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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Do Crime Praticado pelo Ministro da Educação

 



É inadmissível uma manifestação nesse teor

*Marcelo Válio

Como já vinha alertando há algum tempo, infelizmente o governo federal atual continua com sua investida contra os direitos conquistados pelas pessoas com deficiência, negando a inclusão e tentando vetar os mínimos direitos previstos em lei.
O Ministro da Educação, apontou que os estudantes com deficiência “atrapalham” o aprendizado de outros alunos e ressaltou que "no passado, primeiro, não se falava em atenção ao deficiente. Simples assim. Eles fiquem aí e nós vamos viver a nossa vida aqui. Aí depois esse foi um programa que caiu para um outro extremo, o inclusivismo. O que é o inclusivismo? A criança com deficiência era colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia. 

Ela atrapalhava, entre aspas, essa palavra falo com muito cuidado, ela atrapalhava o aprendizado dos outros porque a professora não tinha equipe, não tinha conhecimento para dar a ela atenção especial. E assim foi. Eu ouvi a pretensão dessa secretaria e faço alguma coisa diferente para a escola pública. Eu monto sala com recursos e deixo a opção de matrícula da criança com deficiência à família e aos pais. Tiro do governo e deixo com os pais”. Tal fala é tão absurda que demonstra a total falta de conhecimento do Ministro da Educação frente aos direitos das pessoas com deficiência.

É inadmissível uma manifestação nesse teor, pois discriminatória, criminosa e capacitista.
Tenta o Ministro da Educação emplacar novamente a ideia do Presidente da República que por decreto, tentou mudar a política de educação para pessoas com deficiência, priorizando as chamadas "escolas especiais" em detrimento da inclusão, declarado inconstitucional pelo STF.
Além de ferir a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que é norma constitucional, fere a Lei Brasileira de Inclusão explicitamente.
É vergonhosa uma fala nesse sentido vindo de um Ministro da Educação, que deveria ao menos saber educar e não deseducar.

De rigor que o STF seja provocado pelos legitimados para apuração de crime de responsabilidade do Ministro da Educação e ocorra imediato pedido de impeachment do gestor público.
Conforme a Lei 1079/50, é permitido a qualquer cidadão denunciar o Presidente da República ou Ministro de Estado, por crime de responsabilidade, perante a Câmara dos Deputados.
Nesse sentido, passou da hora da punição paradigma a esses infratores capacitistas.
Enquanto não houver punições, as falas se propagarão e poderão aumentar ainda mais os atos contra as pessoas com deficiência em nossa sociedade.
Ignorar a lei desta forma proposital, falando absurdos nesse teor, é fato típico previsto na Lei 13.146/15 que o prevê como crime:

"Art. 88. Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput deste artigo é cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
"

Indispensável que tenhamos uma punição paradigma contra o Ministro da Educação, que tinha o dever de educar mas propaga ilícito penal discriminatório e isolamento daqueles que têm o direito de inclusão.
 
 *Marcelo Válio: graduado em 2001 PUC/SP, Marcelo Válio é especialista em direito constitucional pela ESDC, especialista em direito público pela EPD/SP.

Pesquisa: empresas têm preconceito em contratar deficientes

Agência Brasil


O estudo compreendeu 2032 entrevistas on-line com a população de todo o Brasil

Redação/Hourpress

De 21 a 27 de agosto é comemorada a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A data foi instituída pela Lei nº 13.585/2.017 e visa ao desenvolvimento de conteúdos para conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas de organização social e de políticas públicas para promover a inclusão social desse segmento populacional e para combater o preconceito e a discriminação.

O preconceito é sentido pela pessoa com deficiência, principalmente no mercado de trabalho. Apesar dos esforços atuais realizados por diversas empresas, ainda há um longo caminho para se adequar e se educar para a total inclusão do PcD. Segundo dados obtidos pelo Oldiversity, estudo realizado pelo Grupo Croma, 71% dos PcDs entrevistados acreditam que as empresas têm preconceito em contratar pessoas com deficiência e 32% revelam que já sofreram preconceito por apresentar alguma deficiência.  

