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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Oposição continua apostando no pior




Para o tucano Aécio, quanto pior o Brasil, melhor

Luís Alberto Alves

De nada adiantou o anúncio da liberação de R$ 83 bilhões para reanimar a economia, durante encontro com notáveis no Conselhão, nesta semana em Brasília. A oposição, liderada pelo inconformado senador tucano Aécio Neves, que teve poucos votos para presidente da República em Minas Gerais, onde esteve no governo duas vezes, continua estérica.

Nada mereceu elogios. Só críticas e destrutivas. Falou que a presidente Dilma Rousseff (PT) fazia propaganda política visando tentar salvar sua péssima administração. Qual pessoa assiste passivamente o seu barco afundar e não esboça reação? Só os loucos agem assim. Dilma é desastrada, mas tenta salvar a pele e tem todo o direito de fazer isto.

Pelo discurso nervoso da oposição, continua a aposta no impeachment. Os problemas encontrariam solução sem o PT no poder. Num passe de mágica o desemprego cairia, acompanhada da redução drástica da inflação, as falências e concordatas aniquiladas e voltamos ao mar azul, diante de praias repletas de coqueiros.

Interpreto essas críticas como alguém que tenta apagar fogo jogando gasolina, em vez de água. É a insanidade de crer no prolongamento desta crise, para o Brasil explodir de vez. Não apresentam solução. Sem medo de errar, é o dedo da extrema-direita manipulando as peças do xadrez político no País. Age igual a extrema-esquerda, cujo discurso prega o fim dos empresários, e claro, sem eles perdemos os postos de trabalho.  Não é sensato pensar assim.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Geração umbigo




Luís Alberto Alves

Com exceção, os adolescentes de hoje os chamo de geração umbigo. Só olham para eles. Pensam no próprio conforto, além, claro, do egoísmo. Por outro lado, cultivam milhares de amigos virtuais e pede opinião a essa turma quando os pais compram roupas ou calçados para receber a aprovação.

Dentro de casa, na época das férias, imaginam que são personalidades artísticas. Pensam apenas em dormir, comer, navegar na internet até a madrugada e fazer as listas de exigências. Muitos detestam ouvir conselhos. Chamam de caretice. Conversa de velhos, como se eles nunca fossem chegar a esta fase.

Incrível é que o mundo do adolescente do século 21 se resume ao celular com acesso às redes sociais. O whatsApp é o deus dessa faixa da população. Ali abordam diversos assuntos, boa parte besteira. Não visualizam o futuro. Pensam apenas no hoje. Algo bem fulgaz.


Para esses meninos e meninas a vida é uma eterna festa. Os caprichos são todos satisfeitos. Não existe cobrança. Os patrões bons evitam passar tarefas ruins aos funcionários. Tudo é um mar de rosa. Olha tanto para o umbigo que se esquecem de andar para frente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Quando a miséria abraça o homem


Este homem não é o personagem desta matéria, mas com certeza ele não nasceu mendigo


Luís Alberto Alves

Na manhã de hoje (26)  presenciei uma cena deplorável: na calçada de uma rua, travessa da Avenida Conselheiro Furtado, Liberdade, Centro de São Paulo, encontrei um morador de rua, trajando roupas meio limpas, com mala de viagem e camisa e calça numa sacola. Ao seu redor lixo e moscas sobrevoando seu corpo. Falava palavras desconexas.

No início da tarde passei pelo mesmo local e ele estava dormindo quase no meio fio da rua e mais moscas pairando sobre seu corpo. Pensei em fotográfa-lo, mas me contive. Seria explorar a miséria alheia. Meditei sobre minha vida, a família linda que Deus me deu, o trabalho onde ganho meu sustento, numa época de tantas demissões, principalmente nas empresas jornalísticas, a saúde que permite a realização de diversas tarefas.

 O que levou aquele homem, de cerca de 38 anos, branco, magro, estatura mediana, a fazer da calçada sua casa? Por que falava palavras sem sentido, sentado perto de vários sacos de lixo? Tem ou já teve família? Qual razão para jogá-lo nesta situação humilhante? Através daquele morador de rua, Deus me fez refletir em questionar menos, agradecer mais e continuar mantendo foco na vida.

Tudo pode acontecer com o ser humano. Hoje de pé, amanhã caído ou vice-versa. O orgulho às vezes faz muitas pessoas pensarem que são indestrutíveis. Nunca o mal irá alcançá-la. Passam a agir irresponsavelmente. Perdem o respeito pelo próximo. Ignora os familiares, amigos e até mesmo Deus. É o caminho para a derrocada. Ninguém nasce mendigo. A vida o transforma. Alguns conseguem se levantar, outros morrem deitados, mergulhados no mar da miséria.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Aniversário da cidade que é mãe



A famosa Avenida Paulista das passeatas e da Corrida de São Silvestre, onde ficam grandes bancos

Luís Alberto Alves

A cidade de São Paulo completa mais um ano. Cresceu muito. Virou ponto de atração de vários povos. Por aqui é possível encontrar pessoas de diversos países. É amor à primeira vista. Não é bela igual o Rio de Janeiro, mas tem calor humano. Igual mãe, sempre encontra espaço para acolher outro habitante que veio tentar a sorte na cidade das oportunidades.

