Postagem em destaque

Por que o sarampo voltou a preocupar?

    Arquivo/Hourpress Radiografia da Notícia *   Mesmo com vacina segura e eficaz disponível, o aumento expressivo de casos reforça a import...

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Quatro em cada dez brasileiros começarão 2023 com dívidas

 Entre os 43% das pessoas endividadas no País, 77% devem mais de R$2 mil

    Divulgação

O bolso vazio em 2023 já preocupa o brasileiro


Luís Alberto Alves/Hourpress

Hibou - empresa de pesquisa e insights de mercado e consumo - fez um levantamento com mais de 1650 brasileiros sobre as perspectivas para o ano que está prestes a começar e divulga os dados do estudo “Expectativas - 2023''. Entre as palavras mais citadas para representar 2022 está a gratidão e, embora sobreviver a este ano tenha sido difícil e desafiador, é hora de agradecer. No geral, 2023 será um ano melhor e de paz. A esperança é o sentimento no topo dos desejos do brasileiro após dois anos de medo e preocupação.


Mesmo com mais positivismo, o bolso vazio em 2023 já preocupa o brasileiro. Os dados coletados no decorrer da pesquisa apontam para uma população mais cautelosa financeiramente. 52% pretendem economizar em tudo que comprar e buscar promoções. Além disso, quase metade da população (44%) tirará o pé do acelerador em 2023 e vão segurar suas economias gastando menos do que gastaram em 2022. Uma parcela dos brasileiros (24%) quer manter os mesmos gastos. 1 em cada 10 pessoas acredita que abrirá o bolso usando mais economias no próximo ano.


Brasileiro no vermelho em 2023?

A pesquisa traz o dado de que metade (49%) da população está com as contas em dia. Porém, 4 em cada 10 brasileiros vão começar o novo ano devendo. Entre os 43% que iniciam com saldo negativo, 77% têm dívidas acima de R$2 mil sendo: 28% devem mais de R$15 mil; 27%, entre R$2 mil e R$5 mil; e 22%, entre R$5 mil e R$15 mil.


Além disso, 56% da população estabeleceu a economia como um dos focos principais para o próximo ano. O hábito de pesquisar mais antes de comprar (33%) e investir em ações (11%) também estão na lista.


Bens materiais duráveis são uma das metas

Mesmo com o momento complicado financeiramente, algumas pessoas mantém no radar compras de bens ainda este ano ou nos próximos 18 meses: 24% dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel ou um carro, cada; 16% eletroeletrônicos; 3% querem comprar uma motocicleta; e 1% comprar móveis planejados, reformar a casa, comprar TV, caminhão, máquinas para empresa celular, geladeira, entre outros itens. A pesquisa também aponta que 25% da população não querem comprar nada e 23% não sabem ainda.

 

Falando em economia… e viajar, vai rolar?

45% das pessoas pretendem viajar em 2023 independente do destino, destes apenas 2 em cada 10 brasileiros não têm planos de viagem para este verão, representados por 19%. Seja por um final de semana ou até por uma semana, a ideia é curtir os dias de sol: 25% querem relaxar a semana inteira. Já 24% optam por um fim de semana. 2 em cada 10 planejam viagens para vários finais de semana e 9% pretende estender entre duas e três semanas. Apenas 3% pretendem ficar fora um mês inteiro e 1%, o verão todo em viagem.

 

Destinos com menos movimento estão nos planos por oferecerem mais segurança. 49% dos brasileiros querem ir para uma praia deserta; 32% pensam em visitar cidades históricas, 30% vislumbram momentos em um resort all inclusive ou cidades do interior, cada; 26% em trilhas e natureza; 26% em sítios ou chácaras; e 25% em hotéis fazenda.

 

“Viajar é um grande hobby para os brasileiros que consideram arrumar as malas um momento para se libertar e relaxar! Isso é percebido com as palavras mais citadas para representar as viagens: Liberdade, Vida, Descanso, Relaxamento e Renovação”, observa Ligia Mello, coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou. “A indústria turística deve estar de olho nos turistas e promover ativações com diferenciais para atrair o público não só no verão, mas durante todo o ano”.
 

