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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Clubes brasileiros devem mais de R$ 2,5 bilhões ao governo



Iguais a bezerros, os clube de futebol brasileiros continuam mamando nas "tetas" do governo

Luís Alberto Alves

 No Brasil, país da Copa do Mundo de 2014, os clubes de futebol devem mais de R$ 2,5 bilhões ao governo. Nos últimos anos renegociaram os débitos, mas deram calote. Para ajudar foi criada a loteria Timemania, porém os cartolas alegaram que a receita gerada não surtiu efeito desejado, ela ajudaria cobrir o parcelamento da dívida. Agora tentam parcelar o que devem em suaves prestações pagas no prazo de 20 anos.

 Como consumidor impulsivo, os clubes continuam aumentando os gastos com jogadores, usando dinheiro, inclusive as luvas pelos novos contratos de TV. Ao contrário de empresas particulares, onde não se paga salários astronômicos aos funcionários, e elas evitam servir de trampolim para cargos políticos, os cartolas agem de forma diferente.

 Desde os pequenos aos maiores times de futebol no Brasil, sempre existe dirigentes envolvidos com política, seja na esfera municipal ou estadual. O próprio ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva é sócio honorário do Corinthians, assim como o ex­governador de SP, Luiz Fleury Filho. A família de políticos, Abi Chedid, é quem manda no Bragantino (SP), por exemplo. O economista Luiz Gonzaga Belluzzo, do PMDB, foi presidente do Palmeiras recentemente.

 O atual senador mineiro Zezé Perrella (PDT), condenado em março deste ano por improbidade administrativa, presidiu o Cruzeiro; o sem educação Eurico Miranda esteve à frente do Vasco da Gama e foi deputado federal. Na época de eleições usam os clubes como plataforma para obter votos. A maioria nunca esteve interessada numa administração séria, onde gastos jamais devem superar os valores arrecadados.

 Na Europa, desde a temporada 2012/2013, os clubes estão submetidos ao Fair Play Financeiro (precisam empatar orçamento entre despesas e receitas se quiserem permanecer nas disputas das competições da Uefa). Eles não podem gastar mais do que arrecadam. Diferente do Brasil, famoso pela tática morde e assopra, a lei funcionou contra o Málaga (Espanha), impedido de participar da Liga Europa 2013/2014, por desrespeitar as regras da federação.

 Em São Paulo a maioria dos times de futebol da capital construiu centros de treinamento em áreas públicas, caso do Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Portuguesa. Repetiram o mesmo recurso dos Sem Tetos, literalmente invadiram terrenos do governo para construir campos de futebol e instalações para atletas. No caso de invasores em busca de habitação, a polícia desocupa a área. Quando se trata de clubes, nada acontece.

  Não é novidade atrasos de salários de jogadores de futebol, inclusive no pagamento de 13º no final do ano. Mesmo nos clubes que vendem suas estrelas ao Exterior por valores exorbitantes, a ladainha da falta de dinheiro se repete sempre. A má administração é notória em todos eles. O Santos, que na época da máquina de títulos com Pelé ganhou fortunas, durante a década de 1960, não investiu o dinheiro na construção de um estádio, e continua vivendo na penúria, mesmo após a venda de Neymar para o Barcelona.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

É impossível acreditar que perdi você (hexacampeonato)







O choro do pequeno torcedor traduz o sentimento de 200 milhões de brasileiros

Luís Alberto Alves

Não eu não consigo acreditar no que aconteceu, /É um sonho meu 
Nada se acabou.../ Hoje mais um dia de tristeza para mim passou Nem no meu olhar/ Nada se alegrou /Sinto-me perdido no vazio que você deixou/ Nada quero ser/ já nem sei quem sou...” Essa é a minha impressão e talvez de milhões de brasileiros ao acordar hoje e perceber que o sonho da conquista do hexacampeonato acabou. 


 Trecho da canção acima, de Márcio Greick, gravada na década de 1970, conta a história de alguém sentindo a dor da perda do grande amor, que estava com o coração esfacelado. É inacreditável, mas aconteceu: a Seleção Brasileira tomou uma das maiores goleadas da sua rica trajetória: 7 a 1 em pleno estádio do Mineirão.

