Destroços do avião que caiu numa das casas em Santos (SP)
Luís
Alberto Alves
O anúncio pela Aeronáutica, hoje (15), de que
não foram encontrados quaisquer diálogos na caixa preta achada no local onde
caiu o avião que matou o candidato à presidência do Brasil, Eduardo Campos, na
quarta feira (13) em Santos (SP) acendeu a luz amarela no PSB, (Partido
Socialista Brasileiro), agremiação a qual pertencia Campos.
O deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS),
líder do partido na Câmara, vai exigir na Justiça o direito de acompanhar as
investigações, atualmente sob sigilo. Segundo ele vários pontos merecem
explicações mais detalhadas. “Nos informaram que na região haviam dois drones
(aviões não tripulados) da Aeronáutica na hora do acidente. Antes desmentiram,
depois confirmaram, ressalvando que eles estavam distantes”, explicou.
Albuquerque não se conforma com a
justificativa de que o áudio disponível na caixa preta do avião que caiu não
corresponde ao voo terminado tragicamente em Santos (SP). Para ele e a cúpula
do PSB, qual a razão para não ter gravado qualquer diálogo entre os pilotos, nas
duas horas antes do desastre? Albuquerque ressaltou que a aeronave era nova e
moderna e os pilotos, profissionais experientes.
Mesmo não sendo especialista em aviação, o
parlamentar enfatiza que é a primeira vez a ouvir a história num acidente deste tipo em
que a caixa preta não corresponde ao voo. Segundo ele seria a primeira vez que
esse aparelho deixou de registrar os diálogos na cabine nas últimas duas horas
de voo.
De acordo com análise inicial de peritos, o
avião estaria em grande velocidade quando bateu no solo, abrindo cratera de 4
metros de profundidade. Segundo testemunhas, o aparelho ainda no alto exibia
chamas, mas estranhamente esses depoimentos continuam ignorados pela equipe de
investigação.
Segundos antes de cair, outra testemunha
afirmou ter visto a aeronave soltar fumaça esbranquiçada pelas turbinas e
voando baixo fazia barulho muito forte, provocando a quebra de vidraças dos
imóveis próximo do local onde caiu. De acordo com o morador parecia que os
pilotos tentavam controlar o avião.
Existe hipótese de que uma das turbinas da
aeronave explodiu, ainda no ar, provocando a perda de controle e a queda. Populares
de prédios próximos ao local onde o aparelho se destroçou, afirmaram que após
ele arremeter, logo em seguida mergulhou de bico, para explodir pouco depois,
matando os sete ocupantes a bordo.
Parte da turbina do avião que caiu em Santos (SP), matando sete pessoas, entre elas o político Eduardo Campos
Luís
Alberto Alves
Lembro de que há 14 anos era secretário de
redação num jornal da Grande SP e um rapaz veio falar comigo. Com vários papéis
nas mãos passou a mostrar mapas da Europa enfatizando que o mundo iria acabar
na próxima semana. Pediu para publicar reportagem para as pessoas se
preocuparem com elas mesmas, para ocorrer arrependimento mais tarde. Estamos em
2014 e tudo aquilo não passou de loucura. Quando saiu da minha sala, joguei a
papelada no lixo.
Em 2008, já trabalhando como editor chefe no
Metrô News outro doido veio conversar comigo exibindo várias páginas de suposto
processo contra candidato a prefeito em Guarulhos, segunda maior cidade do
Estado de SP, com 1,3 milhão de habitantes. Agindo como dono da verdade me
garantiu que o tal político já era condenado e logo estaria atrás das grades. O
eleitor, segundo ele, não poderia correr o risco de votar em alguém que
passaria o resto dos seus dias na prisão. Examinando a papelada
criteriosamente, tudo era falso.
