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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A importância do uso do tênis certo nas atividades físicas



Médico alerta para o risco de lesões graves


Luís Alberto Alves/Hourpress
Exercitar o corpo é ótimo e altamente recomendado para a saúde e o bem-estar, mas para isso é preciso se equipar com roupas, acessórios e, principalmente, calçados adequados. Antes de usar aquele par de tênis que está há tempos guardado no armário, é preciso verificar ver se ele está em bom estado, se é adequado para o seu pé e se é o mais indicado para a atividade física que você deseja desempenhar. Existem modelos apropriados de tênis para os vários tipos de atividades, como corrida, caminhada, Crossfit, academia e vôlei.

Se for comprar um tênis novo, contenha a tentação de comprar um baratinho. Conhece aquele ditado: o barato sai caro? Pois ele cai como uma luva quando se trata de usar tênis falsificados. Encontrados em camelôs pelo Brasil afora, os ‘piratas’ são baratos, mas podem custar caro para a saúde, causando desde bolhas nos pés até lesões graves, já que na maioria das vezes sua fôrma não é apropriada e a matérias-primas utilizadas são de baixa qualidade. O alerta é do ortopedista Vitor Trazzi, da Altacasa Clínica Médica, na capital paulista.


“Antes de mais nada, o tênis precisa ser confortável. Não se pode comprá-lo apenas pela beleza. Para caminhada e corrida, por exemplo, é preciso verificar o solado do tênis e o sistema de amortecimento, bem como o tipo de pisada de cada pessoa. Do contrário, o calçado errado pode causar danos à saúde que vão desde bolhas e unhas encravadas até os casos mais graves, como entorses e lesões em áreas como tornozelo, tendão-de-aquiles, joelhos e quadril”, explicou o médico.

Muitos começam a se exercitar por conta própria, em atividades leves como a caminhada, achando que estão no caminho certo. No entanto, caminhar gera impacto sobre os pés. Durante a prática, cada pé suporta uma massa equivalente ao peso do indivíduo multiplicado por 1,19. Em ritmo lento, os pés de uma pessoa de 80 quilos, por exemplo, sustentam 95,2 kg. Já em passadas mais intensas, esse impacto aumenta duas a três vezes e as articulações precisam suportar até 240 kg. O uso de tênis adequado diminui esse impacto no solo, por meio dos sistemas de amortecimento. Mas os amortecedores dos tênis falsificados são, em geral, de plástico, pouco flexíveis, ineficientes. Assim, todo o impacto vai diretamente para as articulações dos pés, aumentando o risco de fraturas. Por isso é preciso comprar tênis de qualidade, em lojas legalizadas.

É necessário ter atenção também ao seu tipo de pisada. Para evitar lesões, o dr. Vítor Trazzi aconselha a realização de um exame clínico prévio, com um ortopedista, para atestar as condições dos pés, quadris e joelhos do futuro atleta. Além disso, orienta queno momento da compra se faça o chamado teste de pisada, que já é oferecido em muitas lojas de artigos esportivos. Nossa pisada pode ser pronada - a parte interna do pé toca primeiro o solo -, supinada - o toque no chão acontece primeiro do lado externo do pé -, ou neutra - o pé toca o solo em linha reta até a elevação do dedão.

“Um exame clínico é indispensável, pois se a pessoa tiver algum problema e precise corrigir a pisada, indicamos um calçado específico ou palmilhas ortopédicas, que podem ser colocadas no tênis”, esclarece o ortopedista da clínica Altacasa.

Veja abaixo os principais problemas de saúde que podem ser causados quando o impacto dos movimentos do corpo não é devidamente amortecido pelo tênis:
• Fascite plantar – dor forte na sola do pé, principalmente no calcanhar;
• Metatarsalgia - dor na parte da frente do pé;
• Tendinite – Inflamação nos tendões, que acontece mais comumente nos tornozelos;
• Dor na coluna – pode acontecer tanto pelo calçado com amortecimento inadequado quanto por desequilíbrio postural. O uso de palmilhas pode ajudar a equilibrar o corpo;
• Dor no joelho – muito comum em atividades de alto impacto e quando se tem a pisada errada. Além de mudar o calçado, é importante corrigir os passos e fortalecer a região;
• Dor muscular – causada por movimentos errados que causam sobrecarga nos músculos, que muitas vezes, não estão preparados para realizar tais atividades.