A pesquisa ainda mostra que os entrevistados sentem falta de estrutura nas lojas, além de produtos e serviços voltados à pessoa com deficiência. Há um gap no mercado, uma grande oportunidade que não está sendo considerada pelas marcas. 63% dos entrevistados com deficiência acreditam que as marcas deveriam investir em lojas planejadas para PcDs, 61% declaram que as marcas deveriam investir em lançamento de produtos e serviços para PcDs.

No que se refere a propagandas, 54% dizem que as marcas deveriam investir em propagandas feitas para PcDs e 40% acreditam que as marcas estão se adequando para atender as PcDs.  

Para as PcDs, os segmentos de cosméticos, moda, entretenimento, alimentos e bancos são os mais associados à diversidade. 52% afirmam que os segmentos de cosméticos, beleza e higiene pessoal são os mais associados à diversidade pelas PcDs, seguidos de confecção e moda (25%), entretenimento e rede sociais (20%), alimentos e bebidas (19%) e bancos, financeiras e seguradoras (14%).  

O estudo compreendeu 2032 entrevistas on-line com a população de todo o Brasil, realizadas entre 23 e 31 de julho de 2020, com metodologia aplicada utilizando cotas de idade, gênero, região geográfica, classe socioeconômica, e cotas específicas de raça, orientação sexual e PcDs. A margem de erro é de 2 p.p. para amostra total, considerando nível de confiança de 95%. Os resultados foram ponderados para representar a população brasileira das classes ABC.

Saiba mais em: www.cromasolutions.com.br

Pandemia: antes da covid-19, 46,2% dos brasileiros estavam com contas atrasadas



Pesquisa realizada pelo IBGE aponta que cerca de 95,6 milhões de pessoas vivem em famílias com dificuldades para manter as contas fixas em dia

Luís Alberto Alves/Hourpress

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 46,2% das famílias brasileiras vivem com suas contas fixas em atraso por dificuldades financeiras.

O estudo realizado entre 2017 e 2018 apresentou que as contas básicas, como água e luz, são as principais atingidas pelo atraso. “37,5% dos brasileiros vivem em uma residência que não paga as contas básicas em dia. 26,6% atrasam as prestações de bens e serviços e cerca de 7,8% da população possui problemas em pagar o aluguel até a data do vencimento”, explica João Esposito, economista e CEO da Express CTB – accountech de contabilidade.

A pesquisa também demonstra que dentre as famílias que possuem dificuldades para honrar as contas básicas, 30,4% são chefiadas por pretos ou pardos, a maioria com baixo rendimento financeiro e nível de escolaridade inferior, com apenas o ensino fundamental completo.

“Os resultados divulgados pelo IBGE apresentam a existência da desigualdade racial até mesmo na hora de pagarmos nossas contas. Para se ter uma noção, 16,7% dos brasileiros vivem em lares sem acesso a serviços financeiros. Deste número, 11,7% são integrantes de famílias chefiadas por pretos ou pardos”, destacou o economista.

Pesquisa aponta aumento de 36% na busca por imagens de mulheres negras em relação a 2020



Esse racismo estrutural que prevalece há anos continua a gerar preconceito

Luís Alberto Alves/Hourpress

 Os negros no Brasil representam mais da metade do país. Na verdade, eles são a maior população de descendentes de africanos fora da África. No entanto, a sociedade brasileira é retratada como quase inteiramente branca no cinema, na televisão e na publicidade. Além disso, a comunidade negra está assustadoramente sub-representada em cargos de liderança, como executivos de grandes empresas, diretores de universidades ou mesmo congressistas.