Expectativas em alta para 2023

De acordo com a pesquisa, entre os cinco desejos mais citados para 2023 estão: ganhar mais dinheiro (51%), emagrecer (44,6%), ficar mais próximo da família (34,7%) e começar um novo curso (22,8%).
 

O lazer e a diversão não deixaram de ser citados e as altas temperaturas do verão destacam a vivência de bons momentos e planos de diversão. 46% querem sair mais para se divertir; 24% acreditam que churrascos de fim de semana são bons quando na companhia dos amigos; 24% querem mais atividades em casa com a família no verão e 13% pretendem viajar de carro no início do ano.


A estação também sugere encontro com amigos em bares para 14%; já que 40% adoram o verão, pois os dias parecem durar mais e 37% se sentem mais animados e dispostos. Na contramão estão 33% que sentem mais cansaço e desânimo em dias de calor.

 

11% vão continuar em home office depois da virada do ano; 6% supõe que haverá uma nova pandemia em 2023; e 3% vão adiar as férias de janeiro, pois se sentem inseguros para viajar com a família.


2023 e a rotina de trabalho presencial

A jornada de trabalho híbrida também ganhou a atenção dos brasileiros e 17% pensam que vão estar se dividindo entre atividades presenciais e online; 11%, ajustando para uma rotina híbrida de trabalho; e 5% buscando mais uma rotina presencial com a equipe de trabalho. O retorno às atividades faz com que 14% prevejam que estarão trabalhando ainda mais do que durante a pandemia. 11% estão em busca de emprego e 20% planejam novos desafios e mudando de área.

 

Metodologia

A pesquisa “Expectativas - 2023” foi conduzida pela Hibou em Dezembro de 2022, por painel digital. 1663 brasileiros maiores de 18 anos participaram do estudo, que apresenta 2,4% de margem de erro.
 

Sobre a Hibou
Hibou é uma empresa especializada em pesquisa e insights de mercado, atuante há mais de 15 anos. A Hibou trabalha o tempo todo com informação e olhares inquietos sempre do ponto de vista do consumidor. A empresa produz conteúdo qualificado utilizando ferramentas proprietárias para aplicação de pesquisas e análises de profissionais com mais de 25 anos de experiência. A Hibou oferece pesquisas qualitativas, quantitativas; exploratórias; de profundidade; de campo; dublê de cliente; desk research; monitoramento de comportamento e insights; presença de marca; expansão de região; expansão de mercado para produtos e serviços; teste de produto e hábitos de consumo.

Saída de Natal: jurista do CEUB esclarece dúvidas sobre o benefício

Medida de ressocialização é um direito dos indivíduos que cumprem pena em regime semiaberto e deve preencher requisitos

Divulgação

Detentos saindo para o retorno à casa, no feriado de final de ano


Redação/Hourpress

Para quem está cumprindo pena, a saída temporária no Natal e o Indulto representam a oportunidade de reinserção social e retorno ao convívio familiar. O benefício é concedido pela Justiça durante o cumprimento da pena e usado como forma de vínculo dos detentos com o mundo fora do sistema prisional. Em 2022, nove saídas foram concedidas para os presos em regime semiaberto em datas comemorativas como: Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa e Natal.

A saída temporária é prevista pela Lei de Execuções Penais 7.210/84, e contempla presos que cumprem pena no regime semiaberto e que têm autorização de trabalho externo ou saídas temporárias. Especialista em Direito Penal, o professor de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Víctor Quintiere explica melhor esse benefício. Confira a entrevista:

Qual é a diferença entre o “Saidão” e o Indulto?
VQ: A diferença entre o “Saidão” e o Indulto consiste no seguinte aspecto: as chamadas saídas temporárias, nome técnico do “Saidão”, são fundamentadas na Lei de Execuções Penais VEP que é a lei 7210/84. Este benefício tem por objetivo ressocializar pessoas sentenciadas por meio do convívio familiar e atribuir mecanismos de recompensas e aferição do senso de responsabilidade e disciplina dos chamados reeducandos. Já o indulto, significa perdão. No caso perdão da pena, gera a consequente extinção da condenação em virtude do cumprimento de alguns requisitos. Esse Indulto é regulado por um decreto presidencial, com base no Artigo 84 Inciso 10 Constituição Federal.