 Os jogadores após o time levar o terceiro gol, pareciam o lutador de boxe golpeado várias vezes, inerte no canto do ringue, sem forças de esboçar qualquer reação. Em minha memória ficará marcada para sempre a imagem do zagueiro Dante colocando as duas mãos na rede, no fundo do gol e balançando a cabeça sem crer no que estava vendo.

 Ontem (8) a equipe brasileira parecia meninos do infantil enfrentando os adultos num treino. Sem padrão técnico foram envolvidos facilmente pelos alemães, verdadeira máquina de fazer gols, porém humildes. Poderiam ter feito mais de dez gols no Brasil. Mas tiveram a sensatez da tamanha humilhação que seria este gesto na casa do adversário. Contentaram-se com a goleada de sete.
Fred, um dos piores atacantes de nossa Seleção Brasileira


 É tão difícil acreditar neste resultado, que alguém ausente do noticiário esportivo ao tomar conhecimento deste tremendo “chocolate” iria achar graça: “Não estou falando do Brasil de Pelotas, do Rio Grande do Sul, saco de pancadas no campeonato gaúcho. Digo do Brasil, cinco vezes campeão. Impossível levar sete gols aqui em nossa casa, de qualquer adversário”.

 Parece notícia fúnebre, quando sabemos que um amigo ou parente, com quem estivemos há pouco tempo morreu de repente: “Impossível. Estive com ele ontem. Bebemos e conversamos muito. Aliás, ouvi vários de seus projetos. Talvez seja outra pessoa, bem parecida à vítima desta tragédia”.

 Mas é verdade. A Seleção Brasileira foi goleada pela Alemanha. Em 18 minutos tomou cinco gols. Nossos zagueiros, atordoados, não ofereciam nenhuma reação. O sonho da conquista do hexacampeonato no Maracanã, para redimir o drama de 64 anos atrás, quando o Uruguai levou a taça para casa, não será mais realizado.
Não basta trocar o técnico Felipão, mas mudar a bagunçada estrutura do futebol do Brasil


 Para redimir do vexame a cartolagem cortará a cabeça do técnico Felipão. Não resolve. É igual tomar remédio para baixar a febre, sem descobrir a causa do aquecimento anormal do corpo. Sim, ele teve culpa no resultado, ao escalar mal a equipe. Porém falta à Seleção organização.

 Infelizmente no Brasil, o futebol é visto como porta de entrada para cargos políticos. Pessoas despreparadas, mas ávidas por fama e dinheiro apostam na administração de clubes esportivos. Não há planejamento. Reúnem um grupo de atletas, aumenta o preparo físico, faz amistosos com equipes fracas e carimbam o passaporte para outra Copa do Mundo. Ilusão.
Goleada de 7 a 1 foi o maior vexame da equipe canarinho numa Copa do Mundo


 Geralmente vários jogadores talentosos ficam de fora. Empresários, ligados à cartolagem, impõem seus pupilos para essa vitrine e colhemos resultados amargos. Tecnicamente o atacante Fred, do Fluminense, não poderia estar neste time. O lateral direito Daniel Alves, do Barcelona, é outro convocado sem qualidade técnica para a posição. Talvez foram empurrados goela abaixo de Felipão.
David Luiz um dos jogadores da base que precisa ser mantido para a Copa de 2018, na Rússia



 Como ocorre após o enterro de alguém muito querido, os primeiros meses são terríveis. Não acreditamos naquela perda. Choramos bastante. A dor da saudade machuca o coração. Às vezes chegamos a crer que a vida não vale mais nada. Porém o tempo cicatriza as feridas e a volta por cima ocorre. Cabe à Seleção Brasileira realizar autocrítica, sanar os erros e apostar no planejamento, manter a base do time, retirar as peças ruins, levantar a cabeça e aprender com forte equipe da Alemanha como se monta uma equipe campeã. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha, vergonha



Torcedora lamenta a derrota da Seleção Brasileira


Luís Alberto Alves

  Esta palavra define a goleada de 7 a 1 que o Brasil sofreu da Alemanha, hoje (8) no Mineirão, nas semifinais. O técnico Felipão reconheceu que ao levar os primeiros dois gols a equipe teve um apagão. Ficou sem reação. Daí para frente o martírio aumentou. Tomou cinco gols num intervalo de 18 minutos.

