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O que as empresas esperam dos jovens no mercado de trabalho em 2026

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sábado, 27 de junho de 2026

O que as empresas esperam dos jovens no mercado de trabalho em 2026

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Radiografia da Notícia

* Empresas valorizam cada vez mais competências comportamentais

Redação/Hourpress

Conseguir o primeiro emprego tem sido um dos principais desafios para jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Em meio à competitividade e às rápidas transformações no ambiente profissional, apenas ter um diploma ou conhecimento técnico já não é suficiente para garantir uma vaga. Hoje, empresas buscam profissionais capazes de se adaptar, trabalhar em equipe e resolver problemas do dia a dia com eficiência. Pensando nisso, Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino profissionalizante pertencente ao Grupo MoveEdu, elenca quais habilidades estão em alta para quem busca ingressar no mundo corporativo.

 

Um levantamento do Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum (WEF), reforça essa mudança no perfil buscado pelas empresas. Segundo o estudo, mesmo com o avanço da inteligência artificial e da digitalização, 69% das 2.800 habilidades analisadas continuam ligadas a competências cognitivas, sociais e comportamentais. O relatório também aponta que 63% das lideranças consideram as lacunas em habilidades comportamentais como a principal barreira organizacional entre 2025 e 2030.

 

Entre as competências mais valorizadas estão pensamento analítico e criativo, resiliência, flexibilidade, agilidade, liderança, influência social e autoconsciência. A Harvard Business Review (HBR) também destaca que habilidades humanas tendem a ter maior longevidade profissional do que conhecimentos puramente técnicos, que se tornam obsoletos mais rapidamente. Na prática, empresas de tecnologia e inovação já identificaram que profissionais de alta performance se destacam principalmente pelo repertório humano, e não apenas pelas competências técnicas.


Coletivas

 

“Entre as habilidades consideradas essenciais atualmente está a comunicação. Saber transmitir ideias de forma objetiva, ouvir colegas e participar de reuniões ou apresentações com clareza pode fazer diferença logo nos primeiros contatos profissionais. A competência também inclui a escrita de e-mails, mensagens e relatórios de forma adequada”, explicou Leonardo Andreoli.

 

Ainda de acordo com o executivo, o trabalho em equipe aparece como outro ponto importante. Em ambientes corporativos cada vez mais colaborativos, empresas valorizam candidatos que saibam dividir responsabilidades, respeitar opiniões diferentes e contribuir para soluções coletivas. Já o pensamento crítico é visto como um diferencial para profissionais capazes de analisar situações, identificar problemas e propor melhorias. A habilidade ajuda na tomada de decisões e na busca por soluções mais estratégicas dentro das empresas.

 

A adaptabilidade também ganhou espaço entre as competências mais procuradas. Com mudanças constantes em ferramentas, processos e formatos de trabalho, profissionais que conseguem aprender rapidamente e lidar bem com novas situações tendem a se destacar. Além disso, organização e gestão do tempo seguem entre os fatores mais observados pelos recrutadores. Cumprir prazos, planejar tarefas e evitar retrabalho são características valorizadas mesmo em vagas de entrada.


Busca


 Especialistas em recrutamento destacam ainda a importância do equilíbrio entre habilidades técnicas, chamadas de hard skills, e competências comportamentais, as soft skills. Conhecimentos em ferramentas digitais, Excel, programação ou marketing, por exemplo, continuam relevantes, mas precisam estar acompanhados de boa comunicação e capacidade de colaboração.

 

“Para quem busca o primeiro emprego, a recomendação é investir no desenvolvimento dessas competências desde cedo. Projetos voluntários, cursos livres, atividades em grupo e até experiências acadêmicas podem ajudar na construção dessas habilidades práticas. Na hora de elaborar o currículo, o candidato deve ir além e não listar apenas as características genéricas", disse.


"O ideal é apresentar exemplos concretos de situações em que desenvolveu ou aplicou determinada competência, demonstrando resultados e participação ativa. Em um mercado cada vez mais dinâmico, desenvolver habilidades profissionais deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser requisito básico para quem deseja conquistar espaço e crescer na carreira”, finalizou o diretor nacional da Prepara IA.

Sua dor nos ombros pode ser sinal de diabetes

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Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver capsulite adesiva, conhecida como “ombro congelado”; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo explica condição

 Redação/Hourpress


Conviver com diabetes exige atenção constante à saúde, e nem todos sabem que a doença também pode afetar diretamente os movimentos do corpo. Pessoas com essa condição têm de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver a capsulite adesiva, conhecida como síndrome do ombro congelado, que provoca dor, rigidez e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como levantar o braço ou vestir uma camiseta.