Agora com a morte do candidato à presidência
do Brasil, Eduardo Campos (PSB), na queda do avião na cidade Santos (SP), ontem
(13) de manhã, volta à cena a mesma teoria de suposta sabotagem na aeronave. Os
alucinados na busca por segundos de fama apelam para o misticismo tentando
provar o improvável. Dizem que a soma dos números da idade de Campos (49) na
numerologia totaliza 13, que ele morreu no mesmo dia em que se comemora o óbito
do avô, Miguel Arraes, que os interessados pelo acidente, na visão deles o PT,
tem o número 13 e pasmem: nem o DDD de Santos escapou, pois tem o prefixo 13.
No jornalismo aprendi nos meus 30 anos de
profissão que devemos desconfiar sempre, além de termos sensatez. Jamais
embarcando na conversa fiada de ninguém. Para ser notícia são necessários dados
confiáveis. Pelo pouco que conheço de aviões, os momentos mais perigosos são na
decolagem e pouso, quando a aeronave, independente do tamanho pode explodir,
caso o piloto cometa qualquer falha. Na subida os tanques estão cheios, e se o
aparelho não ganhar grande velocidade para sair da pista, pode cair logo adiante
e provocar desastre fatal.
Concreto
Quando ocorre o pouso, o avião está a grande
velocidade, por volta de 350 km/h, as turbinas invertem o funcionamento
deixando de sugar o ar para trás, fazendo movimento contrário, ajudando na
frenagem da aeronave. Visto que só os freios das rodas não param o aparelho.
Caso quebre o trem de pouso, ele vai bater com o dorso no concreto duro da
pista, provocando faíscas e sua explosão, alimentada pela rápida combustão do querosene
de aviação, mais inflamável do que a gasolina.
Pelo que apurei nos noticiários, o mau tempo
impediu o pouso do avião que levava o candidato Eduardo Campos à cidade de
Santos (SP). Em virtude disso o piloto arremeteu (quando estava próximo da pista
resolveu subir rapidamente). Da baixa velocidade, ele acelerou para ganhar
altura e continuar voando sobre o local até o tempo melhorar ou então
aterrissar em outro aeroporto.
Talvez esse foi o ponto x que teria provocado
o acidente. Ao ganhar altura rapidamente, o aparelho teria perdido o controle
ou sofrido alguma pane. De acordo com alguns moradores, segundos antes da
queda, o avião passou sobre algumas casas com forte barulho das turbinas,
semelhante a um zumbido bem forte, soltando fumaça branca. Outros garantem ter
visto chamas na fuselagem. Logo ele caiu, batendo num prédio residencial e
explodindo.
Não é possível alegar falta de prudência dos
pilotos. Segundo autoridades que participaram do resgate dos restos mortais das
sete vítimas, eles levaram o aparelho para uma área próxima de um bambuzal,
livre para pouso de emergência. Mesmo sabendo que poderiam morrer, evitaram ao
máximo cair na região central da cidade, onde o número de vítimas poderia alcançar
várias pessoas. Diante disso é loucura ou falta de bom senso afirmar que a
queda da aeronave foi atentado ou sabotagem. Pensar assim é viajar na maionese,
atitude de alguém que não tem nada para fazer na vida.
Muitos filhos mais são parecidos com lobos em pele de cordeiro
Luís
Alberto Alves
“Pai, você é um vacilão (bobo).
Não sabe nem escolher um tênis de marca. Não vou usar esse tênis de baciada (de
marca desconhecida). Enfia ele no teu c...”, esbravejou o adolescente de 14
anos ao receber de presente o calçado entregue pelo pai, que sustenta a família
de cinco pessoas, com o minguado salário
de R$ 2.500,00 de motorista de ônibus na periferia de São Paulo, ajudado pela
esposa que ganha R$ 60,00 diários para fazer faxina nas casas do Jardim Europa,
onde mora parte da elite brasileira.
Mas a discussão não ficou restrita ao menino.
Logo a irmã, de 16 anos, engrossou a voz com a mãe: “Será que preciso virar
vapor (pessoa que entrega drogas aos dependentes endinheirados) para conseguir
aquela bermuda que lhe pedi faz dois meses? Caramba, nesta casa só pensamos em
comer. Cadê minha sandália e o celular de dois chips da Sony?”
Atualmente a rebeldia é marca registrada na
maioria das famílias brasileiras. Filhos desobedecem aos pais, xingam e os
maltratam. Não têm educação. Exigem calçados e roupas de grife, mesmo sabendo
que nem todos gozam de ótima situação financeira. Amparados pelo ECA (Estatuto
da Criança e Adolescente) partem para o confronto e quando levam um tapa na
cara, correm às delegacias dizendo que são agredidos diariamente e a Justiça
enquadra os pais.
Eletrônicos
O consumismo em alta faz a cabeça dos
adolescentes. Colocam nas suas frágeis mentes que para merecer respeito precisam
usar determinada marca de roupa, calçado, aparelhos eletrônicos e cortes de
cabelo. Do contrário serão excluídos da turma. Sem trabalho, passam a
pressionar os pais para que comprem os objetos desejados por eles. Mas nem
sempre essa equação é solucionada e o conflito estoura.
Envenenados pela rebeldia não pensam duas
vezes para agredir com palavrões os pais. É o primeiro passo rumo ao crime
organizado, na busca por dinheiro fácil e satisfazer sua fome de comprar o que
a internet e televisão despejam incessantemente nas suas cabecinhas. Muitas
meninas usam o sexo para se aproximar de menores infratores. Aspiram ao
conforto, nem que para isso paguem alto preço no futuro.
Com uma sociedade onde os valores foram invertidos,
onde o certo é errado e este é certo, é difícil os pais conterem a rebeldia dos
filhos. Oposto de décadas passadas, os adolescentes de 14 anos hoje, em muitas
vezes, mais parecem adultos por causa da elevada estatura. As meninas dessa
mesma idade aparentam mulheres adultas, com o corpo bem desenvolvido, cheio de
sedução.
Responsabilidade
Geralmente o clima fica pesado na maioria dos
lares brasileiros. Em algumas casas, os pais não conseguem mais impor suas
vontades. Permanecem a reboque de adolescentes que se julgam sabedores da
verdade, sem qualquer noção da responsabilidade de colaborar, em vez de só
cobrar. Alguns partem para agressão, tornando a vida da família um inferno.
Solidariedade é palavra desconhecida nesta
geração adolescente. Muitos não lavam sequer o prato e copo onde tomam café.
Tratam os pais como empregados. Na classe média baixa, são poucos os filhos que
ajudam na faxina da casa. Para eles é descrédito alguém pegar a vassoura para
limpar o chão. As meninas são bem arredias. Quando percebem a intenção da mãe,
procuram sair rápido de casa e retornar mais tarde.
Neste ritmo de vida ninguém sabe qual a cor do
futuro dessa juventude. Imaginam que o mundo tem a obrigação de ceder aos seus
caprichos. Quando perceberem a dureza da realidade da vida, como irão encarar a
situação? É fácil viver sob a barra da saia da mãe e braço do pai, porém chega
o dia de andar com as próprias pernas. De tomar decisões sozinhos, algumas
delas de grande impacto mais adiante. O rebelde costuma sofrer bastante até
conhecer as duras regras da faculdade da vida.
Robin Williams no inesquecível filme "Bom Dia Vietnã"
Luís
Alberto Alves
A sabedoria popular diz que cada pessoa tem
uma cruz para carregar durante a vida, e o seu peso é proporcional. A minha não
serve para você nem a tua para mim. Às vezes imaginamos que artistas e
personalidades famosas não tenham problemas. Vivem num mundo cor de rosa,
bonito, sem nenhum tipo de aflição. Mentira. Eles enfrentam barreiras, talvez
intransponíveis para o cidadão comum, acostumado a dirigir automóveis populares
ou andar igual sardinha em lata no transporte coletivo.