 Esse racismo estrutural que prevalece há anos continua a gerar preconceito, violência e graves desigualdades no trabalho e na educação. Ainda assim, de acordo com nossa pesquisa Visual GPS, os consumidores brasileiros apresentam o maior índice global de aceitação trabalhando em prol do anti-racismo e da justiça social, e a maioria deles está disposta a contestar ativamente a discriminação. Isso indica que há uma lacuna entre os desejos dos consumidores por igualdade social e a persistência de desigualdades raciais sistêmicas. Está claro que os brasileiros estariam abertos a uma mudança em sua percepção social no sentido de ampliar o espectro representacional.

De acordo com a pesquisa Visual GPS da iStock, os brasileiros estão em busca de campanhas e imagens publicitárias que trazem pessoas negras e preferem empresas que apoiem a diversidade e utilizem essa publicidade mais ampla. Confira mais detalhes abaixo.

  • Forte comprometimento em trabalhar para a mudança social e boa percepção sobre marcas que fomentam causas sociais
    • 90% dos consumidores brasileiros concordam com a afirmação “Não basta ser anti-racista; devem também trabalhar ativamente em prol da justiça social ”.
    • 72% dos consumidores brasileiros declaram concordar com a afirmação: “Tenho o compromisso de contestar ativamente a discriminação e o preconceito sempre e onde quer que eu a perceba”.
    • 77% dos consumidores brasileiros preferem comprar marcas que apoiem as questões sociais.

  • Apropriação cultural: a auto identificação com a etnia negra é algo de maior orgulho entre as gerações mais jovens.
    • 10% dos brasileiros pesquisados se identificam como de etnia negra, enquanto entre a Geração Z exclusivamente esse número aumenta para 30%

Quando o assunto são buscas de imagens, em um ano, a iStock e a Getty Images notaram um aumento bastante significativo quando o assunto é a comunidade negra. Confira abaixo.

Getty Images no Brasil (Jan-Jun 2021 vs Jan-Jun 2020):

 

  • A palavra chave Mulher Negra teve um aumento de 36%

iStock no Brasil (Jan-Jun 2021 vs Jan-Jun 2020):

 

  • A palavra chave Pessoas Negras teve um aumento de 75%
  • A palavra chave Homem Negro teve um aumento de 82%

 

  •  A palavra chave Mulher de Negócios Negra teve um aumento de 278%
  •  A palavra chave Mulher negra em um computador  teve um aumento de  791%

 

 A intenção de diversificar o espectro de representação nos locais de trabalho parece estar em curso, por conta disso, outros aumentos que também demonstram bastante essa mudança podem ser vistos abaixo:

 Black Lives Matter teve um aumento de 116%

  • Médico Negro teve um aumento de 81%
  • Mulheres Negras  teve um aumento de 71%
  • Consciência Negra teve um aumento de 93%

 


Os jovens brasileiros não falam inglês: mas o mercado de trabalho exige



 Um outro ponto também fundamental é a questão de treinamento e capacitações

*Fabricio Vargas

Já sabemos que o inglês é o idioma universal, não é mesmo?! Seja para negócios, cultura, tecnologia, networking, dominar o inglês abre inúmeras oportunidades.

Entretanto, algumas pesquisas demonstram que os brasileiros não falam inglês e, na contramão desse cenário, a demanda por vagas que necessitam do domínio da língua só aumenta.

Os jovens não falam inglês. E isso é um problema em um mundo cada vez mais globalizado.  O Portal Universo de Negócios traz um estudo do British Council que revela que apenas 10,3% dos jovens de 18 a 24 anos alegam saber inglês.

E quando analisamos a população como um todo, este percentual é ainda mais assustador: de acordo com outra pesquisa do British Council e do Instituto de Pesquisa Data Popular, apenas 5% da população do país falam a língua, sendo 1% deles realmente fluente.

Mercado de trabalho cada vez mais globalizado

Há algumas décadas, a necessidade do idioma inglês para o ambiente de trabalho era bem limitada a alguns contextos bem específicos:

Diretoria (altos cargos);

Trabalhar em uma multinacional, sendo que o cargo exigia a interação constante com as unidades em outros países;

Oportunidades de trabalho fora do país

Porém, como vimos, com a intensificação da globalização, as interações ampliaram-se e muito: hoje, organizações dos mais diversos tamanhos têm a necessidade de profissionais com domínio da língua inglesa.

Além das oportunidades de trabalho em multinacionais instaladas aqui no Brasil, há ainda a possibilidade de se candidatar para vagas de empresas brasileiras que têm filiais no estrangeiro. Ou, até mesmo, ir para um novo país e se candidatar a uma vaga diretamente lá.

Um outro ponto também fundamental é a questão de treinamento e capacitações que são ministrados, muitas vezes, em inglês, tanto no formato presencial quanto digital, assim como os livros técnicos. Neste caso, dominar o inglês vai possibilitar uma atualização constante.

Por que as pessoas querem aprender inglês?

E isso tem motivado muitas pessoas a aprenderem inglês. O Portal Universo de Negócios revelou que um dos principais motivos para que as pessoas queiram aprender inglês é expandir o conhecimento é para conseguir uma excelente oportunidade de emprego.

Outro insight da pesquisa bem interessante é que 6% dos entrevistados que já estudam o idioma acreditam que terão um aumento salarial por conta do conhecimento da língua.

Já 12% das pessoas que ainda pretendem estudar têm a crença de que o salário vai aumentar em função do curso de inglês.

Ou seja, a pesquisa revela que há uma crença de que aprender inglês (e, consequentemente, adquirir as habilidades decorrentes com o aprendizado desta língua) é fundamental para entrar no mercado de trabalho em posições ainda mais qualificadas.

Sobre Fabricio Vargas

Iniciou a sua carreira na área da educação logo após o seu retorno ao Brasil, depois de morar e estudar por mais de cinco anos no continente Europeu. Estudou e trabalhou em diversas áreas durante esse período, inclusive como intérprete dentro das cortes Irlandesas e Inglesas.

Justiça repara perdas de ICMS sofridas por produtor rural

    Arquivo


Em decisão rara, juiz determina que estado de SP credite fazendeiro por prejuízos sofridos nos últimos 5 anos

Redação/Hourpress

Um produtor rural que tem fazendas em São Paulo e Mato Grosso do Sul obteve na Justiça uma decisão que repara as perdas sofridas nos últimos 5 anos decorrentes da diferença de valores das pautas fiscais incidentes sobre o trânsito de mercadorias entre os dois estados. Segundo o advogado Matheus Meneghel Costa, a decisão permitirá ao produtor reaver cerca de R$ 1 milhão em créditos tributários que haviam sido perdidos ao longo dos anos.

Na ação, o advogado explica que quando o gado sai da fazenda em Mato Grosso do Sul, o produtor emite a nota fiscal de saída tributada interestadual e paga o ICMS. Essa operação dá direito aos créditos respectivos em São Paulo, por causa do princípio da não-cumulatividade, ou seja, o produtor não pode pagar o mesmo imposto duas vezes.

O problema, que vem penalizando produtores rurais que têm filiais em dois ou mais estados, é que a Secretaria da Fazenda de São Paulo não permite o crédito integral das operações realizadas entre SP e MS. Como não há convênio entre os estados, o valor é fixado de acordo com as pautas fiscais estaduais. Pauta fiscal é um valor de referência definido pelas Secretarias da Fazenda dos estados, por meio de pesquisas regulares de preços, que serve como base de cálculo de impostos. “Essas perdas que o produtor sofreu ocorreram por causa da diferença no valor entre as pautas fiscais de MS e SP. Em Mato Grosso do Sul, o valor é maior que em São Paulo, que não concedeu o crédito com base no valor real da transação, mas sim com base no valor fictício da própria pauta”, afirmou o especialista em Direito Tributário.

A Justiça entendeu que qualquer lei estadual que limite o direito ao crédito integral é inconstitucional. “Há precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconhecem a ilegalidade da fixação da base de cálculo do ICMS com base na pauta fiscal”, acrescenta o especialista.

Em sua decisão, o juiz Márcio Roberto Alexandre, da 3ª Vara Cível de Americana, afirma que, em razão da inexistência de convênio entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, deve ser considerado o valor real da operação, e não o estipulado em pautas fiscais. “A adoção da pauta fiscal paulista, a rigor, afronta o princípio da não-cumulatividade, por não permitir o aproveitamento dos créditos fiscais de maneira integral”, finalizou o magistrado.

Como se sair bem em uma entrevista de TI?

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A preparação é a chave do sucesso em uma entrevista técnica

*Vanderlei Abrantes

A entrevista técnica é uma das etapas mais importantes de um processo seletivo, onde será avaliado como o candidato aborda, reage e soluciona problemas e situações corriqueiras da empresa. Muitos encaram esta fase com nervosismo e ansiedade, prejudicando seu desempenho perante os recrutadores. Se sair bem em uma entrevista técnica pode ser determinante para a contratação, se alguns cuidados forem levados em consideração.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é um dos países mais ansiosos do mundo – cerca de 33% da população sofre deste problema. Quando não administrado, esse sentimento pode impactar negativamente diversos aspectos de nossa vida, inclusive, em situações tensas como em entrevistas de emprego.

Já se tornou comum entre os candidatos encararem este momento como uma avaliação intensa, feita somente pelo recrutador, em uma dinâmica focada em perguntas e respostas. Porém, a real proposta de uma entrevista – especialmente a técnica – é completamente o oposto. Ela deve ser encarada como um bate papo entre duas pessoas, onde não somente o responsável pela seleção da companhia irá conhecer melhor o candidato, como ele também irá entender melhor o que está sendo buscado e, se possui interesse na vaga.

O entrevistador trará situações reais vividas na empresa, para descobrir de que forma os interessados iriam resolvê-las – informações que não são identificadas meramente no currículo. É o momento de mostrar tudo o que sabe, seus conhecimentos e experiências. Para que essa entrevista ocorra da melhor forma possível, é indispensável estudar a fundo a organização antes desta conversa. É inadmissível avançar com um candidato em uma entrevista, sem que ele saiba a área de atuação da empresa e o perfil exigido pela vaga em questão.

Por mais que seja uma avaliação voltada às habilidades técnicas, se engana quem acredita que as soft skills não são analisadas em conjunto. Muito mais do que ter o conhecimento necessitado, são as habilidades comportamentais que auxiliarão fortemente na resolução dos desafios da organização de forma eficiente.

Com isso, não deixe de demonstrar interesse pela vaga ofertada. Uma entrevista ativa, onde o candidato interage com o recrutador e alinha suas expectativas, pode ser muito mais marcante do que as de seus concorrentes. Inclusive, aproveite o momento para perguntar tudo o que será esperado do novo profissional. Conte todas as suas experiências, de que forma contribui para as empresas conquistarem os resultados e, mesmo que não tenha alguma experiência ou habilidade demandada, deixe claro que está disposto a aprender e evoluir.

A preparação é a chave do sucesso em uma entrevista técnica. Assim, tudo funcionará como um ciclo: mostrando seu interesse pela empresa, seu interesse por meio da interação ativa e, os caminhos percorridos durante suas conquistas profissionais. Nunca minta sobre sus habilidades, pois, eventualmente, elas serão cobradas no trabalho e podem dar-lhe uma imagem extremamente negativa no mercado. Ao invés disso, inverta a situação e evidencie sua boa vontade para crescer e aprender com a companhia. Confie em si mesmo e explore suas grandes qualidades.

*Vanderlei Abrantes é cofundador da StarHire.