 O Brasil começou a perder esta Copa do Mundo quando passou a depender exclusivamente do futebol de Neymar. Dentro do campo era visível que os melhores lances das partidas anteriores passavam pelos pés dele. Neymar incomodava os adversários nos passes e lances levando perigo.

 A linha de zagueiros da Seleção sentiu falta de Thiago Silva. Outro erro foi colocar David Luiz para atuar numa área do campo onde ele não rendeu. O meio de campo não funcionou. Bernard entrou para jogar fora da posição. Igual ao motorista acostumado a dirigir carro de câmbio manual e de repente é escalado para sair com um veículo automatizado.

Alemanha, verdadeiro rolo compressor desta Copa do Mundo, fez cinco gols no Brasil em 18 minutos

  O ataque falhou com Fred. Não explorou sua capacidade de goleador. Isolado não rendeu o suficiente. De costas para a área, quando recebia a bola e virava não conseguia marcar. Saiu vaiado e até queimado. Dificilmente retorna nas próximas escalações. Terminou o ciclo. Jô do Atlético Mineiro entrou poucas vezes, sendo incerta outra convocação.

 A seleção alemã mostrou a importância da organização. Ainda no Mundial da África do Sul, há quatro anos, começou a trabalhar visando à conquista desta Copa do Mundo. Teve foco, não perdeu tempo com besteiras e cedeu aos caprichos armados pela cartolagem e patrocinadores. No uniforme dos alemães não havia anúncios.

 A camisa canarinho parecia um xadrez com nomes de empresas. Todas querendo tirar casquinha na troca pela fortuna que deixaram nos cofres da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Ninguém oferece nada de graça, principalmente instituições comerciais. Algumas delas de relacionamento estreito com dirigentes que usam a Seleção como trampolim.

 É vergonhoso, numa Copa do Mundo, o Brasil tomar sete gols, cinco deles no primeiro tempo. Parecia pesadelo. A cada avanço dos atacantes alemães, o rosto da zaga e meio campo da nossa Seleção estampava o medo. O gesto de Dante, quando o time tomou o terceiro gol, com as mãos nas redes e ali batendo a cabeça, mostrava que já era difícil esboçar qualquer reação.

 No banco, Felipão e Parreira ficaram estáticos. Talvez não acreditassem no massacre que estava ocorrendo diante deles e de 200 milhões de brasileiros. A apatia impediu até substituições no primeiro tempo. No segundo tempo, a vergonha já era visível nos craques que estavam no banco de reservas.


 O desabafo de David Luiz, primeiro chorando e depois pedindo desculpas à nação, revela a decepção com a derrota perante a Alemanha. Porém não se pode culpar os jogadores por esse fracasso. Fizeram o que podiam. Hoje o dia era da seleção alemã. Verdadeiro rolo compressor. Séria candidata ao título de campeã desta Copa do Mundo. Resta ao Brasil a vergonha desta goleada de 7 a 1 no Mineirão.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Absurdo: Fifa evita punir zagueiro carniceiro!




Zagueiro carniceiro fica livre de punição

Luís Alberto Alves

 Desconheço as razões para Fifa não punir o carniceiro Zúñiga, zagueiro colombiano responsável pela fratura na vértebra de Neymar, após joelhada no atacante brasileiro, na partida em que o Brasil derrotou a Colômbia por 2 x 1, na sexta feira passada. Mais estranho foi o rigor aplicado ao atacante uruguaio Luis Suárez, condenado a ficar quatro meses longe do futebol, não sendo permitido que ele pise os pés num estádio para treinar, após morder um jogador da seleção italiana.