Todos os presidiários têm direito a sair no Natal? Como funciona?
VQ: Não são todos que têm direito a ter o benefício da saída temporária. Não poderão sair pessoas que estejam sob investigação ou respondendo a inquéritos disciplinares, além das pessoas que tenham recebido sanções disciplinares no âmbito do cumprimento de sentença penal condenatória, por exemplo.

Quais os requisitos para o preso obter o benefício?
VQ: O Decreto 10.913, de 24 de dezembro de 2021, considera uma série de requisitos para obter o benefício de saída temporária. Pessoas tanto nacionais como estrangeiras, que tiverem sido condenadas até 25 de dezembro 2021, que tenham sido acometidas por paraplegia, tetraplegia, cegueira, neoplasia maligna, ou outra doença grave permanente podem adquirir o direito. Somente teremos certeza dos detalhes na publicação do Decreto deste ano, no próximo dia 24.

Existe uma distinção de crimes para a obtenção do benefício?
VQ: Há uma série de crimes em que não é possível a concessão do benefício. Conforme o Decreto 10.913, expedido em 2021, o benefício não abrange crimes considerados hediondos, equiparados a hediondos, crimes praticados mediante grave ameaça ou violência contra pessoa e crimes previstos em legislações especiais, como por exemplo a Lei 12.850, que trata sobre organizações criminosas.

Qual é o período que o preso fica fora e quais são as regras?
VQ: Temos que analisar o motivo pelo qual a pessoa foi colocada para fora do sistema carcerário. Se for uma saída temporária, o período previsto é enquanto esse feriado durar. Se a pessoa tiver diante de um Indulto como perdão da pena, este indivíduo não retorna mais para a reclusão. Nesse caso, a pena é perdoada.

Como a família pode consultar se o parente preso vai sair no Natal ou não?
VQ: A família pode consultar no Diário Oficial da União em relação aos indultos e verificar com advogados ou Defensoria Pública se o seu respectivo familiar poderia ser contemplado, ou mesmo se atende os requisitos destas saídas temporárias.

O que acontece quando um preso não retorna e é capturado depois? Responde por outro crime e perde o direito ao benefício no próximo ano?
VQ: Quando um determinado reeducando não retorna e acaba sendo capturado, ele responderá no âmbito disciplinar por falta grave e a depender do modo pelo qual essa fuga se deu e isso o prejudicará na concessão de benefícios futuros ao longo da execução penal.

No caso de prisões preventivas, os presos também têm direito ao “Saidão”?
VQ: Em relação às saídas temporárias especificamente é importante destacar o Artigo 122 da Lei de Execuções Penais, somente pessoas que já estejam cumprindo pena em regime semiaberto é que terão direito a saída temporária. Um indivíduo que está preso preventivamente não detém esse direito. A prisão preventiva funciona como uma espécie de medida cautelar, ou seja, anterior a efetivação de condenações.

Como a lei entende e ampara esse tipo de benefício? Reinserção social, por exemplo?
VQ: A Lei de Execuções Penais trabalha com a perspectiva de punir proporcionalmente os indivíduos que tenham cometido crimes, mas ao mesmo tempo ressocializá-los. Existem uma série de benefícios penais que são conferidos a pessoas que contribuam com o sistema carcerário e pessoas que se mostrem atentas a essas possibilidades de ressocialização.

Há possibilidade de remissão e diminuição da pena, seja pelo estudo, seja pelo trabalho. Se o reeducando busca capacitação técnica para ter um emprego, ele é beneficiado pela redução da pena. Essa é uma forma do sistema carcerário tentar reeducar pessoas e colocá-las no mercado de trabalho, assim diminuindo o encarceramento e principalmente gerando mais força produtiva de trabalho, gerando contribuições com a sociedade como um todo.

Você está sofrendo de dezembrite?

Cansaço, desgaste, irritabilidade, impaciência. Não tem como evitar, o estresse do final atinge muitas pessoas, infelizmente.

 Arquivo

No caso do coração, por exemplo, eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial


 Redação/Hourpress

Aquela essa sensação do aumento de coisas para fazer (pensar na ceia, comprar presentes, provas dos filhos, cumprir os prazos da empresa, amigo secreto, projetar o ano novo, por exemplo)..Chamamos esses sintomas de dezembrite.

