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sábado, 27 de junho de 2026

Todos os anos nascem 30 mil crianças com cardiopatia congênita

                                            Camila Hampf/Hospital Pequeno Príncipe


Radiografia da Notícia

Cerca de 90% dos casos podem ser descobertos ainda na gestação ou no início da vida

Redação/Hourpress

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de cardiopatia congênita no Brasil, sendo que 40% delas precisarão de cirurgia ainda no primeiro ano de vida. Por isso, neste Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, o Hospital Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país e referência nacional em cardiologia, reforça a importância do diagnóstico precoce, ainda durante a gestação ou nas primeiras horas após o nascimento.

 

A cardiologista pediátrica Cristiane Binotto explica que as cardiopatias congênitas são alterações estruturais no coração que ocorrem no período embrionário. “O ecocardiograma fetal consegue identificar a maior parte dessas modificações. E o diagnóstico precoce determina a necessidade de procedimentos invasivos no período fetal, neonatal imediato ou tardiamente no primeiro ano de vida ou durante a infância”, ressaltou a médica, responsável pelo Serviço de Cardiologia do Hospital.

 

Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico precoce é fundamental para garantir a qualidade de vida dos pacientes. Aproximadamente 90% dos casos podem ser descobertos ainda ao longo da gestação ou no início da vida. Além do ecocardiograma fetal, durante o pré-natal, é possível diagnosticar cardiopatias cianóticas por meio do teste do coraçãozinho, que é realizado entre 24 horas e 48 horas, ainda na maternidade. Um avanço significativo foi a sanção da Lei 14.598, em junho de 2023, que garante a realização de ecocardiograma e ultrassonografia para gestantes na rede pública de saúde.

 

Cada caso de cardiopatia congênita é único e tem uma abordagem terapêutica específica indicada pelo médico. O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos em conjunto com o acompanhamento clínico. Mas, em situações mais graves, pode ser indicado o cateterismo, cirurgia cardíaca ou transplante de coração.

 

Sinais de alerta


O acompanhamento médico desde a gestação é essencial, mas alguns sinais clínicos podem indicar a presença de uma cardiopatia. Ficar atento a esses sintomas pode ajudar a garantir o diagnóstico e o tratamento em tempo hábil.
 

Em bebês:

  • ponta dos dedos e/ou língua roxas;
  • transpiração e cansaço excessivos durante as mamadas;
  • respiração acelerada mesmo em repouso;
  • dificuldade para ganhar peso;
  • irritação frequente e choro sem consolo.

Em crianças:

  • cansaço durante atividades físicas e dificuldade de acompanhar outras crianças;
  • ganho de peso e crescimento abaixo do esperado;
  • infecções pulmonares frequentes;
  • lábios roxos e palidez ao brincar;
  • batimentos cardíacos acelerados;
  • desmaios.

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