 Qual é mais perigoso e grave? Ferimento causado por mordida ou joelhada nas costas que poderia provocar a quebra de algum osso da coluna e deixar Neymar paralítico? Desde o início da partida era visível a atuação irresponsável do árbitro. Permitiu lances violentos, principalmente contra os atletas da Seleção Brasileira. Zúñiga em outra dividida quase quebra a perna do atacante Hulk. O juiz sequer tirou cartão amarelo para o carniceiro zagueiro.

 Mas não se pode esperar nada de bom de uma entidade acusada de corrupção em diversos países. Aliás, hoje (07), a polícia do Rio de Janeiro prendeu Ray Whelan, um dos diretores da Match Services, empresa associada à Fifa e com direitos exclusivos para vender pacotes para os jogos da Copa do Mundo. A Match Services pertence a Philip Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Essa mesma empresa deu calote em 40 turistas equatorianos, que compraram os ingressos, mas não receberam.
Ray Whelan é diretor da empresa do sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter


 Não é descartado que após a prisão da quadrilha, onde o franco argelino Mohamadou Lamine Fofana servia como testa de ferro do esquema, o resultado apareça em campo, com marcação de pênaltis duvidosos, expulsão de jogadores brasileiros e todo tipo de expediente visando retirar o Brasil das finais no próximo domingo.
 Desta forma seria viável uma final entre Holanda e Alemanha, dois países europeus, que provavelmente nunca causaram encrencas a Don John Blatter. Só o fato dos acusados do esquema usarem celulares da Fifa para fazer as negociatas, é impossível que Blatter não tivesse conhecimento desse crime. De acordo com a polícia, a máfia dos ingressos movimentava R$ 200 milhões por Mundial.


 Numa decisão, as entradas tinham custo de R$ 51 mil cada e renderia R$ 1,3 milhão aos bandidos. Caso o Brasil perca a partida de amanhã (8), contra a Alemanha, podem ter certeza que o resultado foi provocado pela ação policial que retirou bastante dinheiro que seria enviado à Fifa. Afinal de contas, qual tio não gostaria de ter um sobrinho com tanto dinheiro nas mãos, caso de Philip Blatter?

Hipocrisia é a marca registrada da nossa sociedade



A moradora de rua deitada no jardim desmente a frase escrita na mureta

Luís Alberto Alves

 A hipocrisia é a marca registrada da nossa sociedade. Várias pessoas usam capa de bondade, mas o coração está cheio de maldade. São como, disse Jesus Cristo, túmulos: bonitos por fora e repleto de impurezas por dentro. Interessados por marketing, artistas, atletas e até alguns empresários aparecem nas entrevistas ostentando a pose de simpatizantes da redução das desigualdades, ainda marcantes no Brasil. Tudo mentira.

 Em várias conversas mantidas por mim com moradores de ruas, descobri que gangues de filhinhos de papai saem pela madrugada, talvez no retorno das suas intermináveis festinhas, agredindo mendigos que dormem nas calçadas ou mesmo no gramado das praças. Alguns usam spray de pimenta para borrifar nos olhos daqueles que foram adotados pela miséria.

 Como estamos na época do politicamente correto, virou chavão personalidades famosas fazendo discursos bonitos, alguns tão intensos que tocam o coração, ajudando as lágrimas a escorrer dos nossos olhos. Caímos na ilusão de que o mundo está ficando bom. Engano! Ele continua cada vez pior.

 Há poucos meses vestimos roupas surradas e calçados sujos e ficamos sentados nas escadarias da Catedral da Sé, um dos pontos turísticos de São Paulo. Eu e minha noiva sentimos na pele o peso da discriminação. Juntos e de mãos dadas, as ditas pessoas do bem saiam do interior da igreja e procuravam ficar distantes de nós. Nenhuma se aproximava. Logo um clarão se instalou no local onde estávamos.

 Percebi que as histórias dos moradores de rua não são obras de ficção. Pior é acontecer algo assim para alguém que acabou de sair de um tempo onde acabou de ouvir a Palavra de Deus. Hipocrisia. Ali dentro todos são cordeiros, porém ao voltar para o mundo exterior, os lobos mostram as garras.