Tudo em São Paulo é gigantesco. A Zona Leste tem aproximadamente 5 milhões de habitantes. Maior do que diversos Estados brasileiros. Às vezes se anda quilômetros dentro de Sampa e ainda estamos no seu perímetro urbano. Do bairro de Santana (Zona Norte) até Interlagos (Zona Sul) , onde estão as pistas de corridas de Fórmula 1, são 33 quilômetros. Em alguns lugares essa distância já nos coloca fora da cidade.

Por dia, o Metrô paulistano transporta 4 milhões de passageiros. Os hospitais mais aparelhados estão nesta localidade que nasceu pelas mãos do padre José de Anchieta. O centro nervoso do dinheiro também marca presença por aqui. Assim como as principais montadoras de automóveis. A segunda maior rodoviária do mundo (a primeira é a de Nova York), o terminal do Tietê, é a porta de entrada de milhares de sonhadores que chegam todos os dias nesta cidade mãe.

Com quase 12 milhões de habitantes ficou conhecida como local onde a palavra trabalho é rotina. Aliás, o paulistano só vive apressado. O dia para ele tem seis horas. Mesmo no feriado não esquece o serviço. Até nas mesas de boteco, o assunto preferido é falar do lugar onde ganha o sustento. Todos os pontos negativos, como falta de praia, não tiram o charme de suas lindas meninas, de várias nacionalidades que desfilam sua beleza por suas ruas, avenidas e praças. Parabéns São Paulo.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cristovam Buarque coloca o dedo na ferida do PT



Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação no governo Lula

Luís Alberto Alves

O senador Cristovam Buarque (PDT/DF) colocou o dedo na ferida do PT ao julgar a gestão Dilma Rousseff (PT) e o envolvimento do partido nos recentes casos de corrupção denunciados e investigados pela Operação Lava Jato. Não está errado. É só ler (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160122_entrevista_cristovam_buarque_ab) e constatar o quanto é grave quando um partido deixa de lado a ética.

 Buarque foi ministro da Educação do governo Lula quando explodiu o escândalo do Mensalão. Experiente e diplomado pela escola da vida, percebeu que o Partido dos Trabalhadores estava comendo no mesmo coxo das agremiações que tanto criticou no passado.

Resolveu pedir o boné e descer do barco, assim como fez outros grandes quadros do PT nos últimos anos. Infelizmente o ex-presidente Lula imaginou que poderia enganar a todos em todo o tempo. Ingenuidade é característica das crianças. O discurso de perseguição da elite, meios de comunicação contrários às diretrizes do governo Dilma. Nada disso cola mais.


Na linguagem do Direito se diz que contra fatos não há argumentos. É notória a corrupção nos governos Lula e Dilma. Ou os delatores ganharam dinheiro para explodir a administração petista? Prefiro crer na ilusão de se eternizar no poder, como o PRI no México. Para isso, a ética foi jogada no lixo e surgiram as alianças com Sarney, Jader Barbalho, Maluf, ACM, Collor e o que há de pior no Brasil.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Spike Lee, no Brasil é pior



                                     
Cineasta Spike Lee

Luís Alberto Alves

O desabafo do cineasta Spike Lee a respeito da falta de diretores negros indicados ao Oscar 2015 soou como bomba no meio artístico de Hollywood. Mesmo assim, os Estados Unidos dão chance para artistas de pele escura aparecerem nos filmes, não apenas como empregados e bandidos, mas em papeis bons.

O Brasil, com 50% da população composta de negros, é segregacionista também no mercado de cinema (que praticamente inexiste no país) e televisão. Os artistas não brancos aparecem em novelas como bandidos, palhaços, empregados domésticos, corruptos e as mulheres ganham destaque nas figuras de prostitutas, faxineiras ou criminosas.

 São poucos os artistas na direção de filmes, novelas ou minisséries. Até nos telejornais os negros são figuras raras. Para quem não conhece o Brasil, ao andar pelas nossas ruas e avenidas tomará um susto, porque dificilmente encontrará as louras e homens de olhos azuis ou verdes que são figuras marcadas nas tramas televisivas deste país.


Curioso é que os negros somam apenas 11% da população norte-americana, porém, mesmo de forma precária, estão presentes em todos os veículos de comunicação. Se Spike Lee ficou nervoso pela falta de indicado negros ao Oscar, imagino assistindo às novelas, minisséries e telejornais de nossas redes de televisão.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Na queda de aviões, a culpa sempre é do piloto....




Acidente matou sete pessoas

Luís Alberto Alves

É a mesma conversa fiada de sempre: em queda de avião, o culpado é piloto. Morto não fala, portanto é fácil culpá-lo por qualquer tipo de acidente. Foi assim com os dois aviões da TAM, que caíram próximo ao Aeroporto de Congonhas, em SP, nas décadas de 1990 e 2000.

O mesmo se repete com o Cessna Citation, cujo comando estava nas mãos de Marcos Martins. A aeronave explodiu no solo de Santos em 13 de agosto de 2014, matando o então candidato do PSB (Partido Socialista Brasileiro) e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e outras seis pessoas.

Investigações da Aeronáutica chegou à “conclusão” que uma sequência de falhas humanas contribuiu para o acidente fatal. Tudo parecido com filme que já sabemos o enredo. Nada muda. É raro os estudos dessas autoridades apontarem erros técnicos nos aviões.

 Nem mesmo o testemunho de moradores presenciando a aeronave perdendo altura, com sinais de pane nas turbinas influencia a opinião da Aeronáutica. Talvez para não ocorrer conflito com os fabricantes dos aviões. Sabem que os mortos jamais abrirão a boca para se defenderem.