Portadores de HIV podem gerar filhos sem a doença


A medicina já possui respostas para essas perguntas


Luís Alberto Alves/Hourpress

Segundo Boletim Epidemiológico apresentado pelo Ministério da Saúde, desde 1980 a junho de 2018, foram registrados no Brasil 982.129 casos de Aids. Somente em Minas Gerais, foram diagnosticados 3.649 casos novos de HIV/Aids no período de janeiro a novembro de 2018. Observa-se ainda que a maioria das pessoas infectadas pelo HIV estão na faixa de 20 a 34 anos.

São homens e mulheres em idade fértil que, além de enfrentarem todos os desafios apresentados pela doença, se veem diante de diversas dúvidas - Como relacionar com parceiro (a) não portador (a) da doença? Como ter filhos saudáveis? A medicina já possui respostas para essas perguntas. Os avanços da reprodução assistida têm possibilitado a geração de bebês saudáveis evitando a transmissão do vírus dos pais para a criança.

Segundo Selmo Geber, especialista em reprodução assistida e diretor da Clínica Origen, em casos de homens portadores do vírus HIV, o tratamento indicado é a Fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide. “Com essa técnica, um único espermatozoide é selecionado para ser colocado diretamente dentro do óvulo e, assim, reduzir a chance de contaminação para próximo de zero”, explicou.

 Ele acrescenta ainda que é necessário checar se existem fatores que possam comprometer a função reprodutiva, independentemente da presença do vírus HIV. Após os testes, pode-se iniciar o tratamento.

No caso das mulheres soropositivas devem ter acompanhamento com o infectologista para zerar a carga viral e poderem conseguir a gravidez sem risco de transmissão para o filho, durante a gravidez ou parto.

Sete curiosidades que você precisa conhecer sobre o açúcar



Existem muitos tipos de açúcares, mas a sacarose é a mais conhecida de todas


Luís Alberto Alves/Hourpress

Um acordo assinado pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, e os presidentes das principais indústrias brasileiras de alimentos e bebidas estabelece uma meta para reduzir mais de 144 mil toneladas de açúcar nos produtos fabricados no país até 2022.

Chocolates, laticínios, biscoitos recheados, bebidas açucaradas, misturas de bolo são as categorias de alimentos que fazem parte do acordo.

O açúcar é realmente um vilão para a saúde? Os adoçantes não calóricos são uma alternativa no combate a obesidade? A nutricionista e consultora do Salud en Corto, Iara Pasqua, responde a essas dúvidas.

1. O que são os açúcares?
Os açúcares são carboidratos que servem como principal fonte de energia para o corpo. Existem muitos tipos de açúcares, mas a sacarose é a mais conhecida de todas. É composto de moléculas de frutose e glicose e dois tipos de açúcar natural encontrados em frutas e vegetais
Outros açúcares que também podem ser usados na produção de alimentos e bebidas são xarope de milho, xarope de milho rico em frutose, mel, lactose (açúcar do leite) e outros tipos de xaropes. Todos esses açúcares são convertidos em frutose e glicose durante a digestão. Exceto pela lactose, que é dividida em glicose e galactose.

2. Como o corpo usa açúcares? 
Como mencionado anteriormente, os açúcares são uma fonte de energia para o corpo, especialmente durante atividades físicas intensas. Não há diferenças nutricionais entre os açúcares e nosso corpo usa todos os tipos da mesma maneira.
Durante a digestão, os açúcares, como a sacarose e a lactose, e outros carboidratos, como os amidos, se transformam em açúcares simples (ou simples). Açúcares simples, em seguida, viajam através da corrente sanguínea para as células do corpo, fornecendo energia que pode ajudar a produção de proteína, ou são armazenados para uso futuro. O cérebro e os glóbulos vermelhos só podem usar glicose como energia. Durante a gravidez, a glicose também ajuda a formar células e produzir leite.

3. Por que os açúcares são adicionados aos alimentos? 
Os açúcares desempenham papéis importantes na alimentação. Eles adicionam sabor, textura e cor aos produtos assados. Eles fornecem energia para o fermento usado no cozimento do pão e ajude a equilibrar a acidez em molhos de tomate e molhos de salada.
Certos açúcares também desempenham papéis especiais, invertendo o açúcar, o que impede a cristalização da sacarose em doces. O xarope de milho é usado em alguns alimentos porque é menos doce que a sacarose.