A questão ganha destaque neste mês, marcado pelo Dia Nacional do Diabetes (26 de junho), data voltada à conscientização sobre os impactos e complicações associados à doença. A relação entre a diabetes e a síndrome do ombro congelado está ligada às alterações provocadas pelo excesso de glicose no organismo, que pode comprometer estruturas como tendões, ligamentos e a cápsula da articulação do ombro. “Com o passar do tempo, esse processo favorece o enrijecimento da região, causando dor e limitação progressiva dos movimentos”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Eduardo Malavolta.


Os sintomas da capsulite adesiva costumam surgir de forma gradual e podem piorar com o passar do tempo. Além da dor intensa, principalmente durante a noite, muitos pacientes apresentam dificuldade para realizar movimentos simples, como alcançar objetos em prateleiras, prender o sutiã, pentear o cabelo ou até dirigir. Em alguns casos, a limitação do ombro pode comprometer a rotina e afetar a qualidade de vida.

Rigidez

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir as limitações nos movimentos do ombro. O tratamento pode incluir fisioterapia, uso de medicamentos para controle da dor e inflamação e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos cirúrgicos. “Quanto mais cedo o paciente procurar avaliação médica, maiores são as chances de controlar os sintomas e recuperar os movimentos do ombro sem grandes prejuízos para a rotina. Ignorar a dor pode fazer com que a rigidez evolua e o tratamento se torne mais demorado”, alertou o ortopedista.

A conscientização sobre a relação entre a diabetes e o ombro congelado é fundamental para ampliar o diagnóstico precoce e evitar impactos na qualidade de vida dos pacientes. “A recomendação é procurar avaliação médica ao perceber dores persistentes, rigidez ou dificuldade de movimentação no ombro, principalmente em pessoas com histórico de diabetes”, concluiu o presidente da SBCOC.

 

Todos os anos nascem 30 mil crianças com cardiopatia congênita

                                            Camila Hampf/Hospital Pequeno Príncipe


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Cerca de 90% dos casos podem ser descobertos ainda na gestação ou no início da vida

Redação/Hourpress

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de cardiopatia congênita no Brasil, sendo que 40% delas precisarão de cirurgia ainda no primeiro ano de vida. Por isso, neste Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país e referência nacional em cardiologia, reforça a importância do diagnóstico precoce, ainda durante a gestação ou nas primeiras horas após o nascimento.

 

A cardiologista pediátrica Cristiane Binotto explica que as cardiopatias congênitas são alterações estruturais no coração que ocorrem no período embrionário. “O ecocardiograma fetal consegue identificar a maior parte dessas modificações. E o diagnóstico precoce determina a necessidade de procedimentos invasivos no período fetal, neonatal imediato ou tardiamente no primeiro ano de vida ou durante a infância”, ressaltou a médica, responsável pelo Serviço de Cardiologia do Hospital.

 

Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico precoce é fundamental para garantir a qualidade de vida dos pacientes. Aproximadamente 90% dos casos podem ser descobertos ainda ao longo da gestação ou no início da vida. Além do ecocardiograma fetal, durante o pré-natal, é possível diagnosticar cardiopatias cianóticas por meio do teste do coraçãozinho, que é realizado entre 24 horas e 48 horas, ainda na maternidade. Um avanço significativo foi a sanção da Lei 14.598, em junho de 2023, que garante a realização de ecocardiograma e ultrassonografia para gestantes na rede pública de saúde.

 

Cada caso de cardiopatia congênita é único e tem uma abordagem terapêutica específica indicada pelo médico. O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos em conjunto com o acompanhamento clínico. Mas, em situações mais graves, pode ser indicado o cateterismo, cirurgia cardíaca ou transplante de coração.

 

Sinais de alerta


O acompanhamento médico desde a gestação é essencial, mas alguns sinais clínicos podem indicar a presença de uma cardiopatia. Ficar atento a esses sintomas pode ajudar a garantir o diagnóstico e o tratamento em tempo hábil.
 

Em bebês:

  • ponta dos dedos e/ou língua roxas;
  • transpiração e cansaço excessivos durante as mamadas;
  • respiração acelerada mesmo em repouso;
  • dificuldade para ganhar peso;
  • irritação frequente e choro sem consolo.

Em crianças:

  • cansaço durante atividades físicas e dificuldade de acompanhar outras crianças;
  • ganho de peso e crescimento abaixo do esperado;
  • infecções pulmonares frequentes;
  • lábios roxos e palidez ao brincar;
  • batimentos cardíacos acelerados;
  • desmaios.