 - Apesar da "dezembrite" não ser uma doença, ela pode tanto prejudicar como piorar problemas de saúde, pois o nosso corpo é extremamente sensível ao que a gente vive, o aumento da ansiedade, angústia. A frustração estimula a liberação na nossa corrente sanguínea dos hormônios do estresse, como a adrenalina e cortisol, que podem interferir diretamente em qualquer sistema do meu corpo, no quadro de qualquer doença. No caso do coração, por exemplo, eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, e isso favorece infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais”, explicou a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.

 Segundo a especialista, a principal dica é manter as coisas que fazem bem para nossa saúde e qualidade de vida, independente de viajar ou estar em férias. Confira a listinha de dicas:

 Cuide da sua alimentação: cada vez mais temos evidências da contribuição de uma alimentação saudável para a saúde mental. Coma de forma consciente, com legumes, carnes magras, frutas e verduras.

  1. Cuide do sonoTente dormir pelo menos 7 horas por noite para acordar revigorado e isso envolve não brigar com a hora de dormir. Duas horas antes de se deitar, comece a diminuir o ritmo e siga o que chamamos de higiene do sono: medidas que ajudam a termos uma noite de sono com maior qualidade tais como: diminuir a intensidade da luz, evitar telas (TV, CELULAR, COMPUTADOR) antes de dormir, principalmente na cama (exemplo dos meus filhos), não deixe relógio do lado da cama ou à vista, faça refeições leves à noite, vá desligando o corpo aos poucos, tome chá, medite, não tome café depois das 17h. NÃO FAZEMOS BOAS ESCOLHAS QUANDO ESTAMOS CANSADOS.

 Pratique atividade física: os exercícios físicos liberam endorfina e hormônios que dão a sensação de bem-estar e disposição.

 Priorize organização e programação: Não marque tudo na mesma semana, faça compras com antecedência, planeje-se! Separe mais tempo para deslocamento porque o trânsito também fica pior. Não deixe tudo para o último dia.

 Viva o presente: fazemos uma coisa pensando em todas as outras que temos que fazer e aí parece que não fazemos nada muito bem, pois ficamos pressionados porque as coisas não estão saindo direito. Pare, respire e pense no que você está fazendo e aí você terá melhores resultados. Vivemos tão no automático que não prestamos atenção no nosso dia a dia. Meditar é uma das maneiras de estar presente. Praticar exercícios, fazer caminhadas ou mesmo ter um hobby que tome 100% da sua atenção - essas coisas focam você no momento e evitam que você pense no que poderia ter sido e não foi e nas possibilidades do futuro, coisas que costumam intensificar a ansiedade e o estresse.

 Entenda o poder da sua respiração: ansiedade e estresse geram respiração ofegante. E retomar o controle da sua respiração pode, no caminho inverso, acalmar sua mente. Respire fundo algumas vezes quando sentir que está nervoso e isso enviará ao seu cérebro a mensagem que você está Encare a frustração como uma oportunidade de crescimento. Aceite que não teremos o controle de tudo. E que tudo bem. Diminua seu nível de exigência consigo mesmo: faça só o que é capaz de dar conta. E não se culpe pelo que deixou de fazer. Valorize e destaque aspectos positivos e as conquistas do ano, mesmo que não tenha atingido o objetivo principal.

 Valorize suas conquistas: ao invés de avaliar o que não deu certo, foque em novas metas para o próximo ano, foque em transformar o período em um momento de planejamento, de confraternizações, mas isso com parcimônia: evite os “balanços” pessoais de fim de ano: 1 de janeiro é só mais um dia no calendário, não necessariamente o começo de uma nova vida.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Cinco dicas para manter o peso nas festas de final de ano

 Confira algumas dicas de profissionais - especialistas no tratamento da obesidade

Como driblar a balança sem passar fome nesta época do ano


Redação/hourpress


O final do ano chegou e, com ele, as comemorações para reunir os amigos e a família, período propício para sair da dieta. As ceias e festas de final de ano são famosas pela variedade de pratos tradicionais e bebidas que complementam as confraternizações.

 

Para quem está buscando a manutenção ou a perda de peso este é um período que exige muito cuidado, força de vontade, mas acima de tudo, planejamento, tendo em vista que é possível driblar ou substituir alimentos e bebidas mais calóricas por opções menos calóricas.