 É fácil pregar o amor aos amigos, sentados numa mesa de bar repleta de bebidas e deliciosos salgadinhos. Difícil é fazer o mesmo com aqueles ignorados pela vida ou mesmo azar de parar nas ruas após perder a família ou mesmo a razão para viver. São pessoas sujas pela poeira e fumaça dos escapamentos dos carros, das roupas que não conseguem lavar regularmente e do lixo, onde passam a procurar o sustento.

 É lindo o apresentador de televisão gritar que é contra os maus tratos praticados contra mendigos, mas que dentro de sua casa é verdadeiro carrasco no relacionamento com seus empregados, os sujeitando a estafantes jornadas de trabalho, sem direito a folgas no final de semana.

 Mais constrangedor são personalidades famosas não praticarem o que falam nas entrevistas. Afinal de contas vivem num mundo onde a palavra miséria é insulto e fome é palavra criada por agitadores interessados na adoção de regime totalitários.
 A imagem real das ruas desmente que o Brasil seja um país sem discriminação. Mentira. Ela existe. A moradora de rua deitada numa praça, esquina das ruas Tomaz Carvalhal com Cubatão, Paraíso, região da ainda endinheirada Avenida Paulista, desmente a frase escrita na mureta.

Quando fiz essa foto, várias pessoas olhavam de seus carros luxuosos para mim, que numa manhã de domingo me preocupei com aquela pobre mulher. Um casal passou por mim a passos rápidos, tentando sair rapidamente do local. Para eles, a mendiga era apenas um “lixo”. Talvez em suas mentes, eu estaria fazendo algo completamente inútil.

 Na cabeça deste tipo de gente, morador de rua polui a imagem da cidade. Precisariam ser retirados para locais distantes. São vagabundos. Alguém que pensa assim nunca se preocupou em ouvir as histórias dessas pessoas. Quais motivos os levaram para distantes de suas casas e até o abandono de suas famílias. Como solução, adotam a triste limpeza adotada por Hitler antes da Segunda Guerra Mundial: matar.

 Cada vez que passamos diante de um mendigo e sentimos nojo dele, estamos alimentando em nosso coração o desejo de uma sociedade livre de impurezas. Inconscientemente adotamos o discurso raivoso de que os desiguais devem ser banidos da terra. Para isso a máscara do amor continua guardada na bolsa ou na roupa cara de grife, usada em ocasiões especiais, onde as garras de lobo ficam escondidas. Sociedade hipócrita! Cada vez mais se parece com os túmulos de cemitério: lindos por fora e imundo por dentro!



sábado, 5 de julho de 2014

Carrasco colombiano Juan Zúñiga deve ser banido do futebol





Zúñiga atinge joelhada nas costas de Neymar, minutos antes quase quebrou a perna de Hulk


Luís Alberto Alves
  Para o bem da beleza do futebol e da integridade física dos craques, o zagueiro colombiano Juan Zúñiga deve ser banido dos campos. Depois do que fez com jogador Neymar, na partida de Brasil e Colômbia, ontem (4), a Fifa não pode passar as mãos na cabeça de carrascos. De desequilibrados mentais, adeptos da violência como resolução de problemas dentro do campo.

 Por sorte, a estrela da Seleção Brasileira não ficou aleijada, após receber violenta joelhada desferida nas costas por Zúñiga, provocando fratura na terceira vértebra lombar da coluna. O atacante saiu de campo aos prantos e depois teve ser removido ao hospital São Carlos, em Fortaleza, onde exames revelaram que a séria contusão o retirou desta Copa do Mundo.
O carniceiro Aránguiz acertou Neymar duas vezes na partida contra o Chile, arbitragem ignorou as agressões

 A violência contra o atleta do Brasil começou na partida contra o Chile, com outro zagueiro, Aránguiz acertando dois chutes em Neymar, um atingiu a coxa e outro o joelho. Inexplicavelmente o juiz não deu nenhum cartão ao agressor. Ele passou alguns dias mancando da perna.
Pelé, na Copa de 1966, saiu machucado de campo

  Com a grande repercussão da agressão contra o craque da Seleção Brasileira, Zúñiga tentou se justificar nas redes sociais de que não teve intenção de machucar Neymar. Papo furado, minutos antes ele quase quebrou a perna do atacante Hulk em outra violenta dividida.

  Se Luis Suárez, do Uruguai, ficará quatro meses fora dos campos, sem direito, inclusive de treinar, por morder no ombro um jogador da Itália, qual a razão de fazer panos quentes ao carrasco Zúñiga? Comparado com Suárez, é gravíssima a falta cometida pelo zagueiro colombiano. É perigo manter um atleta psicopata, igual a ele, dentro dos campos de futebol. Precisa sair para sempre dos gramados.

 Infelizmente ainda persiste no futebol jogadores que confundem lance duro com agressão. Sem classe para desarmar um craque apelam para chutes, cotoveladas e até socos no rosto, para impedir a chegada ao gol. Mas não se pode deixar em segundo plano a violência praticada contra o meia atacante James Rodriguez, que também apanhou muito dos marcadores do Brasil, Paulinho e Fernandinho.

 O expediente de retirar grandes talentos do campo faz parte da história da Seleção Brasileira. Em 1966, Pelé foi caçado em campo na partida contra Portugal, que venceu por 3 x 1. Apanhou tanto que saiu daquele jogo fatídico machucado. Os agressores escaparam impunes, sem qualquer cartão amarelo ou vermelho.






sexta-feira, 4 de julho de 2014

Dinheiro virtual aos poucos substitui notas de papel




Aos poucos as cédulas perdem espaço para o dinheiro virtual

Luís Alberto Alves

 Tente lembrar-se de quando foi a última vez que você pegou todo o dinheiro do seu salário e saiu com ele do banco. Melhor: recorde o dia em que reuniu várias cédulas de R$ 50 ou R$ 100 para quitar uma dívida de alto valor. A maioria optou pela tecnologia oferecida pelo sistema financeiro de fazer transferência pela internet ou mesmo no caixa automático, sem colocar as mãos na grana.

 Atualmente todas as empresas depositam o salário direto na conta corrente do funcionário. Não há contato com o dinheiro. A fatura do cartão de crédito é paga da mesma forma, o mesmo ocorre na prestação do carro, apartamento, mensalidade da escola ou faculdade; compras no supermercado. Tudo virtual. A digitação da senha autoriza a transferência ou autoriza o desconto daquela quantia no saldo daquele consumidor.

 Por causa da violência, a população escolheu este meio seguro de administrar o seu dinheiro. Ninguém ousa colocar no bolso ou valise R$ 2 mil ou R$ 5 mil. É suicídio agir deste jeito. Para evitar seqüestros relâmpagos, portaria do Ministério da Fazenda proíbe saques elevados durante o período noturno em qualquer região do Brasil. Para fortalecer o sistema, valores altos só podem ser retirados pelo cliente na própria agência onde mantém conta.

 A rapidez do processo cada vez mais joga para escanteio o talão de cheque. Para fugir dos caloteiros, vários estabelecimentos não aceitam pagamentos com a famosa folha de papel, sinônimo de dinheiro vivo décadas atrás. Ou cartão de crédito ou de débito.

 Hoje o dinheiro muda de lugar através da digitação de senhas do correntista. Caso opte para quitar prestação, recebeu o boleto no e mail ou mesmo em casa. Foi ao caixa automático, digitou a senha. O compromisso acabou saldado. Não teve contato algum com as cédulas de papel.

 Para usar o transporte coletivo, poucas pessoas utilizam dinheiro no pagamento de passagens. Entra em ação o Bilhete Único. Com a compra de crédito, elas usam ônibus, Mêtro ou trem, sem enfiar as mãos nos bolsos. O sistema identifica aquela conta abastecida e o acesso é permitido.

 Aos poucos o mundo caminha para a sociedade financeira virtual. Onde a principal moeda de troca não precisará ficar em contato direto com o homem. Basta que sua conta corrente esteja abastecida. A disputa dos criminosos é criar sistema que possa burlar a segurança do sistema financeiro e acessar informações para liberar dinheiro para suas contas. Mesmo bandidos, precisarão de conhecimento virtual para ficar com o dinheiro de suas vítimas. Pelo visto, o cartão magnético ficará mais importante que as cédulas de real ou dólar.