O suicídio do ator Robin Williams é a ponta do
iceberg dessa polêmica questão. Quais motivos levariam alguém, teoricamente bem
de vida, a se matar? Profissional badalado em Hollywood e longe do ostracismo,
onde muitos de seus colegas estão jogados, ele teria se enforcado, por motivos
até agora desconhecidos.
Infelizmente nunca temos condições de saber o
que se passa na cabeça de uma pessoa depressiva. Ali, trancada nesse tenebroso
mundo, o futuro suicida sofre no silêncio. Não consegue colocar para fora a
amargura guardada no fundo da alma. Por razões desconhecidas perde as forças
para vencer os fantasmas responsáveis pela perda de vontade de continuar
sobrevivendo.
As cobranças existem nos diversos seguimentos
onde trabalhamos. O técnico de futebol ganhará elogios da torcida enquanto o
time ganhar títulos. Quando começar a descer a ladeira da derrota, logo ganhará
o bilhete azul, engrossando o time dos desempregados. O Barcelona fez isto
quando voltou ao patamar das equipes comuns, levando tremenda goleada do
Atlético de Madrid. O mesmo ocorreu com Felipão após os inesquecíveis 7 a 1 da
Alemanha nesta Copa do Mundo de 2014.
Festivas
Por causa do nosso ritmo frenético de vida
deixamos de prestar atenção ao nosso próximo. Às vezes falamos pouco até com
filhos, esposa ou esposo. Primos e tios são lembrados nas datas festivas de
final de ano. O vizinho do lado deixa de ser alguém interessante, até ouvirmos
a notícia de que colocou fim à própria vida.
Quantas vezes esquecemos de conversar com
nossos filhos. Sentarmos ao lado deles na sala ou cama para sabermos o que
fazem na escola ou faculdade. Questionar ou até mesmo perguntar a respeito de
algum problema ou desabafo. Optamos pela tática do presente, de preferência
eletrônicos. Esquecemos que presente não compra amor, porém amor adquire
presentes.
Hoje a solidão marca forte presença nos
condomínios de apartamentos luxuosos. Da rua olhamos para o imenso prédio e
imaginamos que ali só moram pessoas felizes, sem qualquer tipo de problema. Conheci
um empresário residente num desses imóveis, decorado com mobília de bom gosto. A
crise familiar envolvendo filhos e esposa quase o levou a pular pela janela na
busca do alívio que a morte não iria lhe proporcionar.
Outros, principalmente artistas e esportistas,
após deixarem de interessar às colunas sociais, iludem a solidão com doses
elevadas de drogas, principalmente álcool. Lembro de famoso cantor, que morreu
fazendo sucesso, dono de voz linda e admirado por jovens nas décadas de 1970 e
1980. Num desabafo confessou que contratava prostitutas para dormir ao seu
lado, quando estava sozinho em casa. Não fazia sexo com elas, deseja apenas
companhia.
Solitário
Nem a fama e o dinheiro serviram para aplacar
a dor de viver solitário. Nos shows era perseguido pelas meninas de 18 anos.
Não era bonito, mas por causa da suas lindas canções, a maioria sucesso até
hoje, precisava ceder aos abraços e beijos das fãs. As garotas desconheciam que
o ídolo delas estava carente de carinho.
O sucesso é algo solitário. O profissional
vive esta experiência sozinho. Mesmo cercado de inúmeras pessoas. Cai no
círculo vicioso de manter longe o fracasso. Passa a concentrar forças apenas no
seu desempenho. Alguns nem dormem mais direito. Levam o trabalho para casa e
dividem as tarefas com a família.