4. Os adoçantes não calóricos podem substituir o açúcar?
Os adoçantes podem substituir o açúcar e a composição dos alimentos industrializados. As pessoas que querem controlar seu consumo de açúcar podem incluí-las como uma ferramenta, acompanhadas pela ajuda de um profissional capacitado, para que a pessoa possa seguir um plano estruturado para sua dieta, que deve incluir refeições balanceadas e atividade física regular.

5. Qual a importância da redução do açúcar para a saúde?
Este é um passo muito importante na promoção da saúde, mas há necessidade de medidas adicionais, como maior acesso a alimentos saudáveis e, especialmente, mais conhecimento sobre o assunto.

6. A medida pode estimular uma mudança de comportamento por parte dos consumidores?
É possível se houver disseminação de informações sobre o assunto. A educação alimentar pode mudar o comportamento das pessoas.

7. Os açúcares causam ganho de peso? 
Os açúcares não causam ganho de peso. O excesso de gordura corporal ocorre quando uma pessoa ingere mais calorias do que o necessário. Calorias extras podem vir de qualquer nutriente calórico (proteínas, gorduras, álcool e carboidratos). O sedentarismo, ou seja, a falta de atividade física também desempenha um papel significativo na obesidade.

Em 5 anos, cresce 80% o número de vítimas picadas por escorpião


Se for picado, o Biólogo recomenda que procure um serviço de atendimento médico o mais rápido possível


Redação/Hourpress

Nos últimos cinco anos, o número de ataques de escorpiões teve um aumento de 80%, no país. Saltou de 78 mil casos para 141 mil casos. Em 2017, foram confirmados 143 óbitos por picada de escorpiões. Em São Paulo, A situação elevou a taxa de letalidade e, hoje, quatro em cada mil pessoas picadas morrem.

De acordo com o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS), o problema é comum nas regiões urbanas especialmente no verão. “Cerca de 40% das ocorrências registradas em todo o país são nesse período. Por isso, a atenção deve ser redobrada nessa época do ano”, reforça o Biólogo. Ele explica que os escorpiões se alimentam de baratas, que são insetos domésticos e que nessa época do ano se proliferam, já que as condições climáticas são favoráveis para sua reprodução. “Eles invadem as casas atrás das baratas, mas acabam também buscando onde se alojar”, explicou.

Segundo o especialista, nas grandes cidades a espécie mais perigosa é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que se reproduz por partenogênese (ou seja, a fêmea se reproduz sozinha). E que a melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é justamente manter os lugares limpos, livres de entulhos. “No quintal de casa evite o acúmulo de telhas ou de tijolos, por exemplo. Eles podem se esconder entre as frestas. E se perto de casa tiver algum terreno baldio, peça para que a prefeitura providencie a limpeza do local”, orientou o Biólogo.

Se for picado, o Biólogo recomenda que procure um serviço de atendimento médico o mais rápido possível. “A pessoa deve ser levada para o local mais próximo que tiver”, avisa. Geralmente, primeiro é aplicado um medicamento para aliviar a dor provocada pela picada do escorpião. E depois, se for o caso, é aplicado o soro antiescorpiônico. “O medicamento neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo”, esclareceu Puorto. A aplicação é geralmente indicada para crianças e idosos, considerados maior grupo de risco.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

PIB cresce 0,3% no trimestre encerrado em novembro de 2018


Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,3% no trimestre encerrado em novembro de 2018, na comparação com o trimestre encerrado em agosto daquele ano. O dado é do Monitor do PIB, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com a FGV, o crescimento chegou a 1,4% na comparação com o trimestre encerrado em novembro de 2017. No acumulado de 12 meses, a alta chega a 1,3%. Considerando-se apenas o mês de novembro, o PIB cresceu 0,3% em relação a outubro de 2018 e 1,5% na comparação com novembro de 2017.

Setores

O crescimento de 0,3% do trimestre encerrado em agosto para o trimestre  encerrado em novembro, foi puxado pelos serviços que tiveram alta de 0,5% no período. A agropecuária também teve alta: 1,1%.
Entre os segmentos dos serviços, os melhores resultados foram observados nos outros serviços (1%) e nos serviços imobiliários (0,8%). A indústria teve queda de 0,3%, devido ao recuo de 1,2% da indústria da transformação.

