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A moradora tinha ferimentos nas coxas, próximo à vagina |
Luís Alberto Alves
Hoje escrevo esta coluna numa só
nota. Ao cobrir a manifestação das centrais sindicais nesta manhã (10) na Praça
da Sé, Centro de SP, me deparei com uma situação horrorosa: deitada próxima ao
caminhão de som, uma mulher, moradora de rua, com ferimentos na parte de dentro
das coxas, próxima à vagina, não chamava a atenção de ninguém, mesmo com a pele
queimando sob calor de 29ºC.
O mais curioso é que todos os
oradores falavam do desrespeito ao trabalhador que a Lei 13.467/2017, em vigor
a partir deste sábado (11), provocará, reduzindo inclusive o horário de almoço
e permitindo a presença de mulheres grávidas em locais perigosos à sua saúde e
do bebê...
Nenhum militante ou dirigente
sindical foi capaz de estender as mãos para aquela mulher. Nem muito menos
chamar socorro médico para examinar os ferimentos citados acima. Na primeira vez
passei e vi a cena horrível. Pensei em ir embora, mas o meu sentimento cristão
e de pessoa que deseja o bem ao próximo me fizeram retornar, quando a
fotografei e gravei esse vídeo. Infelizmente quem liga para os miseráveis, os
abandonados pela vida e ignorados por nossa sociedade hipócrita???
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