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Radiografia da Notícia
Mesmo com 71% de brasileiros otimistas sobre às finanças, apenas 38% dizem que sua renda está acompanhando a inflação*
Quase metade dos consumidores reduziu gastos não essenciais, enquanto jovens da Geração Z lideram a intenção de buscar novo crédito
74% dos entrevistados possuem seu principal produto financeiro em um banco digital
Redação/Hourpress
A inflação persistente continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras e já influencia decisões sobre consumo, dívidas e busca por crédito. É o que mostra o novo Estudo Consumer Pulse da TransUnion, empresa global de informações e insights que atua como datatech.
Segundo o levantamento realizado no segundo trismestre deste ano, 71% dos brasileiros estão otimistas em relação às suas finanças nos próximos 12 meses. Os dados, no entanto, coexistem com sinais de cautela. Apenas 38% dos entrevistados afirmam que a renda acompanhou a inflação no último trimestre, enquanto 62% dizem estar muito preocupados com a alta dos preços. A pressão é mais sentida em itens essenciais, como supermercado (74%), combustível (54%) e contas de consumo (52%).
“O brasileiro mantém o otimismo no longo prazo, mas o dia a dia exige um forte jogo de cintura. A inflação nos itens básicos força o consumidor a cortar o que é considerando como não essencial para equilibrar as contas”, aponta Helena Leite, especialista de mercado para o setor bancário da TransUnion Brasil.
Na prática, o aperto no orçamento tem levado os consumidores a rever prioridades. Quase metade dos entrevistados (49%) reduziu gastos não essenciais nos últimos três meses, como refeições fora de casa e viagens, enquanto 21% cancelaram ou diminuíram serviços digitais.
Diferenças entre gerações
O estudo também identifica diferenças relevantes entre gerações. Entre a Geração Z e Millennials, 78% disseram estar otimistas quanto às suas finanças para os próximos 12 meses, com 49% da Geração Z dizendo que solicitarão novos créditos nos próximos 12 meses, o maior número entre os grupos etários pesquisados. A Geração Z também afirmou que cancelou ou reduziu serviços digitais nos últimos três meses a mais do que todos os entrevistados (27% contra 21%) e que recorrreria a um empréstimo das FinTechs nos próximos 12 meses (24% contra 19% de todos os entrevistados).
Millennials, de 30 a 45 anos, disseram que usam fintechs, bancos digitais e modalidades como "compre agora, pague depois, BNPL" entre as gerações pesquisadas (59%), com o uso de crédito associado a um planejamento mais estruturado. Por outro lado, a Geração X e os Baby Boomers mantêm uma postura mais conservadora em relação às taxas de juros e endividamento: apenas 20% dos Boomers e 27% da Geração X planejam contratar novos créditos no próximo ano.
A pesquisa reforça ainda o avanço dos bancos digitais no relacionamento com os consumidores. Entre aqueles que já utilizam produtos de de um banco digital, FinTech ou provedor de BNPL, 74% afirmam que sua conta ou produto principal está em uma instituição digital, em comparação com 56% no segundo trimestre de 2025.
A preferência também aparece nas intenções futuras, com 62% dos entrevistados respondendo que priorizariam essas instituições ao buscar novas linhas de crédito. “A evolução da participação dos bancos digitais reflete uma transformação significativa na forma como os brasileiros se relacionam com o sistema financeiro. Conveniência, experiência e agilidade fizeram com que essas instituições deixassem de ser secundárias e passassem a ocupar o centro da vida financeira dos clientes”, destaca a especialista.
Metodologia
A pesquisa Consumer Pulse da TransUnion, que ouviu 959 adultos, foi realizada entre 29 de abril e 13 de maio de 2026 pela TransUnion em parceria com a empresa de pesquisa Dynata. A pesquisa abrangeu adultos com 18 anos ou mais residentes no Brasil, utilizando um painel de pesquisa online acessado por meio de computadores, dispositivos móveis e tablets. As perguntas foram aplicadas em inglês e português. Para aumentar a representatividade demográfica, foram estabelecidas cotas visando equilibrar as respostas em relação às estatísticas do censo quanto a idade, gênero, renda familiar e região.
Nesta pesquisa, as gerações foram definidas da seguinte forma: Geração Z (18 a 29 anos), Millennials (30 a 45 anos), Geração X (46 a 61 anos) e Baby Boomers (62 anos ou mais). Os resultados não foram ponderados e são estatisticamente significativos, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de ±3,2 pontos percentuais. Ressalta-se que, em alguns gráficos, a soma das porcentagens pode não totalizar 100% devido a arredondamentos ou à possibilidade de múltiplas respostas. Acesse o estudo completo aqui.