Quantas pessoas não continuam discutindo com
esposa e filhos o acontecido dentro da empresa. Falam do funcionário língua
solta, do invejoso, da inveja e do puxa tapete. Em vez de falarem de assuntos
relacionados ao casal, persistem nos assuntos de emprego. Quanto mais tempo de
empresa tiver, essa postura vai perdurar. É a forma de mostrar sua importância
naquele local.
Nenhum empresário pratica caridade com
trabalhador. Ele é pago para gerar lucro, manter a máquina funcionando em bom
estado. Após deixar de render o necessário e passar a enfrentar problemas de
saúde, logo sentirá o gosto amargo da demissão. Independente de quantos anos
tenha naquele local. É regra básica do mercado.
Filmes
Porém o que leva um profissional cortejado
pelo mercado, apesar de estar com 63 anos, resolver se matar? Como ocorreu com
Robin Williams? A indústria do cinema dos Estados Unidos sabia que ele poderia
continuar proporcionando muito lucro através de bons filmes. Não era alguém
desprezível, igual carta de baralho, nem muito menos jogador de futebol já
enfraquecido pelo peso da idade. Estava no ápice.
Os seus familiares eram próximos dele ou vivia
isolado dentro de casa? Tinham ouvidos abertos sempre para os desabafos dele ou
apenas gostavam dos personagens inesquecíveis interpretados nos inúmeros filmes
em que trabalhou? Talvez nunca iremos conhecer as respostas. Quem poderia falar
a respeito disso levou esse segredo para o além: o próprio Williams.
Que a morte desse grande ator sirva de alerta
para todos nós. Precisamos abrir nossos olhos e passar a prestar atenção aos
nossos familiares. Investir tempo visitando amigos e parentes que não vimos há
muito tempo. Jogar um pouco de conversa fora. Deixar de lado, por algumas
horas, a massacrante rotina profissional. Sentarmos à mesa, sem qualquer
etiqueta, comermos pão com as mãos, enfiarmos o dedo no copo de requeijão cremoso
e colocarmos a conversa em dia.
Ficar em silêncio ouvindo o nosso amigo ou
parente falar de suas lutas e vitórias. Prestar atenção aos projetos que ainda
sonha concretizar, mesmo que para nós pareçam utopias. Tudo de forma bacana,
deixando smartphone desligado, longe das infalíveis redes sociais, para sermos
instrumentos que possa impedir aquela pessoa de achar que o problema da solidão
é resolvido pelo suicídio. Como animais sociais, o individualismo não deve
continuar prevalecendo em nossas vidas.
Crianças mortas na ofensiva israelense na Faixa de Gaza
Luís Alberto Alves
Hoje (08) com quase 2 mil mortos,
entre eles 430 crianças, a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza mostra
que os extremos nunca vão entrar em acordo. Eles lutarão até o fim tentando se
aniquilar, igual o cachorro correndo atrás do próprio rabo. Do lado hebreu, a
extrema direita tem o controle do governo do país e abusa do poder bélico para
aniquilar a gestão terrorista do Hamas.
Já faz algum tempo que
Israel é atacado pelos foguetes lançados pelos extremistas escondidos em Gaza.
Antes, quando ela estava sob controle da All Fatah, grupo político mais
moderado dos palestinos, dirigido muitas décadas por Yasser Arafat, existiam
atentados, mas havia boa vontade de negociar a paz com os israelenses.
Após serem expulsos do
poder pelos malucos do Hamas, a população civil passou a sofrer, quando a
extrema esquerda assumiu o governo. Satélite do Irã, os terroristas desse bando
de doidos prometeram aniquilar Israel do Oriente Médio.
Tanque israelense atacando guerrilheiros do Hamas
Para entender essa piada
de mau gosto, é o mesmo de um lutador raquítico e despreparado desafiar nos
bons tempos o boxeador George Foreman ou Joe Frazier para o combate ou alguém
dirigindo um carro caindo aos pedaços ousar entrar na pista de Fórmula 1 e
tentar vencer a Ferrari ou Williams.