 

Confira algumas dicas de profissionais - especialistas no tratamento da obesidade - para garantir que todos os seus esforços para manter a dieta não sejam perdidos nas festas de final de ano.

 

Equilíbrio

A primeira orientação é manter a alimentação equilibrada. Seja para pessoas que estão em processo de emagrecimento ou para os que já atingiram seu objetivo, o mês de dezembro acaba tirando as pessoas da rotina.

 

A nutricionista, Natalie Marques, reforça a importância de continuar com o planejamento alimentar nesse período. “É normal que as pessoas saiam um pouco da dieta na noite de natal, e por isso é essencial manter uma alimentação saudável nos outros dias. O planejamento é fundamental para saber o que vai comer ao longo do dia e evitar o consumo de alimentos industrializados na hora da fome”, afirma Natalie.

 

Já o cirurgião e especialista no tratamento cirúrgico da obesidade, José Alfredo Sadowski, lembra que alimentos calóricos e gordurosos em excesso - comuns nesta época do ano, também influenciam e são prejudiciais para pacientes que estão buscando o controle do peso e de doenças como a hipertensão e o Diabetes. "É importante pensar na saúde como um todo para evitar que estes 15 últimos dias do ano impactem no tratamento que vem sendo feito nos últimos meses", reforça Sadowski.

 

Trocas inteligentes

Com armários e geladeira cheios de opções saudáveis e naturais, fica mais fácil cuidar do peso. “Antes de ir ao mercado, faça uma lista dos alimentos que irão compor a sua semana ou ceia de natal, e se atente apenas aos itens listados. Invista em frutas e verduras e evite produtos industrializados, gordurosos e ultraprocessados”, orienta Natalie. Algumas trocas inteligentes também podem deixar a sua ceia de natal ou de ano novo mais saudável. “Evite comprar as carnes que já vêm temperadas. O tempero natural é sempre melhor. Ervas finas, sal, pimenta do reino e outras especiarias podem deixar sua ave ainda mais deliciosa e saudável”, explica a nutricionista.

 

Confraternizações

Antes de ir para aquela festa de final de ano procure fazer um pequeno lanche para reduzir o apetite. Chegando lá, dê preferências para as saladas e carnes magras. "Evite colocar muitos alimentos gordurosos no seu prato, e faça combinações com frutas como abacaxi para ajudar na digestão”, diz Natalie.

 

Outra dica importante, lembrada pelo cirurgião José Alfredo Sadowski, é mesclar o consumo de bebidas alcoólicas. "Para pacientes em tratamento clínico, manutenção de peso e, especialmente, para pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica, a bebida alcóolica é um grande sabotador. Muitas vezes, pacientes que passaram pela redução de estômago, preferem o líquido ao alimento. O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser muito reduzido e, se possível, mesclado com água. Isso ajudará a manter a hidratação e reduzir os efeitos do álcool", enfatiza.

 

Atividade física

Manter o corpo ativo é fundamental no processo de emagrecimento e uma recomendação de todos os profissionais de saúde. Nessa reta final do ano, investir em exercícios diários, como uma caminhada matinal, yoga, natação ou outra atividade de sua preferência, mesmo nas férias, ajudará a contrabalancear o consumo calórico e a manter a saúde em dia.

 

Sucos detox, chá e água

"Sucos verdes naturais, chás e muita água são sempre bem-vindos após essas refeições mais calóricas e que fogem da dieta", enfatiza a nutricionista Natalie Marques. Ela lembra que água de coco, laranja, cenoura, gengibre, beterraba e couve são algumas opções que podem compor o suco detox após uma refeição, ceia de natal ou de ano novo.

 

Obesidade x doenças crônicas

Para a população geral, ganhar alguns quilos no fim do ano não representa grande perigo, mas esse panorama muda quando se trata de pessoas com histórico de doenças crônicas como a obesidade, hipertensão, diabetes, entre outras associadas ao excesso de peso.

 

Segundo o Dr. José Alfredo Sadowski, o aumento do peso da população é motivo de preocupação. De acordo com o médico, até o início da próxima década serão aproximadamente 50 milhões de brasileiros com obesidade.

 

"A educação nutricional deveria ser parte do currículo obrigatório do ensino básico. Levando conhecimento para a população e, a longo prazo, mudanças para hábitos de vida mais saudáveis", diz. "Parte disso é conscientizar as pessoas de que a obesidade é uma doença que precisa ser tratada o quanto antes, inclusive na infância e na adolescência”, finalizou o especialista.


O Estado de São Paulo registra 17 roubos de carga por dia

 Os produtos mais visados são mercadorias do gênero alimentício, cigarros, eletroeletrônicos, bebidas, medicamentos e perfumes



Luís Alberto Alves/Hourpress

A cada uma hora e meia acontece um roubo de carga, no Estado de São Paulo. São 17 eventos por dia, 525 por mês e de janeiro a setembro já foram registradas 4725 ocorrências. Os dados são do Boletim Tracker-Fecap, que acaba de ser tabulado. Houve um aumento de 2% nesse tipo de crime, nos nove primeiros meses do ano, na comparação com igual período do ano passado. Maio e julho concentraram os maiores crescimentos (11% e 10%, respectivamente), na comparação às mesmas épocas de 2021.
 

“A ausência do Estado, principalmente em regiões periféricas, permite o fluxo econômico do ilícito, mercadorias roubadas, falsificações, contrabando e outros crimes. Sabe-se inclusive do envolvimento de empresários de todos os portes com atividades de pulverização, financiamento e transmutação de carga roubada. O roubo de cargas e o crime de receptação são considerados brandos para o Código Penal. Assim, a relação custo-benefício favorece a prática dos ilícitos que proporcionam alta rentabilidade com baixo risco”, analisa o coordenador do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime -- FECAP, Erivaldo Costa Vieira.
 

Os tipos de carga mais visadas pelos bandidos são alimentos (23,58%), cigarros (8,79%), eletroeletrônicos (5,20%), bebidas (4,70%), medicamentos e perfumes (4,38%). Para o coordenador do Centro de Operações do Grupo Tracker, o crescimento das vendas online interfere diretamente no aumento deste crime. “Os criminosos aproveitam as várias paradas de entrega porta a porta para abordar e render motoristas, tomando posse do veículo e efetuando o transbordo da carga de forma ágil e rápida, posteriormente, abandonando o veículo. Os meses de novembro e dezembro são os mais críticos para a categoria. Nesta época o consumo tende a subir em virtude do Natal, promoções vinculadas à “Black Friday” e pagamento do Décimo Terceiro”, afirma Vitor Corrêa.
 

A capital paulista foi a cidade que apresentou o maior número de ocorrências, 44,52% do total, seguida por Guarulhos (7,84%), São Bernardo do Campo (5,21%), Osasco (4,48%) e Itapecerica da Serra (3,03%). Na cidade de São Paulo, os bairros mais perigosos para roubo de cargas foram Capão Redondo (39 registros), Iguatemi (36), Jaraguá (29), Jardim Ângela (29) e Brás (28).
 


Caminhões e Reboques em perigo
 

De acordo com o Boletim Tracker-Fecap, nos três primeiros trimestres deste ano, os roubos e furtos de caminhões e reboques aumentaram 12,88% e 21,41%, respectivamente, em relação a igual período de 2021.


“Os dados vão na contramão dos números de caminhões novos. Segundo a Federação Nacional da
Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), houve uma queda de 1,80% nas vendas, em relação ao mesmo período de 2021. Existem indícios de que o crescimento de roubos é decorrente da redução da oferta de peças e veículos, em âmbito internacional, somado ao aumento da demanda interna”, diz o pesquisador do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime -- FECAP, Allan Carvalho.
 

Vitor Corrêa acrescenta que “esse comportamento influencia diretamente na valorização de seminovos e, consequentemente, no custo de manutenção e reposição de peças de veículos usados. Como esta é a principal modalidade de transporte do país, com milhares de caminhões circulando pelas estradas e rodovias do Brasil, os bandidos veem grandes oportunidades para a prática de roubos ou furtos”.
 

Cerca de 31% dos roubos de caminhões e reboques aconteceram de madrugada, 25% à noite e 24% pela manhã. Os furtos seguiram comportamento semelhante, com 37% dos casos acontecendo na madrugada, 19% pela manhã e 17% à noite.
 

A capital paulista foi a cidade com maior número de roubos (685), seguida por Guarulhos (291), Jundiaí (272), Cubatão (163) e São Bernardo do Campo (116). Analisando especificamente a cidade de São Paulo, destaque para os bairros Anhanguera (40 roubos), Lapa (32), Jaguaré (30), Jaçanã (28) e Jaraguá (25). Localidades de outros municípios paulistas também apresentaram número expressivo de roubos de caminhões e reboques -- Cumbica/Guarulhos, com 106 roubos lidera o ranking geral, seguido por Distrito Industrial/Cubatão, com 59 ocorrências, Distrito Industrial/Jundiaí (33 casos), Jardim Itapecerica/Itapecerica da Serra (29) e Jardim São Marcos/Cubatão (27).
 

São Paulo também lidera o ranking de furtos no período, 86, seguida de Campinas (31), Limeira (23), Osasco (17) e Guarulhos (16). O bairro de Raposo Tavares apresentou a maior quantidade de furtos de caminhões e reboques, na capital com 7 ocorrências até setembro de 2022.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Inovação e tecnologia no setor público: o que falta para a transformação efetiva?

Mais um passo para a eficiência da administração pública brasileira

   Arquivo

 A diferença que existe na praticidade dos serviços privados para os públicos vem de um atraso na legislação brasileira


 Vinicius Marchese 

  

Você já imaginou um serviço público inteligente e que efetivamente atenda todos os nossos cidadãos? Apesar de parecer uma realidade distante no Brasil, essa transformação pode ser alcançada com uma mudança importante: a Plataforma de Compras Públicas para Inovação (CPIN), lançada pelo governo federal em novembro, e que representa mais um passo para a eficiência da administração pública brasileira.


A parceria entre o Ministério da Economia (ME), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com apoio do Instituto Tellus, chega para facilitar e assegurar a contratação de soluções para os serviços públicos. Desde a sanção da lei que instituiu o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador, em junho do ano passado, essa ferramenta já era aguardada. Agora, a ação pode, de fato, modificar profundamente o setor público ao abrir as portas para que empresas e investidores trabalhem iniciativas voltadas para a sociedade e suas necessidades.
 

Como isso deve acontecer? A diferença que existe na praticidade dos serviços privados para os públicos vem de um atraso na legislação brasileira quando falamos de inovação e também na falta de implementação da cultura de empreendedorismo social no país. É verdade que estamos avançando, o marco legal é um exemplo. Mas, na prática, a realidade é que as soluções inteligentes ainda não integram, efetivamente, serviços de atendimento às demandas da população. São burocracias que refletem nas telecomunicações, no transporte, no saneamento, na iluminação e segurança, nas condições de moradia e trabalho e em todos os outros aspectos relacionados à vida das pessoas.
 

Se faltam formas legais de levar a inovação para o poder público, não faltam brasileiros que buscam soluções. Dados de um levantamento realizado pela Cortex, mostraram, por exemplo, que o Brasil detém cerca de 12 mil startups, sendo que praticamente metade desse total está localizado no estado de São Paulo (49,7%). E o mundo está de olho neste mercado: as startups brasileiras receberam US$ 9,4 bilhões em investimentos em 2021, de acordo com o relatório anual Inside Venture Capital. O que propulsionou o perfil inovador do país, que, neste ano de 2022, figura na 54ª posição no Índice Global de Inovação - em 2021, éramos os 57º colocados e, em 2020, os 62º -, segundo a análise de mais de 130 nações divulgada pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
 

Isso só demonstra que a tecnologia é a principal ferramenta da transformação que buscamos para a geração de soluções que otimizam processos, garantem eficiência, provocam multidisciplinaridade e conexão de equipes e alcançam o desenvolvimento de forma sustentável. Ou seja: resolver problemas antigos dos brasileiros e fazer com que os serviços públicos funcionem de forma mais ágil e assertiva. Desta forma, poderemos, enfim, ter cidades mais inteligentes, inclusivas, produtivas e atentas às necessidades das pessoas.
 

