em uma semana de avaliações, atividades científicas e intercâmbio cultural. Durante a competição, os participantes também terão a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Instituto Butantan nas áreas de pesquisa, produção de vacinas e soros, educação

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Por que o sarampo voltou a preocupar?

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Radiografia da Notícia

* Mesmo com vacina segura e eficaz disponível, o aumento expressivo de casos reforça a importância da vacinação, principalmente em crianças

Redação/Hourpress

O sarampo voltou a acender um sinal de alerta nas Américas e também no Brasil. Em 2025, o país confirmou 38 casos da doença, mas sem transmissão interna sustentada. Em 2026, já são 24 casos confirmados, sendo 23 no estado de São Paulo. Nas Américas, até 18 de julho deste ano, foram registrados 47.459 casos de sarampo.
 

Diante desse cenário, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça a importância da vacinação contra o sarampo, especialmente entre as crianças. Afinal, essa é uma das doenças mais contagiosas do mundo.
 

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infectocontagiosa, uma das mais contagiosas dentro das exantemáticas, ou seja, que causam erupções cutâneas. A etiologia é viral, de altíssima transmissibilidade por via respiratória, seja ao falar, tossir ou espirrar. De acordo com o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
 

“O sarampo é realmente um indicador de qualidade vacinal e de adesão às vacinas, porque é muito transmissível. Então, quando começam a aparecer casos, mostra uma baixa cobertura vacinal”, ressaltou a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.
 

Não existe um medicamento específico para curar o sarampo — o manejo é voltado apenas para o alívio dos sintomas. Lembrando que o mais importante é a orientação pediátrica para avaliação de cada caso.
 

Sinais e sintomas do sarampo em crianças

A partir do momento em que se tem contato com alguém com sarampo, pode-se levar em torno de 7 a 14 dias para começar o surgimento dos sintomas, como:

  • febre alta (acima de 38,5°C);
  • manchas vermelhas;
  • conjuntivite não purulenta;
  • coriza, tosse e secreção.

Além disso, o infectologista pediátrico Victor Horácio, do Hospital Pequeno Príncipe, pontua que o diagnóstico clínico não é difícil de ser feito. “E o sarampo tem uma particularidade ainda, na qual 72 horas antes do aparecimento do rash cutâneo você vê um salpicado esbranquiçado, que são as manchas de Koplik, dentro da boca do paciente”, destacou.
 

Quais são as complicações do sarampo em crianças?

O sarampo tem uma série de complicações. Segundo o Ministério da Saúde, as mais comuns em crianças são:

  • pneumonia (infecção no pulmão): uma em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo nos pequenos;
  • otite média aguda (infecção no ouvido): ocorre em uma a cada dez crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
  • encefalite aguda (inflamação no cérebro): uma a quatro em cada mil crianças podem desenvolver essa complicação, e 10% delas podem morrer;
  • morte: uma a três a cada mil crianças doentes podem falecer em decorrência de complicações da doença.

Entretanto, o especialista alerta sobre a panencefalite esclerosante subaguda (PEES), uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, rara, causada por uma infecção persistente e mutante do vírus do sarampo. “O que observamos, por exemplo, no surto de sarampo ocorrido na região do Texas, nos Estados Unidos, com mais de 380 casos, é que os quatro óbitos registrados em crianças foram de pacientes não vacinados. Então, se você está vacinado contra o sarampo, você está protegido”, salientou.
 

Vacina contra o sarampo

Em 2025, 92,5% dos bebês tomaram a primeira dose da vacina, mas apenas 77,9% completaram o esquema no prazo correto. A recomendação é de que todas as pessoas até 59 anos, sem comprovação de duas doses, devem vacinar-se para garantir proteção.
 

O esquema de vacinação contra o sarampo no Brasil, via Programa Nacional de Imunizações (PNI), baseia-se na aplicação de duas doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), sendo a primeira aos 12 meses e a segunda (geralmente tetraviral) aos 15 meses de idade.
 

Quem já recebeu as duas doses na infância não precisa revacinar-se. E o imunizante é contraindicado para gestantes e pessoas imunocomprometidas. “A vacina é segura, tranquila e bem-tolerada, sem praticamente nenhuma reação adversa. O sarampo é uma doença de fácil controle com vacinação. Vacinados não pegam o sarampo”, finalizou Heloisa.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Tensão no Golfo Pérsico ameaça acordo entre EUA e Irã

Reuters/EBC


 Radiografia da Notícia

* Emissora estatal iraniana informa que Ormuz pode voltar a ser fechado

Agência Brasil

A República Islâmica do Irã promete reagir a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo e com retaliações em dobro a alvos inimigos, informa a emissora estatal iraniana Press TV.

O aviso do Irã de voltar ao estado beligerante com os Estados Unidos ocorre a menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento, em 17 de junho, no qual os dois países concordavam com o "encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes” e em “não iniciar nenhuma guerra nem qualquer operação militar entre si".

Antes de participar nesta quarta-feira (8) da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia, o presidente estadunidense Donald Trump disse que o entendimento com os iranianos havia acabado. “Não quero lidar com eles”, declarou.

Bases

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o cessar-fogo

Segundo a Press TV, do Irã, as tensões no Golfo Pérsico ocorrem após as forças armadas norte-americanas terem realizado ataques contra as bases costeiras e instalações não militares na província de Hormozgan, no sul do Irã, e em Mahshahr, na província do Khuzistão, no sudoeste do país.

Os iranianos informaram que atacaram em retaliação 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait com mísseis e drones. 

Conforme a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou à Press TV, os ataques atingiram instalações no Porto Salman, na área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.


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