Claro que a reação
israelense foi desproporcional. Usaram tiro de canhão para matar formiga.
Orientados por um governo de extrema direita, envenenados pelos políticos do
Likud, partiram rumo ao combate e transformaram a Faixa de Gaza num pedaço do
inferno. A população civil pagou pelas bravatas dos dirigentes do Hamas.
A palavra paz é
desconhecida pelos governos de Israel e Hamas, ambos dominados por extremistas.
No meio ficam os pacifistas, tanto do lado judeu quanto do palestino, cansados
de tanto derramamento de sangue. Entenderam que nessa luta, os beneficiários
são os mercadores de armas, interessados em manter eternamente essa guerra.
O povo judeu sofreu muito
na Segunda Guerra Mundial, entende a dor de viver a perseguição, de perder
parentes embaixo de bombas ou fuzilados no paredão. Os pacifistas israelenses
entendem a dor de pais palestinos obrigados a enterrar filhos ou toda família,
a cada bombardeio desferido contra a Faixa de Gaza.
Mas eles são minoria.
Neste conflito infelizmente quem acaba ganhando é o terrorismo semeado pelo Hamas
e a sede voraz das Forças Armadas israelense. Mesmo que seja assinado algum acordo.
Logo ele será quebrado. Extremistas nunca vão sentir bem com a calma trazida
pela paz. Infelizmente o cheiro doce de sangue e ardido das bombas caindo no
campo de batalha os domina há várias décadas.
No dia mau são poucos os amigos a estender as mãos
Luís
Alberto Alves
Os grandes amigos são conhecidos e aparecem
nos momentos de dor, do contrário não passam de colegas, interessados na
mordomia proporcionada por sua companhia. Quando chega o final de ano é comum,
principalmente no trabalho, todos serem “amigos”. Tapinhas nas costas não
faltam, além de melosos elogios. Nosso ego fica tão inflado que corremos o
risco de morrermos de explosão.
Dentro dos bares, com a mesa repleta de
cerveja e tira gosto, a falsa amizade impera. Até os defeitos recebem elogios.
Afinal de contas o objetivo dos aproveitadores é encher a barriga sem colocar
um centavo para ajudar pagar a conta. A falta de malícia dificulta conhecer o
joio misturado ao trigo. Por causa do politicamente correto, fechamos nossa
boca evitando qualquer tipo de crítica.
Infelizmente o mundo é habitado por pessoas de
má índole. Interessadas apenas em sugar. Não há no coração deste tipo de gente
amor, apenas a doente vontade de levar vantagem em tudo. As modelos, atualmente
eufemismo de garota de programa, exercem esse papel de forma esplêndida. Juram
amores pelo homem mais feio e fedido da fase da terra, desde que sua conta
corrente esteja sempre abastecida.
Não se importa de pagar mico nas festas onde é
obrigada a comparecer para justificar o investimento na vida financeira do bobo
escolhido para ficar pobre após algum tempo. Estão ao lado do infeliz apenas
nos momentos de riqueza, de fartura e cartão de crédito de valor ilimitado para
comprar dezenas de sapatos, vestidos e perfumes. O filho de um bilionário
decadente levou um pé no traseiro após o pai começar a ficar pobre.
Sórdido
Quem se encaixa neste sórdido perfil são os
gerentes de bancos. Reparem que na época de muito dinheiro na conta, eles
tratam o cliente como reis. Atendem até fora do expediente. Dependendo da
quantia aplicada e disponível, a grana é entregue em casa ou empresa.
Exatamente como agem as prostitutas. Aceitam qualquer tipo de perversão durante
o relacionamento sexual, quando chegam às suas mãos altos valores.
Beijam a boca exalando mau hálito, fazem sexo
oral e aceitam qualquer tipo de posição e até satisfazem as mais estranhas
fantasias, desde que o dinheiro seja farto. Não é amizade ou amor esse tipo de
comportamento: é interesse. Algo mercantilista. Tudo movido para obter a maior
quantidade de dinheiro que possa ser obtida daquela pessoa.
No auge da carreira dos esportistas, sejam
jogadores de futebol, basquete ou vôlei, esses dois últimos nos Estados Unidos
e Europa, os atletas são cortejados por mulheres lindas, algumas delas
freguesas das capas das maiores revistas de moda do mundo. Fisgam o bobo com a
conversa de que estão apaixonadas. Engano! Visam apenas o dinheiro e a boa vida
que terão ao lado do otário, enquanto ele tiver ótima condição econômica e
fama. Depois será chutado para escanteio.
Fazem isso sem qualquer remorso. Ordinários
não sentem amor por ninguém. Ególatras adoram a sim mesmo. O mais importante é
estar bem financeiramente. Calculistas, aturam ficar ao lado daquele alguém até
concretizar a meta de arrancar o maior volume de dinheiro. Quando a fonte
estiver secando, pula do barco, como fazem os ratos ao sentir que o naufrágio se
aproxima.
Mau
Infelizmente só nos maus momentos é que
conhecemos os verdadeiros amigos. Pessoas preocupadas com nossa dor. Não medem
esforços para nos ajudar. Às vezes abrem mão do seu conforto para proporcionar
conforto a alguém afligido pela dor. Para elas o mais importante é fazer com
que você volte a ter força para continuar na caminhada.
Essas pessoas existem no trabalho, vizinhança,
faculdade ou mesmo dentro da igreja onde temos encontro com Deus. São sinceros.
Ajudam sem obter nada em troca. Também não abrem a boca para comentar que o dia
mau chegou a sua vida. Guardam para elas os terríveis dias que todos
atravessamos nesta vida.
São elas que nos dão
força para continuar na estrada, às vezes cheia de poeira da mágoa, do descaso,
da injustiça, do abandono e da infelicidade. Nesta sociedade consumista,
acabamos educados para vivermos apenas o melhor. Iludem-nos que estaremos
eternamente nos braços da bonança. Mentira. Existem as noites de fome. Do tempo
da fragilidade, onde desejamos o colo ou ombro amigo de alguém.
Os consultórios de psicanalistas estão cheios
de clientes que não agüentaram o abandono na hora má. De ficarem sozinhos na
batalha, quando necessitavam de ajuda, principalmente psicológica. Nem todos têm
estrutura emocional para permanecer de pé após a perda de um ente querido ou
até me
smo do trabalho onde imaginou que permaneceria vários anos até a
aposentadoria. Os verdadeiros amigos aparecem nesse delicado instante, para dar
a injeção de ânimo para nossas almas. Eles merecem o eterno carinho. São
verdadeiros.
Apesar da beleza, a atriz Mrylin Monroe era depressiva e dependentes de calmantes
Luís
Alberto Alves
Atualmente a depressão atinge mais de 350
milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da OMS (Organização
Mundial da Saúde). Mas qual a razão para o ânimo ficar para baixo quando
vivemos numa época de grandes avanços tecnológicos? Diferente do passado,
inúmeras doenças estão sob controle da Medicina. Até o temível câncer, quando
descoberto a tempo pode ser tratado.
Mas para muitos, o avanço da Ciência não
conseguiu curar e cicatrizar as feridas da alma. Chagas existentes naqueles,
que na maioria das vezes estão circulando entre a multidão, mas completamente
desamparados. Sem qualquer confiança no presente e futuro. Mesmo exercendo boa
profissão e ganhando excelente salário, não conseguem encontrar motivos para
continuar vivendo.
Nas mesas de bares é possível identificar o
depressivo, principalmente nos finais de semana. São homens ou mulheres que
escolhem mesas afastadas, bebem vários copos de bebidas sem ninguém ao redor. No
tempo ali permanecido, não puxam conversa ou tentam fazer amizade. Estão
trancadas no mundo de ilusões perdido dentro do coração.
A célebre atriz Marylin Monroe, supercobiçada
pela beleza de rosto e corpo na década de 1950, é exemplo da depressão. Mesmo
no auge da fama não conseguiu sentir o gosto doce da felicidade. Procurou
refúgio nos temíveis comprimidos de calmantes para espantar a dor da solidão. Responsável
por levar milhões de pessoas aos cinemas para assistir aos seus filmes e desejada
por inúmeros homens, Marylin não teve forças para escapar das garras da
depressão e morreu ainda jovem entupida de barbitúricos.
Reféns
Nos pontos de drogas, a maioria dos viciados é
composta de pessoas depressivas. Independente da classe social, cor, sexo ou
religião. Buscam refúgio nos entorpecentes para tentar sentir um pouco de
alegria. O desespero para deixar longe a depressão os leva a cair de braços
abertos na overdose. Todo dependente químico sonha em ficar “ligado” durante horas
e passa consumir maior quantidade de droga, do que o organismo consegue agüentar.
O cérebro e coração não resistem ao ataque e deixam de funcionar, provocando a
morte.
Atualmente pais e mães trabalham fora e deixam
os filhos aos cuidados de babás ou mesmo com vizinhos, quando a condição
econômica não é boa. Ao retornar para casa, cansados, reservam pouco tempo às
crianças e adolescentes. Esgotados, fazem as refeições assistindo à televisão
ignorando os poucos minutos de atenção para aqueles rostinhos ansiosos em
sentir uma carícia ou ouvir alguma palavra de amor.
Para aumentar o problema, as crianças e
adolescentes recebem computadores e celulares, como forma de “cala boca”.
Envolvidos com as amizades virtuais das redes sociais, passam a viver num mundo
fantasioso. Têm inúmeros “amigos”, mas sem qualquer contato físico. Afastados
do convívio social com os pais, logo vão mergulhar nas drogas, na busca da paz
interior e carinho inexistentes dentro de casa.
O depressivo apresenta sinais como: pouco
interesse ou diminuto prazer em fazer qualquer atividade. Sempre está com
astral baixo, mesmo numa grande festa. Quando conversa deixa bem claro a falta
de perspectiva para o futuro. Curioso: mesmo sendo jovem, é comum dizer que
está velho.
Dormir
Às vezes encontra dificuldade para dormir ou
passa a ficar na cama muito tempo. Vive cansado, mesmo quando não realiza
qualquer atividade. Tem falta ou excesso de apetite. Usa comer bastante como
fuga dos problemas, mesmo quando é adolescente ou jovem. Acredita que é um
fracassado. Procura assumir qualquer problema que acontece na família, mesmo
quando não há qualquer envolvimento. Gosta de pegar as dores do mundo.
Numa rodinha de amigos o depressivo é
o mais lento para falar ou mesmo movimentar. Ocorre, também, de ficar bem
agitado, inquieto, andando para todos os lados, revelando que algo de estranho
está acontecendo. Para complicar acredita que morrendo tudo ficaria melhor.
Existem pessoas calmas e outras agitadas, isto
não significa que sejam depressivas. É entre os familiares que é possível
descobrir algo estranho, pois o comportamento sofre mudança radical. Existe o
período de luto, quando se perde o namorado ou namorada, é demitido ou mesmo
reprovado no vestibular. Mas logo passa. Com a depressão é diferente. O período
de tristeza continua. É como o carro atolado na lama.
Estes sinais nunca devem ser ignorados. É
errado deixar o depressivo entregue aos leões. Conversar com médicos ou mesmo
realizar algum tipo de terapia com ajuda de psicanalista são alternativas para
evitar que a depressão se transforme em suicídio. Problemas todas as pessoas
terão, mas existe solução para a maioria deles. Afinal de contas, Deus nunca
colocará uma cruz de peso desproporcional para alguém carregar.