Nós também queremos ser agentes desta transformação. As apostas em ambientes de interação, como hubs de inovação, bancos de startups (o Crea-SP abriu um em outubro deste ano) e, agora, a CPIN funcionam como facilitadores no processo de resolução desses desafios que são de todos nós, mas, principalmente, dos gestores públicos.
 

*Vinicius Marchese é engenheiro de telecomunicações e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) 

Acordo de cooperação é assinado para proteção de vítimas ameaçadas e defensores de direitos humanos

 O documento foi assinado durante a 18ª Sessão Ordinária de 2022

Redação/Hourpress

Acordo de Cooperação é assinado para proteção de vítimas ameaçadas e defensores de direitos humanos

Secretária-executiva do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Tatiana Alvarenga,  reiterou a importância da assinatura do acordo entre o Conselho Nacional do Ministério Público e a Pasta 

Com o objetivo de ampliar ações de articulação entre os órgãos, intercâmbio de informações e promoção de iniciativas integradas em âmbito nacional relacionadas à proteção de vítimas, de testemunhas e de defensores de direitos humanos, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nesta terça-feira (29). 

O documento foi assinado durante a 18ª Sessão Ordinária de 2022, no Plenário do CNMP, em Brasília (DF), e pretende dar apoio institucional aos casos incluídos no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita) e no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). A cerimônia contou com a participação da secretária-executiva do MMFDH, Tatiana Alvarenga, que reiterou a importância do momento.

“A assinatura deste acordo representa uma vitória histórica para nós. Como órgão de defesa dos direitos humanos temos números positivos em relação à proteção de vítimas. O Provita e o PPDDH protegem hoje, no Brasil, mais de mil pessoas entre testemunhas, jornalistas, ambientalistas e defensores de direitos humanos Crescemos mais de 80%, entre 2019 e 2022, com os PPDDH”, afirma. Tatiana ressaltou, ainda, que “os programas vêm se consolidando como prioridade para a gestão pública comprometida com uma sociedade livre, justa e solidária”, complementa.

Clarice Castro

Tatiana Alvarenga e Oswaldo D’Albuquerque 

Em concordância com os benefícios alcançados com os programas de proteção às vítimas, o corregedor nacional do CNMP, Oswaldo D’Albuquerque, reforçou a importância de monitoramento e capacitação. “Entre outras atividades, estão previstas ações de fomento à implantação dos programas federais de proteção e a realização de cursos, seminários e demais atividades que possam contribuir para a capacitação profissional em direitos humanos dos membros e servidores do Ministério Público brasileiro, principalmente sobre os programas de proteção”, ressaltou. 

Atuação nos estados

Os Programas Estaduais de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas - PPDDH passaram de seis para onze nos últimos quatro anos. A iniciativa foi implantada no Rio de Janeiro, Paraíba, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Amazonas. Já o PROVITA avançou, também, com a implantação no Mato Grosso e Paraíba. Assim, atualmente cerca de 700 defensores são acompanhados de forma ativa para garantir articulações de medidas protetivas que foram diferenciais para o resguardo de suas vidas. 

Em sua participação na cerimônia de assinatura do ACT, a secretária Nacional de Proteção Global do MMFDH, Mariana Neris, comemorou o avanço na proteção das vítimas. “Estamos trabalhando no aperfeiçoamento das políticas públicas do PROVITA e do PPDDH. Assim, queremos resolutividade nos casos que chegam até nós para vencer o desafio da impunidade, garantir investigação contra os crimes e eliminar a sensação de falta de justiça. Esse acordo vem para, efetivamente, dar um grande passo nesse sentido”, destacou. 

Programas de proteção

PROVITA

Criada em 1999, por meio da Lei Federal nº 9.807/99, a política de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas atende à demanda de toda a federação, seja por meio dos programas estaduais ou do programa federal, que, com o forte apoio das Organizações da Sociedade Civil, protegem testemunhas e seus familiares. Para solicitar proteção pelo PROVITA, é necessário entrar em contato com as instituições listadas aqui.

PPDDH

O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) atua no atendimento e no acompanhamento dos casos de risco e de ameaça de morte de defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas em todo território nacional, conforme previsto no Decreto nº 9.937/2019 e no Decreto nº 6.044/2007, que estabelece a Política Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos (PNPDDH). Para solicitar proteção pelo PPDDH, é necessário seguir as instruções contidas aqui.