Demanda

Sob a ótica da demanda, no trimestre encerrado em novembro, na comparação com o trimestre encerrado em agosto, houve crescimentos de 0,6% no consumo das famílias e de 0,8% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, recuaram 0,4%.
No setor externo, as exportações cresceram 8,1% e as importações caíram 5,7%.

Cuidados com os olhos


O resultado é que casos absolutamente evitáveis acabam se transformando em incômodos ou até em doenças mais graves

Luís Alberto Alves/Hourpress



Conforme a oftalmologista Maíra Saad de Ávila Morales, as principais queixas apresentadas pelos pacientes são de ressecamento e irritação dos olhos, coceira e dor de cabeça.

“Em pessoas mais jovens e crianças, há maior ocorrência de dor de cabeça, coceira e irritação. Já em adultos o ressecamento costuma ser mais frequente”.

Ela ressalta ainda que, em regra, tais problemas não demandam tratamento muito elaborado para ser curado.

A prevenção, sempre, é de fundamental importância. Assim como realizar acompanhamento com o oftalmologista em qualquer fase da vida, mesmo sem apresentar queixas, ao menos uma consulta por ano. Inclusive porque, se descoberta precocemente, a maioria das doenças dos olhos pode ser tratada sem complicações.

Deve-se também evitar coçar os olhos já que isso pode causar
aumento de astigmatismo e outras patologias.

Os cuidados devem ser redobrados após os 40 anos, quando aumentam os riscos de glaucoma. Para recém-nascidos e crianças, é necessário o monitoramento do grau de miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Já acima dos 65 anos de idade, acompanhamento de presbiopia, catarata, degeneração macular senil entre outras.

Dra. Maíra menciona que os problemas mais comuns não variam tanto durante as estações do ano no Brasil, mas que, na primavera, as reações alérgicas tendem a ser agravadas.

O uso excessivo de smartphones e dispositivos digitais também podem causar desconfortos visuais. De acordo com a oftalmologista, dependendo da proximidade do objeto, há uma maior necessidade de acomodação dos olhos e que, se mantida durante muitas horas, poderá acarretar em dores de cabeça, ressecamento dos olhos. A longo prazo pode aumentar o grau de miopia. Ela aconselha que, a cada uma hora e meia ou duas de uso contínuo, faça-se uma pausa de 5 a 10 minutos mantendo o olhar em pontos mais afastados.

É aconselhável ainda (melhor, primordial) que crianças sejam incentivadas à praticar atividades ao ar livre para o desenvolvimento sadio da visão.

Portadores de males crônicos, como o diabetes e hipertensão, devem ter um acompanhamento médico periódico para monitorar o fundo dos olhos. Doenças sistêmicas também podem acometer os olhos e devem ser acompanhadas multidisciplinarmente.

Por fim, um alerta: receitas só podem ser prescritas por oftalmologistas. Aliás, não é permitido a outros profissionais receitar grau de óculos em hipótese alguma, pois essa prática configura risco ao paciente, além de ser exercício ilegal da medicina, crime previsto em Lei. Os exames devem ser feitos em consultórios médicos. 

Justiça decreta prisão preventiva de acusado de morte de jovem no Rio



Agência Brasil

A Justiça do Rio determinou a prisão preventiva do suspeito de envolvimento na morte do jovem Matheus Lessa, de 22 anos. A vítima foi baleada ao defender a mãe durante um assalto ao mercadinho da família na última terça-feira (15), em Guaratiba, zona norte da cidade.
Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, Leonardo Nascimento dos Santos, de 26 anos, foi preso em flagrante no dia 16 após ser reconhecido por quatro testemunhas. Posteriormente, sua prisão foi convertida para preventiva.
A família do suspeito procurou a imprensa nos últimos dias para dizer que ele é inocente. De acordo com os familiares, o jovem estava perto de casa na hora do crime. Imagens de câmeras de segurança recolhidas por parentes mostram Leonardo passando pela rua onde mora, na mesma hora do assalto.
Parentes e amigos de Leonardo protestaram contra sua prisão no domingo (20), em frente a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio.